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The Beatles & Carreiras Solo

The Beatles & Carreiras Solo

 

Uma pequena explicação da trajetória de cada música dos Beatles e o sentimento deles para a composição de cada letra.

 

AS MÚSICAS EM ASTERISCOS NÃO SÃO COMPOSIÇÕES DOS BEATLES PORTANTO NÃO HÁ MUITO O QUE FALAR SOBRE ELAS; 

 


PLEASE PLEASE ME

( Parlophone )
Produzido por George Martin
Data de lançamento UK - 22 Março 1963
Lançamento em CD  - 26 Fevereiro 1987
1 - I SAW HER STANDING THERE
2 - MISERY
3 - ANNA ( GO TO HIM )
4 - CHAINS
5 - BOYS
6 - ASK ME WHY
7 - PLEASE PLEASE ME
8 - LOVE ME DO
9 - P.S. I LOVE YOU
10 - BABY IT´S YOU
11 - DO YOU WAN TO KNOW A SECRET
12 - A TASTE OF HONEY
13 - THERE´S A PLACE
14 - TWIST AND SHOUT

É preciso um pouco de imaginação para nos levar ao ano de 1963 e ao que acontecia no campo musical daquele tempo. O 1º LP dos Beatles, Please Please Me ( with Love Me Do and 12 Other Songs )foi gravado em apenas um dia, e praticamente ao vivo. É incocebível para nós, hoje, com toda a tecnologia dos estúdios, ter um álbum gravado nessas circunstâncias. Hoje, um grupo leva mêses, as vezes anos produzindo um disco. Raros são os grupos que gravam um disco no intervalo de 1 ano. Na maioria dos casos levam 3 anos ou mais entre um disco e outro. Por isso temos que nos transportar para os anos 60 para entender como foi gravado 'Please Please Me'.

Naquela época, o que sustentava o mercado fonográfico eram os 'Singles', ou compactos, como eram conhecidos no Brasil. Cada grupo, ou cantor, era lançado no mercado com um single. Se fizesse sucesso, era lançado o 2º, ou 3º, até chegar na forma de LP. Ter um LP naquela época era um privilégio.

Os Beatles já haviam lançados 2 singles no início de 1963. 'Love Me Do' ( com 'P.S. I Love You' do outro lado ) e 'Please Please Me' ( com 'Ask Me Why' ). Ambos foram bem recebidos, especialmente 'Please Please Me', que alcançou o 1º lugar.

Óbviamente a gravadora 'Parlophone', da qual os Beatles eram contratados, viu neles uma possível mina de ouro, e um LP sério candidato a um 'Best Seller'. Mesmo assim o investimento em um grupo novo era pouco. Mal havia mídia e tampouco MTVs. Tudo era feito da forma mais natural, sem fabricação nem rótulos.

O tempo cedido à gravação do LP foi o de um dia. Os Beatles já tinham 4 músicas gravadas, então o que eles precisavam era gravar mais 10 ( Geralmente um LP continha 14 músicas, todas com pouco mais de 2 minutos de duraçã ) .As gravações ocorreram em 11 de Fevereiro de 1963 ( com exceção de 'Love Me Do', e 'P.S', I Love You', em 04 de Setembro de 1962, e 'Please Please Me' e 'Ask Me Why', em 26 de Novembro de 1962 ). Duraram 16 horas e custaram apenas 400 Libras.

John Lennon e Paul McCartney tinham um bom estoque de canções próprias, mas mesmo assim George Martin não quis arriscar e dividiu o disco em Composições da banda com 'Covers' de músicas antigas. Os Covers são de canções que os Beatles cantavam no 'Cavern', fato que, ao gravar, já sabiam todos de cor, e os erros durante a gravação foram poucos. George Martin achou melhor não incluir nenhuma música de  Chuck Berry e Little Richard no disco, Talvez por achar que o Rock and Roll estivesse saindo de moda.

O Disco teve poucos overdubs. um ou outro piano foi incluido depois, assim como palmas e outros detalhes. O Disco foi gravado praticamente ao vivo e mixado em mono. O estéreo naquela época se restringia a poucos aparelhos, e os toca-discos mono dominavam o mercado. Talvez tenha sido essa a desculpa por George Martin ter lançado o CD, anos mais tarde,  apenas em Mono.

Estranhamente os LPs americanos e os relançamento nos anos 70 são em estéreo, mas um estéreo sofrível: Em um canal ouve-se os intrumentos e do outro, as vozes. Em CDs, apenas cópias piratas possuem essa versão das músicas.

O LP foi lançado em 27 de Março de 1963 na Grã-Bretanha. Entrou no Top 10 no final do mês, e em 08 de Maio do mesmo ano alcançou o 1º lugar nas paradas, permanecendo lá durante 29 semanas. Nâo foi lançado originalmente nos Estados Unidos, pois naquela época, eram mercados bastante distintos. 

George Martin conseguiu que um pequeno selo ( Vee Jay ) lançasse o disco na América, com pequena variação da ordem das músicas e capa diferente. Mas apesar do sucesso na Inglaterra, os Beatles ainda não conseguiram entrar na parada americana.

A famosa foto da capa, em que aparecem debruçados numa escada, foi tirada por Angus McBean na própria escadaria do prédio da EMI, na Manchester Square de Londres. A idéia da capa foi do próprio Paul ( como na grande maioria das capas do grupo ).

 

 

I SAW HER STANDING THERE  ( Lennon - McCartney ) Com uma simples contagem de Paul os Beatles dão início a sua carreira. Um simples Rock'n'roll  cantado por Paul  abre o disco. Os 'ooooh's  de John e George em breve se tornariam a marca registrada do grupo. John Lennon faria uma versão dessa música 12 anos mais tarde, no concerto em que dividu o palco com Elton John, por incrível que pareça, pois essa música é de Paul.

Originalmente intitulada “Seventeen” a canção conta a história  simples de um garoto que vê uma garota dançando no salão de bailes e, depois de dizer que sua beleza está muito além de qualquer comparação “Way beyond compare”, resolve não mais dançar com ninguém.

 

Ele “atravessou o salão” e seu coração “fez bum” – “Cross the room, went boom”

 

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http://mais.uol.com.br/view/12836341 

 


 

MISERY ( Lennon - McCartney ) Composta principalmente para ser gravada por Helen Shapiro ( cantora que excursionava com os Beatles ), a música é de John, com alguma participação de Paul. John canta e George Martin toca piano.

 

Se Paul havia demonstrado plena confiança de que dançaria com a garota em ‘I Saw Here Standing There”, John reclamava de uma garota que o havia abandonado, deixando-o solitário. “The world is treating me bad” – “O mundo está me tratando mal” é a frase inicial da música e o lá,lá,lá do final é uma alusão a Speedy Gonzalez de Pat Boone, música que ficou na parada britânica de julho a outubro de 1962.

 

 

http://mais.uol.com.br/view/12841544

 



*Anna (Go To Him) O primeiro cover do disco. Uma balada que já havia sido gravada anteriormente por Arthur Alexander em 1962. John canta e Paul e George fazem o coro.

 

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 http://mais.uol.com.br/view/12841546

 


 

*ChainsA estréia de George como cantor num disco dos Beatles gravada anteriormente por The Cookies e Carole King.

 

 

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http://mais.uol.com.br/view/12841548

 


*Boys - A contribuição do vocal de Ringo nesse disco se dá num cover do grupo americano The Shirelles, de 1960.

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http://mais.uol.com.br/view/12841549

 

 


ASK ME WAY - Originalmente o lado B de Please Please Me a música havia sido gravada na primavera de 62. Uma das harmonias mais trabalhadas do grupo. A música é de John com Paul e George fazendo as vozes de fundo. É uma música de amor peso leve dos shows que eles faziam no Cavern Club, naquele ano. Regravada em fevereiro de 63.

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http://mais.uol.com.br/view/12841551

 


PLEASE PLEASE ME - O primeiro hit do grupo. Originalmente era mais lenta no estilo choroso de Roy Orbinson. George Martin achou melhor acelerá-la. Assim como Love Me Do, eles brincam com o sentido da palavra Please.

Música de John e um dos primeiros registros de sua harmonica, que seria um instrumento indispensável na 1ª fase dos Beatles.

Embora soasse como uma canção inocente tinha conteúdo subversivo. Alguns a viam como um pedido de igualdade no prazer sexual.

Robert Chustgau editor de música do Village Voice de Nova York aumentou a polêmica afirmando que ela falava sobre sexo oral.

A origem da música certamente era inofensiva, o refrão tinha origem em “Please” de Bing Crosby, escrita por Leo Robin e Ralph Rainger, que começa com um jogo entre os homófonos “Pleas” e “Please”.

“Oh please, lend your little ear to my pleas, lend a ray of cheer to my pleas,, tell me that you love me too” “por favor, ouça os meus apelos, dê um raio de alegria aos meus apelos, diga que você me ama também”.

 

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http://mais.uol.com.br/view/12841553

 

 


LOVE ME DO - Apesar de ter sido gravada em setembro de 62 essa versão não é a mesma lançada no single Love Me Do. George Martin ainda suspeitava da habilidade de Ringo, portanto, gravou-a duas vezes, uma em 04 de setembro e outra em 11 de setembro com Andy White e com Ringo no pandeiro. Música cantada por Paul que também a compôs.

O primeiro sucesso dos Beatles tinha a letra mais básica possível com muitas palavras de uma sílaba só e 21 repetições de “love”.

“I love you forever so please love me in return”, “Eu amo você para sempre, então por favor, retribua o meu amor”.

O que a destacou das canções de amor adolescente da época foi o verniz gospel-blues da voz, efeito acentuado pela gaita de John e pela harmonia levemente melancólica.

Paul comentou em 1967, que Love Me Do, foi a canção mais filosófica que fizeram porque o fato de ser verdadeira fez dela uma canção incrivelmente simples.

 

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P.S. I LOVE YOU - Lado B de Love Me Do. Música de Paul cantada por ele num estilo a lá Elvis.

Escrita em 1961 a música foi outras das canções iniciais de Paul, que os Beatles consideraram lançar como primeiro single da banda. Na Inglaterra ela se tornou lado B de Love Me Do e nos EUA quase dois anos depois, tornou-se single por conta própria e chegou ao Top 10.

A namorada de Paul na época era Doroty “Dot” Rhone, uma adolescente mignon de Liverpool que trabalhava em uma farmácia e vivia com os pais. Era uma garota tímida e estava muito apaixonada por Paul e ele por sua vez demonstrava ciúme mantendo-a sempre por perto.

Dot e Cyntia (namorada de John) foram visita-los durante uma excursão pela Alemanha e Dot ficou hospedada com ele numa casa barco.

Depois que ela voltou para Liverpool, Paul escreveu essa canção que ela julgou ser para ela.

Anos depois Paul negou que tivesse alguém específico em mente.

Composta em forma de carta P.S. I Love You foi precursora de outras canções carta “Paperback Writer” e “When I’m 64”.

Paul e Dot continuaram o namoro, mas terminaram no verão de 1962, assim que os Beatles entraram em estúdio.

 

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http://mais.uol.com.br/view/12841557

 

 


* Baby It's You - Outro cover da banda de Burt Bacharach, cantada por John. George Martin toca o solo de piano.

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DO YOU WANT TO KNOW A SECRET? - Composição feita por John para o cantor Billy J. Kramer, empresariado por Brian Epstein, com a qual chegou ao 1º lugar nas paradas. A idéia dessa música veio de um desenho animado e na versão dos Beatles George Harrison é quem canta.

Foi no apartamento cedido por Brian Epstein onde ele realizava seus encontros homossexuais que Lennon já casado com Cyntia , compôs essa música.

Era uma canção que sua mãe cantava para ele tirada do filme de Walt Disney (Branca de Neve e os Sete Anões), onde ela canta para os pombos “Wanna Know a Secret?”, promisse not to tell?, we are standing by sishing well” “querem ouvir um segredo?, vocês prometem não contar?, estamos diante de um poço dos desejos”.

Apesar de ter escrito pensando em cantá-la, a música foi oferecida a George Harrison.

“Achei que seria uma boa oportunidade para ele porque tinha três notas e George não era o melhor cantor do mundo", afirmou John.

 

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 http://mais.uol.com.br/view/12841563

 


*A Taste Of Honey (de Ric Marlow e  Bob Scott) - Balada típica das preferidas de Paul. Os Beatles costumavam cantá-la no Cavern e em Hamburgo. Gravada originalmente por Lenny Welch em 1962, a canção ficou mais famosa por uma versão instrumental no estilo Jazz.

 

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 THERE'S A PLACE - A última música da dupla Lennon/McCartney do disco. Escrita por John mas cantada junto com Paul.

Assim como “Misery” revelava os sentimentos de isolamento e rejeição que se tornariam uma grande preocupação nas composições de John, There’s a Place apresentava o que viria a se tornar um tema recorrente: buscar conforto em seus pensamentos, seus sonhos e suas memórias.

John lida com a tristeza da vida, se recolhendo na segurança de seus pensamentos. Isso ficaria notório em outras composições como “Strawberry Fields Forever”, “Girl”, “In My Life”, “I’m Only Sleeping” e muitas outras.

Ele admitiu que There’ a Place era uma tentativa de criar algo no estilo Motown, algo que soasse como música negra, um som que vinha de Detroit.

Os sucessos da Motown eram na maior parte escritas e gravadas por músicos treinados pelo próprio selo, e entre os favoritos dos Beatles estavam Barret Strong, The Miracles (com Smokey Robinson), The Marvelettes, Marvin Gaye e “Little” Stevie Wonder.

Os Beatles gravaram nessa linha Please Mr. Postman, You Really Got A Hold On Me e Money.

“O fato de termos muitas de nossas músicas gravadas pelos Beatles ajudou e isso nos deixa muito envaidecidos” diria Berry Gordy dono da Motown, em 1964.

 

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 http://mais.uol.com.br/view/12841597

 


 *Twist And Shout (Bert Russel e Phil Medley) - Um dos hits do disco e o cover mais famoso do grupo. Foi a última música da maratona de gravação dos disco. John estava tão rouco que a música deveria sair perfeita numa tentativa só pois ele talvez não conseguisse cantá-la depois. A música já havia sido sucesso do grupo americano Isley Brothers em 1962, mas os Beatles conseguiram deixá-la mais visceral e sem dúvida, a voz de John contribui para isso. Um grande fechamento para o disco de estréia.

 

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http://mais.uol.com.br/view/12841603

 


 

WITH THE BEATLES
( Parlophone )

Produzido por George Martin

Data de lançamento UK - 22 Novembro 1963
Lançamento em CD - 26 Fevereiro 1987
1 - IT  WON´T BE LONG 
2 - ALL I´VE GOT TO DO
3 - ALL MY LOVING
4 - DON´T BOTHER ME
5 - LITTLE CHILD
6 - TILL THERE WAS YOU
7 - PLEASE MR POSTMAN
8 - ROLL OVER BEETHOVEN
9 - HOLD ME TIGHT
10 - YOU REALLY GOT A HOLD ON ME
11 - I WANNA BE YOUR MAN
12 - DEVIL IN HER HEART
13 - NOT A SECOND TIME
14 - MONEY ( THAT´S WHAT I WANT )
 
 
 

Lançado no final de 1963, o 2º disco dos Beatles segue a mesma fórmula do álbum 'Please Please Me': Metade das músicas são do grupo e a outra metade covers ( músicas que o grupo já apresentava em suas apresentaçõe no Cavern e Hamburgo ).
Não há dúvida que os Beatles deram um salto na qualidade deste disco. Mais tempo foi destinado as gravações e o grupo experimentava seus primeiros truques de estúdio, dobrando as vozes e instrumentos.
Nessa época os Beatles já estavam consagrados definitivamente na Grã-Bretanha, principalmente pelos singles ' From Me To You', 'She Loves You' e 'I Want To Hold Your Hand'. Lennon e McCartney já estavam sendo aclamados como os compositores do século e seu estilo copiado por inúmeros grupos, principalmente de Liverpool.
As sessões começaram no dia 11 de Setembro de 1963, porém, os Beatles só finalizariam o disco no mês de Outubro, devido às turnês e outros compromissos.

O disco ficou no topo das paradas por 21 semanas e tornou-se o 1º álbum de rock a vender mais de um milhão de cópias na Grã-Bretanha.

A foto da capa é obra de  Robert Freeman, e mostra os Beatles em meia-luz, num estilo parecido que Astrid Kirchherr ( namorada de Suart Stucliffe - 1º baixista do grupo ) as tirava em Hamburgo. O equivalente americano ao LP 'With The Beatles' é o álbum 'Meet The Beatles'. Novamente o CD é lançado em mono. As versões em estéreo aparecem sómente na versão americana e nos relançamentos dos anos 70.

 

 

IT WON´T BE LONG ( Lennon/McCartney ) Gravada em 30 de Julho 1963 Gravada originalmente para ser um Single, a música é de John, que faz o vocal principal

A faixa de abertura do álbum num primeiro momento havia sido escolhida por John como possível single após “She Loves You mas a estratégia foi descartada porque segundo ele a música nunca deu certo de verdade.

Composta como uma canção de amor poderia ser a história do começo da vida de John. Solitário e rejeitado ele espera a volta da garota que o abandonou em Misery.

Acredita que assim que a reencontrar todos os seus problemas serão solucionados.

Uma das coisas que animava John e Paul era o jogo de palavras introduzidas em torno de “belong”.

Apesar de ser uma pequena inovação para eles, se tornaria um marco de sua escrita sofisticada.

 

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http://mais.uol.com.br/view/12848019

 


 

 ALL I'VE GOT TO DO - Gravada em 11 de setembro de 1963.

Balada de John que canta. Ringo inova um pouco na batida da música, saindo do acompanhamento tradicional.

Metade das canções do álbum foi escrita por John e Paul mas All I’ve Got To Do no entanto foi escrita inteiramente por John em 1961.

A faixa segundo ele era uma tentativa de”repetir a sonoridade à “Smokey Robinson”. Nós sempre fingíamos ser Smokey Robinson disse ele.

“Fiquei lisonjeado quando eles gravaram essa música, disse Smokey líder dos Miracles, em 1963.

 

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 ALL MY LOVING - Composta por Paul a música tem como ponto alto o baixo de Paul e a guitarra ritmica de John.

Essa canção foi concebida como um poema enquanto Paul se barbeava. Ele só a musicou no final do dia, inicialmente imaginando uma canção country.

“Foi a primeira vez que a letra veio antes da música”, contou.

Como muitas canções dos Beatles, agora que eles estavam permanentemente em turnê essa era sobre a distância da pessoa amada, mas, enquanto John dava a ela um tom angustiado, Paul tinha uma postura otimista.

John que raramente elogiava as canções de Paul, chamou-a de “um trabalho danado de bom”.

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 DON'T BOTHER MEPrimeiro registro em disco oficial de uma música de George Harrison. Existe a história de que foi composta quando George estava doente no hotel Boumemouth no meio de uma turnê e tudo que ele pedia era que não o aborrecessem.

Além da formação original, Paul toca pandeiro e Ringo um bongô árabe.

 

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http://mais.uol.com.br/view/12848040

 


LITTLE CHILD - Um pouco de falta de inspiração e eis Little Child. Mesmo assim a faixa é pura energia. John toca harmônica e Paul piano.

Como a letra fala de um garoto “sad and lonely”, que espera uma chance com a garota, tudo indica que a idéia inicial tenha vindo de John.

 Quando perguntaram a ele sobre a música ele disse que era apenas mais uma tentativa de escrever uma canção para alguém. “provavelmente Ringo”.

Paul guarda a versão mais antiga da letra, quase idêntica a original com exceção da abertura do primeiro verso.

Na origina ele diz: “Now if you want someone to make you feel so fine” “Se você quer alguém que o faça se sentir bem” enquanto que na versão antiga a frase é: “if you want someone to have a ravin time” “ se você que alguém com quem se divertir”.

 

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http://mais.uol.com.br/view/12848045

 

 


* Till There Was you - (Meredith Wilson) - Balada que se adapta perfeitamente à voz de Paul. A canção é do musical da Broadway "The Music Man", de 1957 e como em A Taste Of Honey, Paul incluía esses números quase acústicos entre os rocks mais pesados.

 

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http://mais.uol.com.br/view/12848047


*Please Mr. Postman - (Dobbin/Garrett/Garman/Brianbert) - Imortalizada pelos Carpenters nos anos 70, a música é um clássico da gravadora Motown, onde foi gravada pelo grupo The Marvelettes. John faz o vocal pincipal.

 

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http://mais.uol.com.br/view/12848048

 

 


*Roll Over Beethoven - (Chuck Berry) - John costumava cantar essa música na época do Quarryman, mas acabou passando-a para George. Clássico de Chuck Berry, foi gravada originalmente em 1956. Foi a música que George cantou durante muito tempo na turnê dos Beatles.

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http://mais.uol.com.br/view/12848049

 


HOLD ME TIGHT - Essa música deveria fazer parte do 1º LP dos Beatles. Foi gravada durante as primeiras sessões da EMI, mas infelizmente a fita foi perdida. Composta por Paul com ajuda de John, Paul canta.

Paul a considerava um “exercício”. O único comentário de John sobre ela foi: “ Nunca me interessei muito por ela”.

A música tem influência no grupo feminino The Shirelles, de Nova Jersey, que em 1961 tinha chegado ao número 1 nas paradas americanas. Os Beatles já tinham gravado delas as músicas para o primeiro álbum: Baby It’s You e Boys.

Apesar de ter sido recebida como uma canção inocente no estilo “beijinhos e abraços” Hold Me Tight era na verdade sobre uma relação sexual propriamente dita. O narrador está sozinho com a garota à noite “making love” (fazendo amor). A maioria das canções de amor da época não costumava ser tão ousada.

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http://mais.uol.com.br/view/12848052

 


*You Really Got A Hold On Me - (Willian "Smokey" Robinson) - Outra música da Motown, gravada por The Miracles em 1962. John canta.

 

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I WANNA BE YOUR MAN - Escrita por Paul com a ajuda de John e que se tornou mais conhecida na versão dos Rolling Stones que a gravaram em 7 de outubro de 1963  quando estes encontraram os Beatles numa rua de Londres. A versão dos Beatles é cantada por Ringo, que geralmente esquecia que a música tinha dois versos, e cantava apenas um dos versos ao vivo.

Apesar de não ter uma grande voz de cantor, a cada show Ringo interpretava uma canção que estivesse dentro de seu alcance vocal.

Essa tradição foi mantida no decorrer dos álbuns, transformando a participação de Ringo numa espécie de pausa. Canção básica de quatro acordes com uma letra que não ia muito além das cinco palavras do título.

 

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http://mais.uol.com.br/view/12848076

 

 


*Devil In Her Heart (Richard Drapkin) - Raramente George cantava mais do que duas músicas por LP, mas nesse disco seus companheiros foram generosos e ele ganhou três.

Outra música de um grupo feminino americano. The Donays, de 1962.

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http://mais.uol.com.br/view/12848081

 

 


NOT A SECOND TIME - John canta essa música (com voz dobrada) perceba como no final da música ele canta o verso "not a second time" exatamente igual a "all I've got to do"

Segundo Paul mais uma vez a inspiração para esta música vinha de Smokey Robinson & The Miracles, ao passo que John reivindicou boa parte da composição como sua.

Foi outro exemplo de John permitindo que seus sentimentos nesse caso a mágoa, tomassem conta de seu trabalho.

Depois de sofrer por rejeição a reação do compositor é conter suas emoções para evitar que se machuque de novo.

 

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http://mais.uol.com.br/view/12848083

 

 


*Money (That's What I Want) - (Berry Gordy/Janie Bradford) - O último cover do disco e o terceiro da Motown. O equivalente a Twist And Shout do 1º disco, Money foi um hit de Barret Strong em 1960. John fez pequenas inclusões na letra da música, quando no final canta "I Wanna Be Free". George Martin toca piano.

 

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A HARD DAY´S NIGHT
( Parlophone )

Produzido por George Martin
Data de lançamento UK - 10 Agosto 1964
Lançamento em CD  - 26 Fevereiro 1987
1 - A HARD DAY´S NIGHT 
2 - I SHOULD HAVE KNOWN BETTER
3 - IF I FELL
4 - I´M HAPPY JUST TO DANCE WITH YOU
5 - AND I LOVE HER
6 - TELL ME WHY
7 - CAN´T BUY ME LOVE
8 - ANY TIME AT ALL
9 - I´LL CRY INSTEAD
10 - THINGS WE SAID TODAY
11 - WHEN I GET HOME
12 - YOU CAN´T DO THAT
13 - I´LL BE BACK

Em 1964 os Beatles  já estavam consolidados como a melhor banda do planeta. Haviam conquistado os Estados Unidos, vendiam como nunca, seus shows eram disputadíssimos, faziam apresentações especiais para a rádio, tinham vários singles nas paradas e participavam de programas de TV. Nessa agenda apertadíssima, só faltava uma coisa ao grupo: Fazer um filme.

Acompanhando o lançamento do filme da United Artists, 'A Hard Day´s Night', esse 3º LP dos Beatles foi o primeiro a conter só composições do grupo, e o ÚNICO a conter só canções de Lennon / McCartney.

Como o filme foi rodado as pressas, o álbum foi gravado da mesma maneira, ou seja, John Lennon e Paul McCartney tiveram MENOS DE 2 SEMANAS para compor e ensaiar as músicas da trilha, ou seja, praticamente o lado A do LP.

O Lado B  foi composto durante as filmagens, e apesar de não fazer parte do filme, são músicas de qualidade indiscutível.

Outro fato significante do disco é de que George canta apenas uma música, e pela primeira vez, Ringo não canta nenhuma. 10 das 13 músicas são praticamente de John, sendo o restante de Paul.Não há dúvida nenhuma de que John dominava nesta primeira fase dos Beatles.

Durante as sessões de gravação do disco, os Beatles ainda gravaram um EP - 'Long Tall Sally', com 3 covers, e uma ( mais uma ) canção de John, 'I Call Your Name', que poderia facilmente ser incluída no disco.

O Disco ficou no 1º lugar das paradas  por 21 semanas, só sendo desbancado por outro disco dos Beatles ( o subsequente ' Beatles for Sale' ).Nos Estados Unidos o LP saiu com o mesmo nome ( A Hard day´s Night ), porém só com as músicas do lado A, somadas a versões orquestradas de George Martin. O restante do disco original só sairia no LP americano ' Something New'.

A mixagem original foi feita em Mono, porém, nos discos americanos saiu em estéreo. No CD, mais uma vez George Martin optou por lançá-lo em Mono. Fato discutível, pois o estéreo desse disco é muito bom. Prova é que as músicas desse album, quando são acrescentadas em algum CD coletânea, aparecem em estéreo.

 

A HARD DAY´S NIGHT - Gravada em 16 de Abril de 1964 - Lançada como Single um mês antes do LP, a música foi título do filme por inspiração de uma frase de Ringo, que inadvertidamente comentou 'É a noite de um dia duro'. John a compõs quase inteira, sendo que a parte do meio é de Paul. Pela primeira vez os dois obedecem a fórmula de que 'quem fez, canta', e a música é um belo exemplo dos dois dividindo os vocais em refrões diferentes. Isso os acompanharia até o final do grupo.George havia adquirido uma Rickenbaker de 12 cordas, e o acorde inicial é dessa guitarra. A guitarra seria a marca registrada de George em todo ano de 1964, e acabaria por influenciar o estilo de outros grupos, como 'The Byrds'.
O Single ' A Hard Day´s Night' foi o 3º do grupo a alcançar o 1º lugar em menos de uma semana depois do lançamento.

Depois de rejeitarem os títulos On The Move, Let’s Go e Beatlemania, os Beatles na tinham um nome para o filme e A Hard Day’s Night foi a última música escrita acabando por se tornar o título tanto do álbum quanto do filme e isso é atribuído a Ringo.

“Tínhamos trabalhado o dia todo e a noite toda também. Eu saí achando que ainda era dia e disse: “It’s been a hard day”,  (foi um dia difícil ) olhei em volta e acrescentei: “’s night”. (foi a noite de um dia duro).

Em seguida John traz a letra e a música escritas no verso de um cartão para seu filho Julian que tinha acabado de fazer um ano de idade.

Era o dia 16 de abril de 1964 e inicialmente a canção dizia “But when I get home to you, I find my tiredness is through, and I feel all right” (mas quando eu chego em casa para encontrar você, descubro que meu cansaço acabou, e eu me sinto bem).

Maureen Cleave, jornalista do Evening Standard e uma das primeiras a escrever sobre os Beatles disse a John que achava “my tiredness is through” uma frase fraca. John riscou o trecho e escreveu: “I find the things that you do, they make me feel all right” (descobri que as coisas que você faz me fazem sentir bem).

 

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I SHOULD HAVE KNOWN BETTER - 26 de fevereiro de 1964 - Composta basicamente em cima de 2 acordes, essa música é típica de John, que assim como outras do mesmo período, usa sua harmônica para compensar a falta de outros instrumentos, mas nem por isso deixa de ser brilhante.

É a primeira música do filme  e foi tocada na cena em que os Beatles e o avô de Paul (interpretado por Wilfred Brambell) estão em um trem e são banidos para o vagão dos correios.

Eles começam a jogar cartas e diversos cortes depois aparecem com guitarras, gaita e bateria.

Apesar de boa parte da filmagem ter feita em trens entre Londres e West Country, I should have known better foi filmada em um cenário nos estúdios Twickenham Film.

Surpreendentemente para uma música de John  ela é bastante otimista.

Um rapaz ama uma garota, que ama o rapaz e está tudo bem.

 

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IF I FELL - 27 de Fevereiro de 1964 - Naquela época a diferença de estilos entre John e Paul não eram tão significantes. Apesar de ser mais 'rocker' que seu companheiro, foi John Lennon quem compôs essa balada. John e Paul dividem o vocal, e apesar de Paul fazer a 2ª voz, e esta a mais significativa. Na versão em estéreo ( não disponível em CD ) Paul dá uma engasgada na frase '...was in vain...', o que não acontece na versão mono.

É uma das mais belas canções de John e fala sobre uma relação ilícita. Ele pede a mulher em questão uma garantia de que, caso deixe a esposa para ficar com ela, será amado como nunca foi antes.

No primeiro esboço ele escreveu: “I hope that she will cry/ when she hears we are two” (Espero que ela chore quando descobrir que somos um casal) em vez da versão mais suave “And that she will cry” (E ela vai chorar) sugerindo uma forma cruel de prazer quando sua parceira descobrisse sua infidelidade.

John afirmou ser uma canção semi-autobiográfica, pois sabe-se que ele foi infiel à Cyntia.

 

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I'M HAPPY JUST TO DANCE WITH YOU - 01 de Março de 1964 - George Harrison dá as caras... e para por aí. A única música cantada por George no disco não é dele ( e também nenhum cover ). É sim, de seu amigo John Lennon.

Essa música foi escrita  para George cantar no filme “para dar um pouco de ação a ele”.

Paul admitiu que essa era uma “música que seguia uma fórmula”.

 

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AND I LOVE HER - 27 de Fevereiro de 1964 - A 1ª música genuinamente McCartney do disco. Inspirada em sua namorada da época, Jane Asher, Paul tentou exaustivamente dar-lhe o melhor arranjo durante 3 dias, até perceber que o melhor talvez fosse ambientá-la do modo acústico. Fugindo do tradicional, os Beatles a gravaram com violões e bongôs, e sem dúvida, transformaram-na num hit.

Apesar do amor pelo rock, Paul sabia que as baladas enriqueciam os shows.

A idéia inicial era escrever algo com um título que começasse no meio de uma frase e pediu ajuda a John. As gravações começaram em fevereiro de 1964 e foi a primeira faixa dos Beatles a ter instrumentos acústicos.

Paul afirma que não a escreveu com alguém específico em mente. Mas é difícil acreditar que no início de sua paixão por Jane Asher ele estivesse compondo músicas tão delicadas para uma garota imaginária.

 

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TELL ME WHY - 27 de Fevereiro de 1964 - Outra composição de John. Daquelas que grudam na cabeça e não saem mais. John canta, mas no refrão sua voz é somada com a de Paul e George.

É um típico enredo de John. Alguém mente para ele e o abandona. Ele chora e pede para a garota explicar o que ele fez de errado para que possa consertar.

“If there’s something I have sai dor done. Tell me what and I’ll apologize” (se eu fiz ou disse alguma coisa ,me avise e eu me desculpo).

 

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CAN'T BUY ME LOVE - 29 de Janeiro de 1964 - Lançada como o 1º single de 1964, a música foi incluída no disco como um dos momentos mais hilários do filme, Onde os Beatles pulam num campo feito uns loucos. Gravada no estúdio Pathé Marconi em Paris, os garotos tiveram apenas poucas horas para finalizá-la, arranjá-la e finalmente gravá-la, junto com as versões em alemão de 'She Loves You' e 'I Wanna Hold Your Hand'. Foi uma das primeiras incursões dos Beatles fora dos Estúdios da EMI em Abbey Road. A música é de Paul, e cantada por ele. George colocou seu solo de guitarra depois, por meio de overdub ( pode-se ouvir o original por baixo dele ).

Foi inserida no filme no lugar de I’ll Cry Instead porque o diretor Dick Lester não a achava apropriada para a cena em que os Beatles aparecem pela primeira vez, onde eles descem por uma escada de incêndio nos fundos do teatro Odeon de Londres e brincam livres, correndo de um lado para o outro.

A letra parece ser uma resposta à canção “Money” de Berry Gordy e Janie Bradford que os Beatles começaram a tocar em 1960 e gravaram em With The Beatles.

Money sustentava que o dinheiro comprava tudo, e Can’t Buy Me Love, que o dinheiro compra tudo menos o amor.

 

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ANY TIME AT ALL - 02 de Junho de 1964 - Apesar de não fazer parte do filme, a música foi finalizada enquanto os Beatles a gravavam. A pressão dos compromissos muitas vezes faziam com que os Beatles levassem as músicas incompletas para o estúdio de gravação. Música de John, que canta. George Martin acrescentou um piano ao solo.

Seria um desperdício deixar o lado B de A Hard Day’s Night de for a pelo fato de não fazerem parte do filme.

Esta canção que inicia o lado B, foi escrita a partir da canção anterior do álbum With The Beatles, It Won’t Be Long, usando a mesma progressão de acordes de dó para lá menor e a mesma forma de cantar (gritando), durante a gravação,

No início a canção tinha dois versos a mais. O terceiro dizia: “I’ll be waiting here all alone/just like I’ve always done” (estarei esperando sozinho/como sempre fiz), mas já havia palavras suficientes nela e nenhum dos versos adicionais avançava na narrativa da música.

 

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I'LL CRY INSTEAD - 01 de Junho de 1964 - Originalmente deveria ser incluída no filme, mas o diretor Richard Lester não encontrou espaço para ela Uma das primeiras músicas dos Beatles influenciada pela Coutry Music americana.Composta por John, é ele quem canta. Na versão americana, ela ganha um verso 'extra' ( na verdade, uma remixagem que a deixou mais longa ).

Essa seria originalmente usada na seqüência da escadaria de saída de incêndio no filme, mas foi substituída por Can’t Buy Me Love.

John tinha escrito sobre o ato de chorar muitas vezes mas esta canção era diferente porque nela ele dizia que quando parasse de chorar voltaria para se vingar, saindo por ai partindo o coração das garotas mundo afora, par depois esnoba-las de modo a punir todas que o rejeitaram.

 

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THINGS WE SAID TODAY - 02 de Junho de 1964 - A 3ª música inteiramente de Paul no disco. Paul estava experimentando compor em acordes menores, e a música veio praticamente em cima de um único acorde. Óbviamente, é Paul quem canta.

Depois da conclusão das filmagens de A Hard Day’s Night, os  Beatles e sua equipe sairam de férias. John e George fizeram uma volta ao mundo com paradas na Holanda, na Polinésia no Hawai e no Canadá, enquanto Paul e Ringo foram para a França e para Portugal antes de partirem para as Ilhas Virgens.

Quando estava no Caribe, Paul alugou um iate chamado Happy Days. Foi a bordo dele, com Ringo Maureen e Jane que ele compôs essa canção, que é uma reflexão sobre sua relação com Jane, que ele sabia ser passageira por causa do ritmo de trabalho dos dois.

Quando estavam separados ele se consolava lembrando daquele dia.

 

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WHEN I GET HOME - 02 de Junho de 1964 - Mais uma música de John. Ele canta com o apoio de Paul e George.

Foi descrita por John como uma canção “Four-In-The Bar Cowbell” (com o ritmo marcado em quatro tempos em instrumento percursivo chamado caneca), influenciado pela Motown e pelo Soul americano.

Canção atipícamente otimista de John sua letra revelava os pensamentos dele sobre o que ia dizer para sua garota quando chegasse em casa.

Com uma temática levemente próxima do single “A hard day’s night”, “When I get home to you” (quando eu chego em casa para encontrar você), mostra que John ainda achava que o lar era o lugar onde o verdadeiro amor estava esperando por ele. Apesar da imagem de machão, John não trocava nada por sua vida caseira ao lado de livros e em frente à televisão.

 

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YOU CAN'T DO THAT - 25 de Fevereiro / 22 de Maio de 1964 - Inspirada no Rhythm & Blues americano, A música foi lado B do Single 'Can´t Buy Me Love', e sua base gravada no mesmo dia das gravações do Estúdio Pathé Marconi. Os vocais foram colocados mais tarde em Abbey Road. Pela primeira vez, é John que faz o solo de guitarra. John também canta.

Nessa canção John experimenta ameaças e, vez de choramingos. Ele diz que se pegar sua garota conversando com outro rapaz vai deixa-la imediatamente, pois sabe o que é ser rejeitado e não vai deixar acontecer de novo.

Na gravação John usou sua guitarra nova, uma Rickenbacker, enquanto George tocava uma guitarra de doze cordas pela primeira vez em um disco dos Beatles.

“Acho uma chatice tocar guitarra base o tempo todo, eu gosto de inventar formas diferentes de tocar e na verdade essa música não tem nem guitarra solo nem base” disse John a Melody Maker.

 

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I'LL BE BACK - 01 de Junho de 1964 - A última música do disco, e mais uma vez, de John. Soando mais como uma melodia 'a McCartney', John prova que sabe fazer belas baladas.Cantada quase que praticamente em 3 vozes, os Beatles adotam a fórmula usada em 'This Boy', e o grupo começa a ser reconhecido também pelos belos arranjos vocais.

John descobriu os acordes dessa canção enquanto tocava uma música de Del Shannon, provavelmente Runaway, que os Beatles apresentavam em seus primeiros shows.

Ela também começa com um acorde menor e tem uma linha de baixo decrescente.

 

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A SEGUIR BEATLES FOR SALE AGUARDE!

 

BEATLES FOR SALE
( Parlophone )

Produzido por George Martin
Data de lançamento UK - 04 Dezembro 1964
Lançamento em CD  - 
26 Fevereiro 1987
1 - NO REPLY
2 - I´M A LOSER
3 - BABY´S IN BLACK
4 - ROCK AND ROLL MUSIC
5 - I´LL FOLLOW THE SUN
6 - MR MOONLIGHT
7 - KANSAS CITY / HEY HEY HEY
8 - EIGHT DAYS A WEEK
9 - WORDS OF LOVE
10 - HONEY DON´T
11 - EVERY LITTLE THING
12 - I DON´T WANT TO SPOILD THE PARTY
13 - WHAT YOU´RE DOING
14 - EVERYBODY´S TRYING TO BE MY BABY

1964 estava chegando ao fim. Os Beatles estavam realizando intermináveis  turnês, um filme havia sido rodado, um lp estava na parada acompanhado de um EP mais alguns singles.Nessa agenda apertadíssima de apresentações e entrevistas, o grupo arranjou tempo de gravar mais um disco para as vendas de natal, com um porém: Iriam recorrer a velha fórmula dos 2 primeiros álbuns, metade das musicas originais e metade covers dos tempos do 'Cavern Club'.

Saindo de um disco tão brilhante como 'A Hard Day's Night', este próximo só não seria um passo para trás se não fosse o amadurecimento das composições Lennon-McCartney. Pela 1ª vez os Beatles dariam mais ênfase à Country Music ( Como em 'I´ll Cry instead', do álbum anterior ). Violões começavam a ser mais usados e o Rhythm & Blues começaria a perder espaço nos discos dos Beatles.

Em 65 a propaganda em cima dos Beatles era tão grande que souvenirs com a imagem dos quatro garotos inundavam o mercado. De botas, cortinas, lancheiras, lapiseiras, cadernos até bonequinhos e perucas.Em cima disso, e pela obrigatoriedade de um lançamento inédito no final do ano, nada melhor do que batizar o próximo LP como ' Beatles For Sale' ( ...à venda!). Dá para notar pela foto da capa a 'animação' do grupo

Nos Estados Unidos o disco equivalente foi intitulado 'Beatles 65'. O disco chegou ao 1º lugar nas paradas britânicas em 28 de Dezembro, onde permaneceu nessa posição por 9 semanas. A propósito... o disco desbancado por ele era outro do grupo: 'A Hard Day's Night'

Da sessão de gravação do disco saiu um single..' I feel Fine/She's a Woman', mas nenhuma dessas músicas foi incluída no LP. 'Leave My Kitten Alone', um cover de Litte Willie John, gravada para o disco foi deixado de fora, e permaneceu inédito ( oficialmente ) até 1995, quando foi incluído na série 'Anthology'.

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NO REPLY - Gravada em 30 de Setembro 1964 - Originalmente, esta música foi composta  por John para Tommy Quickly ( artista empresariado  por Brian Epstein ), mas os Beatles resolveram gravá-la.   Forte canditada a ser lançada como  single nos Estados Unidos,  foi substituída por 'Eight Days a Week'. John canta, sendo acompanhado por Paul em algumas partes.

Essa é uma típica canção de John sobre traição e ciúme, a história de uma garota que o troca por outro homem, baseada na canção “Silhouetes” da banda The Rays, sucesso de 1957.

O rapaz descobre que está sendo enganado quando vê silhuetas nas cortinas da casa de sua amada.

 

Na versão de John ele descobre que está sendo enganado, quando liga para ela e seus pais dizem que ela não está. Ele então vai à casa da namorada e a vê saindo com outro.

 

A repetição da frase “I saw the light” refere-se à luz por trás das cortinas e à revelação de que está sendo enganado pode ser uma alusão à conhecida canção religiosa de Hank Willians “I saw the light” (1948).

 

No Reply segundo Dick James cantor e compositor, é uma história resolvida com começo meio e fim.

 

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I'M A LOOSER - 14 de agosto de 1964 - Uma das músicas mas sérias de John. Com batida Country Music e letra influenciada por Bob Dylan, esta foi uma das primeiras tentativas de John falar dele mesmo, deixando os casos de amor entre adolescentes ficarem mai raros em suas canções. John e toca harmônica. Paul faz o backing vocal.

Vista de forma superficial esta é mais uma canção sobre perder uma namorada, mas alguns versos como a passagem na qual ele diz que sob a máscara ele está “Wearing a frown” (com uma expressão carrancuda) sugerem que ele se considera um fracasso em mais de uma maneira. Não é apenas um fracasso no amor, é também um fracasso na vida.

I’m A Loser foi gravada em agosto de 1964. John deu alguns sinais de como estava sendo sincero na letra. Um deles foi um comentário que fez a Ray Coleman da Melody Maker, dois meses depois quando estavam nos bastidores de um show se maquiando.

“Eu gostaria que me pintassem um sorriso também. Acha que vou conseguir sorrir hoje? Às vezes me pergunto como é que nós conseguimos seguir adiante".

 

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BABY'S IN BLACK - 11 de agosto de 1964 - Uma valsa esquisita com uma vaga influência country. Foi uma das últimas composições genuínas de Lennon/McCartney. Os dois cantam  música inteira em 2 vozes.

Uma canção simples com uma história simples. Garoto ama garota, garota ama outro garoto que ama outra garota, por isso a garota está triste e se veste de preto.

John e Paul sentarem juntos para escrever canções era coisa do passado já em 64.

Por isso quando uma delas ficava inacabada o outro ia lá e a completava.

Baby’s In Black foi realmente um esforço conjunto, o primeiro desde “I Want To Hold Your Hand”, feita quase um ano antes.

De acordo com Paul, era mais uma tentativa de fazer algo um pouco mais soturno, blues e foi a primeira música a ser gravada para Beatles For Sale.

 

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*Rock And Roll Music  (Chuck Berry)- 18 de outubro de 1964 - O 1º cover do disco. Um rock de Chuck Berry lançado em 1957. John canta, sendo que George Martin, John e Paul tocam o mesmo piano.

 

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I'LL FOLLOW THE SUN - 18 de outubro de 1964 - Apesar de "ver a luz do sol" apenas em 1964, esta música é uma das primeiras compostas por Paul. A parte do meio foi alterada para a gravação, mas a base da canção é praticamente a mesma. Paul canta.

Foi escrita em 1959, pouco depois da morte de Buddy Holly e guardada na gaveta para ser usada quando surgisse pressão para ser usada quando surgisse pressão para que os Beatles criassem material novo.

A identificação de Buddy com os Beatles era que ao contrário de Elvis, ele escrevia todas as suas canções e tinha uma banda de apoio permanente e identificável.

John particularmente se sentia estimulado pelo fato de Buddy que também usava óculos poder se tornar um astro de rock (John era míope), e o nome dos Beatles foi inicialmente inspirado pelos Crickets de Buddy.

Enquanto em “If I Fell” John pedia uma promessa de que o amor duraria, em I’ll Follow The Sun, Paul sustenta que essa garantia não é possível e que nuvens negras podem aparecer em seu relacionamento, então decide seguir o sol.

 

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*Mister Moonlight (Roy Lee Johnson)- 18 de outubro de 1964 - O que todo fã dos Beatles se pergunta: "Por que diabos eles gravaram isso?". Este cover Dr. Feelgood & The Interns, foi lançado em janeiro de 62, mas não fez sucesso nenhum. Os Beatles costumavam tocá-lo no Cavern, talvez por ser uma música desconhecida (eles adoravam descobrir raridades), mas essa gravação é muito estranha, principalmente o órgão Hammond tocado por Paul. John canta e George Harrison toca um tambor africano

 

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*Kansas City / Hey Hey Hey (Jerry Leiber/Mike Stoller/Richard Penniman) - 18 de outubro de 1964 - Creditada apenas como Kansas City na contracapa do disco original, na verdade esta música é um Medley (junção de 2 músicas), as duas foram sucessos de Chuck Berry que costumava juntá-las nas apresentações ao vivo de 1959...ou seja, essa idéia do medley não veio de Paul que a canta.

 

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EIGHT DAYS A WEEK - 06 e 18 de outubro de 1964 - Provavelmente a música mais forte do disco (e a única incluída no álbum coletânea 1962/1966). Com uma introduçaõ bastante original para a época a música começa em fade-in, mas ironicamente, não termina em fade-out. Os Beatles estavam começando a se deliciar com as maravilhas que um estúdio de gravação podia fornecer, e este foi um dos experimentos. Há uma certa ligação com o título "Eight Days a Week com o que seria o título provisório de seu 2º filme "Eight Arms to Hold You". Segundo Dick Lester esse título assustou a todos e  mais tarde foi mudado para Help!. A música foi feita em parceria, sendo que John e Paul cantam juntos.

Paul ouviu a expressão "eigh days a week de um motorista que um dia o levou à casa de ohn. Quando Paul perguntou se ele andava ocupado naqueles dias, o motorista respondeu "Ocupado? Eu trabalho oito dias por semana. Paul ao encontrar-se com John disse que já tinha o título para a canção que iriam escrever naquele dia.

 

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*Words Of Love (Buddy Holly) - 18 de outubro de 1964 - Cover de Buddy Holly, ídolo dos rapazes. Lançada originalmente em 1957 pelo próprio Holly, John e Paul cantam esta versão. Mais tarde, nos anos 70, Paul iria adquirir os direitos de todas as canções de Buddy Holly.

 

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*Honey Don't (Carl Perkins) - 26 de outubro de 1964 - Um rockabily original de Carl Perkins, lançada em 1956 como lado B do single "Blue Suede Shoes". John costumava cantá-la em Hamburgo e no Cavern, mas como faltava uma música para Ringo cantar neste disco, esta foi passada para ele.

 

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EVERY LITTLE THING - 30 de setembro de 1964 - Ainda no estilo "A Hard Day's Night,   Ringo toca tímpanos. Em 1969 Yes (grupo progressivo) fez um cover dela em seu 1º disco.

Foi escrita por Paul para Jane Asher e tinha muito da mesma temática de “Things We Said Today”. Ela reflete os valores de uma era e conta a história de um rapaz de sorte cuja namorada o ama e faz tudo por ele.

 

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I DON'T WANT TO SPOIL THE PARTY - 29 de setembro de 1964 - Mais um Country com enfase em violão e harmônica percebe-se aqui que a harmonia vocal começa a se diferenciar dos arranjos anteriores. John canta enquanto Paul faz a 2ª voz.

Provavelmente John deve tê-la escrito durante a turnê pelos Estados Unidos em agosto de 1964.

Os Beatles teriam que fazer uma média por uma hora em uma festa de caridade para a Haemophilia Foundation. Adultos só podiam participar se levasse uma criança. Era exatamente o tipo de evento que John detestava, porquê tinha de fazer o papel de Beatle feliz.

Isso deve tê-lo deixado no humor certo para escrever uma música sobre a inabilidade de fingir que estava se divertindo.

Para John era uma música “profundamente pessoal”.

 

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WHAT YOU'RE DOING - 26 de outubro de 1964 - Levando-se em consideração que "I'll Follow The Sun" já havia sido escrita anos antes, "What You're Doing" torna-se a única contribuição de Paul para este disco. Realmente 1964 foi o ano de John Lennon e assim como em "A Hard Day's Night", Paul pouco produziu neste ano como compositor, porém fez coisas brilhantes como "An I Love Her" e  "Can't Buy Me Love. Paul canta e George usa mais uma vez sua Rickenbaker de 12 cordas.

Apesar de contar uma história bastante convencional de um garoto que é enrolado por sua garota, a letra contém algumas rimas criativas em “doing” e “blue an”, “running” e “fun in”.

A parte mais memorável do arranjo são os Beatles gritando a primeira palavra de cada verso e Paul completando as frases.

Possivelmente é uma música começada por Paul em 31 de agosto de 1964 no La Fayaette Motor Inn e o acréscimo do piano à guitarra solo e o fade out final segundo Tim Riley autor do livro sobre os Beatles “Tell Me Way” sugerem um amor pelos detalhes que eles desenvolveriam de maneira mais plena depois.

 

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*Everybody Trying To Be My Baby (Car Perkins) - 18 de outubro de 1964 - A única música cantada por George Harrison no disco, e mais um cover de Carl Perkins de 1958. Os mais entendidos na obra Perkins afirmam que George canta a letra errada, apenas reproduzindo-a foneticamente. Os discos daquela época não vinham acompanhadas de letras, e um Rockabilly de um cantor de sotaque americano caipira talvez tenha confundido demais os ouvidos desses garotos ingleses. Coisa que nós brasileiros não percebemos.

 

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HELP!
( Parlophone )

Produzido por George Martin
Data de lançamento UK - 06 Agosto 1965
Lançamento em CD  - 
30 Abril 1987
1 - HELP!
2 - THE NIGHT BEFORE
3 - YOU´VE GOT TO HIDE YOUR  LOVE AWAY
4 - I NEED YOU
5 - ANOTHER GIRL
6 - YOU´RE GOING TO LOSE THAT GIRL
7 - TICKET TO RIDE
8 - ACT NATURALLY
9 - IT´S ONLY LOVE
10 - YOU LIKE ME TOO MUCH
11 - TELL ME WHAT YOU SEE
12 - I´VE JUST SEEN A FACE 
13 - YESTERDAY
14 - DIZZY MISS LIZZY
Acompanhando o lançamento do filme 'Help!', uma superprodução à lá estilo 'James Bond', o disco com a trilha sonora tornou-se uma fábrica de Hits.Nâo há ninguém na terra que possa dizer que não conhece nenhuma música deste disco, especialmente o lado A, que tornou-se quase um 'the best of'...

Praticamente o preparo do disco 'Help!' obedeceu a fórmula de 'A Hard Day´s Night' ( seu filme do ano interior ). O álbum seria dividido em 2: O lado A conteria as canções do filme enquanto o lado B apresentaria canções compostas especialmente para o disco.E como sempre, os Beatles tiveram que correr contra a agenda apertada. Tiveram apenas  UMA SEMANA antes do início das filmagens, para gravar  11 músicas, a maioria pertencente ao filme.

Ironicamente, apesar da correria, tiveram o luxo de descartar duas músicas - 'If You Got Trouble' e "That Means a Lot'. Estas músicas só seriam lançadas oficialmente no álbum 'Antholoby 2', quase 30 anos depois. Apesar de não pertencer ao filme, faz parte também ao álbum a obra prima de Paul McCartney - 'Yesterday', a música mais gravada de todos os tempos. É também o último álbum dos Beatles a conter um cover, sinal de que os tempos estavam mudando. A partir daí todos os Discos da banda teriam composições próprias.

Originalmente intitulado como 'Eight Arms to Hold You', o filme 'Help' foi rodado entre Fevereiro e Março de 1965, e os Beatles tiveram apenas 6 semanas para finalizar os trabalhos de gravação, antes do lançamento do filme. 

O album permaneceu no 1º lugar das paradas inglesas por 11 semanas. alcançou tal posição em 11 de Agosto, na mesma semana de seu lançamento. Apesar de possuir o mesmo título - 'Help!', o lançamento similar americano não possui a mesma sequencia de músicas, e sim o lado A do disco inglês, mais algumas orquestrações. O CD, é o primeiro da discografia dos Beatles a ser lançado em estéreo, ao contrário dos 4 primeiros do grupo.
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HELP! - 13 de abril de 1965 - Lennon costumava dizer que era uma das poucos canções verdadeiras escritas por ele, apesar de achar que a tenham gravado rápido demais por motivos comerciais. Um dos maiores sucessos de John nos Beatles, que a canta com Paul e George fazendo os vocais. A música perfeita para um single e para o título de um filme.

Foi escrita com Paul na casa de John em abril de 65. A letra era uma reflexão franca sobre a insegurança de John. Ele estava comendo e bebendo muito, tinha engordado e se sentia encurralado pela fama. A canção, ele admitiu depois, realmente era um pedido de ajuda, apesar de ter sido escrita de encomenda para o filme “Eu precisava de ajuda, a música era sobre mim”.

Maurren Cleave, a jornalista de Londres que ajudou na letra de “A Hard Days’s Night”, achava que John deveria começar a usar palavras com mais de uma sílaba “Help!” foi a primeira tentativa séria de fazer isso e ele conseguiu fazer “self assured” , “apreciate” , “independence” e “insecure” (seguro de si , agradecer ou apreciar, independência e inseguro), caberem na música.

 

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THE NIGHT BEFORE - 17 de fevereiro de 1965 - Música de Paul que a canta, com George e John no vocal. John pela primeira vez toca piano elétrico num disco dos Beatles.

Assim como A Hard Day’s Night, as canções usadas em Help! Nada tinham a ver com o roteiro.

Composta como uma música de arrependimento por um amor perdido, Paul foi filmado cantando The Night Before cercado por tropas e tanques no Salisbury Plain. A faixa foi gravada em fevereiro de 65 e filmada três meses depois.

 

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YOU'VE GOT TO HIDE YOUR LOVE WAY - 18 de fevereiro - Seguindo a linha auto biográfica de I'm a Loser, John compôs esta música inspirado em Bob Dylan e o fez diretamente do seu coração. Um número basicamente acústico, com John e George nos violões. Ringo na percussão e Paul no baixo. Pela primeira vez, músicos de estúdio tocam em uma música dos Beatles, neste caso 2 flautistas. Apesar de não estar creditado na contracapa, John Scott fez o arranjo das flautas e não George Martin.

A canção é sobre um relacionamento que deu errado e os sentimentos ocultos de John pela garota perdida.

O amigo de infância de John, Pete Shotton, estava com ele em Kenwood e lembra que na versão original ele cantava que se sentia “Two Foot Tall”, só que quando John mostrou a música a Paul cantou por engano “Two Foot Small”, que Paul preferiu, então a frase foi mantida.

Shotton foi à gravação em 18 de fevereiro de 65 e acrescentou alguns “hays” aos refrões.

Two Foot Tall significa: com 60 cm de altura e Two Foot Small, 60 cm de pequenês.

 

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I NEED YOU - 18 de fevereiro de 1965 - A 2ª contribuição de George para um disco dos Beatles. Ele canta, e o recem adquirido pedal de volume para a guitarra torna-se a característica. não só dessa música, mas de várias deste mesmo período. A partir desta, George só cntaria músicas suas.

Escrita de acordo com o receituário de como escrever canções de amor, esta é uma homenagem de George para sua namorada Pattie Boyd. A música é uma de suas composições para os Beatles não mencionada em seu livro de 1980 I Me Mine, (a outra é You Like Me Tôo Much), e também a única a aparecer no filme na seqüência no Salisbury Plain e a primeira a usar um pedal Wah Wah para distorcer o som da guitarra. Alguns livros sobre os Beatles afirmam que George a escreveu nas Bahamas enquanto estava separado de Pattie, mas isso não pode ser verdade, uma vez que as gravações começaram em 15 de fevereiro de 1965 e essas cenas na Bahamas só foram feitas na semana seguinte.

 

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ANOTHER GIRL - 15 e 16 de fevereiro de 1965 - Música de Paul que faz o solo de guitarra, ao contrário de George.

Escrita por Paul durante seus dez dias de férias na Tunísia, ela fala sobre Paul estar sendo pressionado a se comprometer com sua namorada mas ele não vai faze-lo porque está com outra garota. Isso mostra que mesmo estando com Jane Asher, Paul saia com outras mulheres.

 

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YOU'RE GOING TO LOSE THAT GIRL - 19 de fevereiro de 1965 - Música de John que canta enquanto Paul e George fazem o contracanto. Paul toca piano, além do baixo.

Os Beatles cantam essa música numa cena de Help!.

A canção é interrompida quando a gangue que está perseguindo Ringo faz um buraco em volta da bateria a partir do teto da sala abaixo.

Escrita por John e concluída por Paul, é um alerta para um homem não identificado de que se não começar a tratar a namorada direito, John o fará.

Ele desenvolve assim o tema esboçado pela primeira vez em “She Loves You”.

 

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TICKET TO RIDE - 15 de fevereiro 1965 - Uma música pesada para a época. Era assim que John definia esta música sua. Ticket To Ride já havia sido lançada como single 4 meses antes do lançamento do LP, ficando no 1º lugar por 5 semanas. A característica batida da bateria daria reconhecimento a Ringo, passando a ser respeitado como um músico criativo. Para desgosto de George, Paul mais uma vez faz o solo de guitarra.

Foi escrita por John e Paul e descrita por John como “uma das primeiras gravações de heavy metal já feitas”.

Embora suas asas tenham sido cortadas por “You Really Got Me” do Kinks, na disputa, foi a primeira faixa dos Beatles a ter um riff insistente e alongado, sustentado por uma forte bateria e a trazer um fad out com uma melodia alterada.

Lançada em abril de 1965 chegou ao topo das paradas da Inglaterra e Estados Unidos quando o filme saiu.

Don Short, jornalista que tinha viajado extensivamente com os Beatles nos anos 60, ouviu de John que a expressão era sobre “as garotas que trabalhavam nas ruas de Hamburgo e precisavam de uma ficha médica limpa para que as autoridades de saúde dessem a elas um cartão declarando que não tinham nenhuma doença venérea”.

John cunhado a expressão Ticket To Ride para falar desses cartões.

 

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*Act Naturally - Johnny Russel/Vonie Morrison - 17 de junho de 1965 - Para este disco, havia uma composição de Lennon/McCartney para Ringo "If You Got Trouble", mas devido a sua qualidade duvidosa, foi deixada de lado, apesar de ter sido gravada. Rapidamente foi substituída por Act Naturally, um cover de Buck Owens, cantor Country americando que a gravou em 1963. Pela primeira vez ouviu-se o artifício de dublagem em um show dos Beatles. A gritaria da platéia era tanta que Ringo em vez de cantar seu número de praxe contentava-se em dublar nos shows.

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IT'S ONLY LOVE - 15 de junho de 1965 - Junto com "Run For Your Life", esta é uma de suas piores músicas, (segundo John). Mesmo assim fez sucesso com algumas regravações, como as de Bryan Ferry e Gary "US" Bonds. George mais uma vez estréia um pedal  de guitarra, desta vez um tipo de Vibrato, John canta.

A música escrita por John, animada, cheia de rimas e imagens clichê não condiz em nada com sua personalidade.

A letra descreve como sua garota “ilumina sua noite”, e ainda assim o deixa nervoso.

John a detestava “Sempre tive vergonha por causa da letra abominável”, admitiu ele, em 1969.

A deficiência da canção se deve ao fato da pressão de se criar as músicas necessárias para o lado B do disco.

 

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YOU LIKE ME TOO MUCH - 17 de fevereiro de 1965 - A 2ª música de George no disco, que canta acompanhado de Paul, John toca piano elétrico mais uma vez e Paul e George Martin dividem um piano acústico.

Foi escrita por George para a trilha sonora antes das filmagens começarem.

Acabou sendo relegada ao lado B do álbum.

Uma história de amor padrão, a canção descreve como depois de levar um fora o amante acredita que tudo vai ficar bem no final, uma vez que a garota só fugiu porque o ama demais.

 

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TELL ME WHAT YOU SEE - 18 de fevereiro de 1965 - Música de Paul que canta junto com John, que além do baixo, toca o piano elétrico.

Era outro exercício de Paul.Ele pede que a garota se entregue a ele porque é extremamente confiável e vai trazer luz à vida dela. Caso ela não acredite, ele sugere que ela olhe em seus olhos e diga o que vê.

Foi gravada antes das filmagens de Help! E oferecida a Dick Lester como trilha sonora, mas ele a rejeitou.

Tim Riley diz em seu livro que se trata de uma canção muito fraca e que é um esboço de “I’m Looking Through You” , uma faixa muito melhor.

 

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I'VE JUST SEEN A FACE - 14 de junho de 1965 - Outro número inteiramente acústico dos Beatles. Uma música de Paul com arranjo e inspiração Country. Paul canta. Mais tarde em 1976 ele voltaria a cantá-la com seu grupo Wings em excursão pelo mundo.

Era uma música que Paul tocava ao piano havia algum tempo. Ele a tocava nas reuniões familiares em Liaverpool e sua tia Gin gostava tando dela que a canção foi apelidada de “Auntie Gin’s Theme”.

Tia Gin era a irmã mais nova do pai de Paul e foi mencionada com mais destaque em “Let ‘Em In”, gravada por Wings, a banda pós-Beatles de Paul.

 

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YESTERDAY - 14 DE JUNHO DE 1965 - Paul acordou pela manhã com essa música na cabeça.

Havia um piano perto da cama e ele correu para lá e começou a tocar.

Sem a letra, Paul se preocupou que talvez a música em si fosse um plágio inconsciente , apenas memória de uma melodia.

“Por cerca de um mês fui atrás das pessoas no mercado musical e perguntei se já tinham ouvido aquela música antes”. “Acabou sendo como entregar algo à polícia. Achei que se ninguém desse falta eu poderia ficar com ela”.

Paul criou um título provisório “Scrambled Eggs”, e começou a cantar “Scambled eggs, oh you’ve got such lovely legs” (ovos mexidos, você tem pernas tão bonitas), só para sentir o vocal.

Era uma prática comum e ás vezes fazia surgir versos interessantes que eram mantidos na versão final.

Dick Lester lembra que estavam filmando Help! nos estúdios há quatro semanas e havia um piano no palco onde Paul ficava tocando Scambled eggs o tempo todo.

“Chegou ao ponto em que eu falei Se você tocar essa maldita música mais uma vez vou mandar tirar o piano. Ou você termina ou desiste”.

Paul deve ter concebido a música no começo de 1965, mas foi só em junho que completou a letra, tendo a idéia de usar um título de uma palavra só. “Yesterday”.

Uma curiosidade sobre a música é que em julho de 2003, o escritor de Liverpool Spencer Leigh fez a descoberta de que havia semelhanças entre “Yesterday” e “Answer Me” de Nat King Cole (1953) tanto na melodia quanto na letra. A música de Cole contém até mesmo os versos “Yesterday I believed that love was here to stay/won’t you tell me that i’ve gone astray?” (ontem eu acreditava que o amor tinha vindo para ficar/ você não vai me dizer que estou errado?).

Quando a notícia chegou ao escritório de Paul, a resposta foi que as músicas eram tão parecidas quanto “Get Back” e “God Save the Quen”.

 

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*Dizzy Miss Lizzy - (Larry Willians) - 10 de maiode 1965 - Última música do disco não original da banda a ser gravada. Este cover de Larry Willians foi lançado em 1958. Foi a última ligação dos Beatles aos seus tempos do Cavern e Hamburgo. A partir dai eles dariam adeus ao seu período de bons garotos e dariam início a grande revolução. E que revolução.

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RUBBER SOUL
( Parlophone / Capitol )

Produzido por George Martin
Data de lançamento UK - 03 Dezembro 1965
Data de lançamento USA - 06 Dezembro 1965

Lançamento em CD  - 
30 Abril 1987
1 - DRIVE MY CAR
2 - NORWEGIAN WOOD 
3 - YOU WON´T SEE ME
4 - NOWHERE MAN
5 - THINK FOR YOURSELF
6 - THE WORD
7 - MICHELLE
8 - WHAT GOES ON
9 - GIRL
10 - I´M LOOKING THROUGH YOU
11 - IN MY LIFE
12 - WAIT
13 - IF I NEEDED SOMEONE
14 - RUN FOR YOUR LIFE

O álbum que daria abertura a 'nova fase' dos Beatles, com um título no minimo esquisito - 'Rubber Soul' = 'Alma de Borracha' ( um trocadilho como o nome 'Beatles' ( Beat + Beatles ), Rubber Soul seria uma referência tanto à soul music como 'rubber sole' - sola de borracha ).

Os Beatles no ano de 1965 já estavam consolidados como Pop-Stars. Agora eles mandavam no estúdio. Os melhores horários de gravação eram reservados à eles, opinavam e aprovavam as capas e se davam o direito de escolher o nome dos discos. A própria capa é um caso a parte. Mostra os Beatles numa foto levemente deformada, com caras nada felizes, prova de que naquela época eles começavam pouco a se importar com a imagem bem comportada feita por encomenda por Brian Epstein.

O álbum começou a ser gravado em Outubro, para estar nas lojas em Dezembro, e mais uma vez os Beatles lutavam contra o tempo, mesmo no meio de turnês e tudo mais, mesmo assim, ´Rubber Soul  é brilhante do início ao fim, como uma coletânea de singles. Além das 14 músicas gravadas para o disco, eles ainda se deram tempo de de escolher 2 para o próximo single.'Day Tripper / We Can Work it Out', um duplo 'lado A' não incluído no LP.

Alguma reminiscência dos álbuns anteriores ainda pode ser ouvido neste disco, mas percebe-se que as experimentações de estúdio começavam a aparecer, intrumentos exóticos foram usados, e as letras tornaram-se mais coesas e abrangentes. John Lennon, por si só, deu um pulo como letrista. Diz a lenda que este deveria ser um álbum duplo, mas a insuficiência de músicas o tornou um só. Mesmo assim, o que seria o primeiro instrumental dos Beatles - a música '12-Bar Original´ foi excluída.

Menos de uma semana depois de lançado, o LP já alcançava o 1º lugar nas paradas, permanecendo aí por 12 semanas. Apesar do nos Estados Unidos o disco possuir o mesmo nome, o 'Rubber Soul ´americano possui uma sequencia de músicas diferente. 
Como o disco foi gravado em 4 canais e mixado para ser ouvido em mono ( poucas cópias eram lançadas em estéreo ), as músicas foram remixadas  12 anos depois para o lançamento em CD. Junto com 'Help!', foi o único LP original a sofrer tal tratamento. 

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DRIVE MY CAR - 13 de outubro de 1965 - Apesar de John e Paul cantarem praticamente juntos, esta é de Paul McCartney que também toca piano. Em sua excursão mundial de 1993, Paul usaria esta música como abertura dos shows.

Uma primeira audição dessa canção pode sugerir que os Beatles estão dizendo a alguma garota que dirija o carro deles, mas um olhar mais atento na letra revela que estão pedindo ao narrador masculino que dirija. Ele está tentando assediar alguém, usando a velha frase: “Well, what do you want to be?” (bem, o que você quer ser?), sugerindo favores sexuais em troca de promessas de um avanço profissional.

A mulher diz  a ele que quer ser uma estrela de cinema mas inverte os papéis afirmando que pode dar a ele um pouco de amor caso concorde em ser seu motorista.

Por volta da segunda estrofe é o homem que está advogando em causa própria, argumentando que “prospects are good” (as chances são boas). Quando Paul entrou no estúdio de Abbey Road em 20 de outubro de 1965, o refrão era “I can give you golden rings, I can give you anything, baby I Love you” (posso dar anéis de ouro a você, posso dar qualquer coisa, baby eu amo você).

John achou uma porcaria e então os dois se juntaram para criar uma alternativa e inventaram “Baby you can drive my car” (baby, você pode dirigir o meu carro), uma imagem mais dura e sexualizada que fez surgir o vocal ao fundo (beep, beep,beep yeah), que tinha se tornado sua marca registrada.

 

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NORWEGIAN WOOD - (THIS BIRD HAS FLOWN) - 21 de outubro de 1965 - Uma maneira discreta de John falar sobre um "affair". Foi composta na antiga mansão de John (Kenwood Home), com Paul ajudando-o em poucas palavras. George pela primeira vez usa uma cítara, instrumento indiano que conheceu durante as gravaçoes de Help!. A cítara o aproximaria da religião oriental, que se tornaria presente na sua filosofia e música. John canta a música, com Paul fazendo o backing na parte do meio.

Fala da infidelidade de John com Cyntia, confessando a ela que tinha casos extra conjugais.

A canção fala desses envolvimentos e descreve em detalhes uma cena de sedução em que a mulher mais uma vez parece estar no controle e foi iniciada em fevereiro de 1965 em St. Moritz na Suiça.

 

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YOU WON'T SEE ME - 11 de novembro de 1965 - Uma música de Paul ainda no estilo do álbum Help!. Paul canta e toca piano, além do baixo. Mal Evans toca órgão Hammond.

É outra canção escrita por Paul durante a crise em seu relacionamento com Jane Asher. A essa altura ele estava sofrendo uma série de rejeições por parte dela, levando a mudar sua forma de compor. Ele que sempre havia composto musicas de amor agora sentia seu lado vulnerável.

Ela foi escrita com uma progressão de duas  notas e Paul tinha a Motown em mente, especialmente o baixo melódico.

Foi gravada durante a última sessão de Rubber Soul e Jane estava atuando na peça Great Expectations no teatro Royal em Bristol.

 

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NOWHERE MAN - 21/22 de outubro de 1965 - Precisando com urgência de uma música e sofrendo de bloqueio de inspiração John apenas se imaginou como um "Homem de lugar nenhum", e a música veio por si. Outro exemplo do trabalho de 3 vozes de John, Paul e George.

Pode ser considerada a primeira canção dos Beatles que não fala de amor, marcando o começo das reflexões mais abertamente filosóficas de John. Sempre se acreditou que a música fosse sobre uma pessoa especifica, mas John disse ser ele mesmo “homem de lugar nenhum”, em questão.

John diz que não conseguia mais uma música para o disco. “Nada vinha e eu estava irritado. Fui tirar um cochilo e então pensei em mim mesmo como o homem de lugar nenhum sentada na terra de ninguém”.

Assim como Help! a música  trabalhava a falta de auto-estima de John e o fato dele se sentir preso em seu casamento.

 

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THINK FOR YOURSELF - 08 de novembro de 1965 - George dando seu ar de espirituosidade e filosofia. George toca guitarra distorcida com o baixo. Uma revolução nos instrumentos musicais estava também acontecendo naquela época, e George de vez em quando aparecia com um pedal novo, desta vez um de distorção, que se tornaria bastante usado daí por diante. George canta, já que a música é sua.

Escrita por George Harrison é uma canção sobre as mentiras. Gravada apenas alguns meses antes do seu noivado com Pattie Boyd, ela presumivelmente não era sobre sua futura esposa. “Pelo jeito devia ser sobre alguém”  ele escreveu em seu livro I Me Mine. “mas tanto tempo depois eu já não lembro quem inspirou essa música”.

 

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THE WORD - 10 de novembro de 1965 - Uma das primeiras músicas que trata da palavra "Amor" num conceito universal. Abordada mais tarde em "All You Need Is Love", seria o jargão da tribo Hippie que estava surgindo naquela época. Composta por John com ajuda de Paul. John canta, Paul toca piano e George Martin harmonium.

 marca a transição do amor garoto encontra garota da beatlemania para o amor paz e harmonia da era hippie que oferecia liberdade, luz, caminho. Um termo evangélico de “pregar a palavra”. John disse à Play Boy que se tratava de uma canção sobre “ficar esperto” na acepção dos usuários de maconha e LSD.

 

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MICHELLE - 03 de novembro de 1965 - Yesterday, Michelle, Eleanor Rigby...Agora em cada disco Paul nos presentearia com uma bela balada. Assim como sua antecessora, Michelle teve um número considerável de regravações - apenas um mês depois do lançamento, já eram 20, isso a tornou a 2ª música com mais versões de todos os tempos (a 1ª é Yesterday). Paul canta, sendo que teve a ajuda de uma amiga para a frase em francês. Um dos solos mais memoráveis de George pode ser ouvido nesta música.

Essa vem dos tempos de Liverpool quando Paul freqüentava as festas de um dos professores de John, Austin Mitchell, e numa época em que a vida intelectual da Rive Gauche parisiense estava na moda entre os estudantes de arte e a boemia era sinalizada por boinas, barbas e cigarros Gitanes.

Numa dessas festas, um estudante de cavanhaque e camiseta listrada estava debruçado sobre seu violão cantando o que parecia ser uma música francesa. Pouco depois, Paul começou a fazer uma imitação cômica para divertir  os amigos.

John então sugeriu que Paul escrevesse uma canção de verdade e a incluísse no álbum, e Paul assim o fez.

No início não era “Michelle, ma belle”. Paul cantava “Goodnight sweet heart” e depois “Hello my dear”, procurando algo que encaixasse no ritmo.

Paul acabou optando pelo clima francês que incorporou um nome francês e algumas palavras francesas.

Em termos instrumentais, Paul foi inspirado pelo dedilhado da guitarra de Chet Atkins, com a introdução de um novo acorde de fá com a sétima e a nona aumentada que tinha aprendido com Jim Gretty, funcionário da Frank Hessy’s Musical Store em Liverpool.

“Gretty tocou esse acorde e eu e George dissemos: “Uau, o que foi isso cara?” e ele respondeu “É basicamente um fá, mas você coloca o dedo mínimo nas duas cordas de cima do quarto traste”.

Nós aprendemos imediatamente e por um tempo foi o único acorde de jazz que soubemos, conta Paul.

 

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WHAT GOES ON - 04 de novembro de 1965 - Ringo não estava numa fase boa para sua faixa nos discos. Suas últimas participações foram fracas, rejeitadas ou simplesmente não ocorreram. Para este disco, Paul pegou uma antiga canção de John e a ajeitou junto com Ringo, o que a fez a única parceria de Lennon-McCartney-Starkey é o primeiro crédito a Ringo como compositor. Mesmo assim, é um country que passa despercebido e só abriria o apetite para o que viria de Ringo nos próximos discos.

Na verdade era uma das quatro canções que os Beatles tocaram para George Martin em 5 de março de 1963, como sequência possível para Please Please Me (as outras foram: From Me To You, Thank You Girl e The One After 909).

Composta por John foi a única música que Martin decidiu não gravar naquele dia e ela ficou esquecida até 4 de novembro de 1965, quando foi recuperada e espanada para que Ringo a cantasse.

Um novo bridge foi acrescentando por Paul e Ringo, dando ao baterista seu primeiríssimo crédito como compositor.

Quando perguntaram em 1966 exatamente qual tinha sido sua contribuição para a canção, Ringo respondeu: “Umas quatro palavras”.

 

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GIRL - 11 de novembro de 1965 - Última música a ser gravada para o disco, escrita por John para uma garota irreal. Mas não só um caso de amor. Aqui ele divaga sobre catolicismo e cristianismo. Sinal dos tempos. John canta, Paul e George fazem certa brincadeira no meio com a palavra "tit".

Para John, a garota da canção era figura de sonho, a mulher ideal que ainda não tinha aparecido em sua vida, que não seria alguém que compra discos dos Beatles "Queria alguém com quem pudesse ser eu mesmo".

Porém a garota da canção parece longe do seu ideal, não tem coração, é convencida e o humilha.

No entanto segundo John a música nada tem a ver com a imagem feminina e sim com sua imagem da igreja cristã.

No verso em que perguna se ela aprendeu que a dor leva ao prazer e que um homem deve se esforçar para ganhar seu lazer era uma referência ao "conceito cristão/católico.

"Eu estava tentando dizer alguma coisa sobre o cristianismo, ao qual eu me opunha na época".

Os vocais do fundo imitavam o refrão "la la la la" dos Beach Boys em "You're So Good To Me", mas de brincadeira eles cantaram "tit tit tit tit" ao invés de "dit dit dit dit".

 

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 I'M LOOKING THROUUGH YOU - 10 e 11 de novembro de 1965 - Escrita por Paul quando Jane Asher (sua namorada) o abandonou temporariamente. Meio desculpa, meio acusação, esta foi uma maneira de Paul mandar suas mensagens pessoais. Os Beatles chegaram a gravar duas versões bem distintas dessa música. A primeira, rejeitada, encontra-se no álbum "Anthology 2". Paul canta e Ringo, além da bateria toca um órgão Hammond.

A mudança de Jane Asher para Bristol continuou a preocupar Paul. Significava que ela não estava mais à disposição, mesmo que ele ainda estivesse morando na casa da família Asher.

Sendo um jovem de origem operária de Liverpool, era difícil para ele entender uma garota que colocava sua carreira antes do amor.

Foi devastador ficar sem ela "foi quando eu escrevi essa canção", Paul contou. Era a canção mais amarga de Paul até então. Em vez de questionar as próprias atitudes, ele preferia acusar a mulher de ter ido embora e faz ameaças de deixar de gostar dela.

"O amor tem o hábito de desaparecer da noite para o dia", ele diz.

 

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IN MY LIFE - 18 e 22 de outubro de 1965 - Uma das mais bonitas letras de John. Apesar de afirmar que fez a melodia sozinho, Paul em seu livro "Many Years From Now", diz que ajudou.

 George Martin toca piano "Elizabetano" da parte do meio. Em 1998, George Martin daria o nome "In My Life" ao seu CD, e nesta música, Sean Connery emprestaria sua voz numa inesquecível interpretação.

John começou a compor a canção mais declaradamente auto biográfica, mais de um ano antes, mas, foi com "In My Life" que sentiu ter alcançado a ruptura que Kenneth Allsop o encorajou a fazer em 1965, quando sugeriu que ele se concentrasse em sua vida interior.

Ela reflete sobre seus lugares de infância em Liverpoll.

Mais tarde John disse que quando escreveu o verso de In My Life sobre os amigos mortos e vivos, estava pensando especificamente em Sutcliffe ex-Beatle que morreu em decorrência de um tumor no cérebro em 1962 e a letra tem uma semelhança com o poema de Charles Lamb do século XVIII "The Familiar Faces".

O poema começa assim:

"I have had playmates, I have had companions" (Tive parceiros de brincadeiras, tive companhias).

"In my days of childhood, in my joyful scholldays:" (Nos meus dias de infância, nos meus tempos de escola).

"All, all are gone, the old familiar faces". (Todos, todos se foram, os antigos rostos familiares).

Seis versos depois, é concluído com:

"How some they have died, and some they have left me" (Como alguns morreram, e alguns me deixaram,

"And some are taken from me, all departed" (E alguns foram tirados de mim; todos partiram).

All, all are gone, the old familiar faces" (Todos, todos se foram, os antigos rostos familiares".

 

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WAIT - 17 de junho, 11 de novembro de 1965 - Gravada durante as sessões de Help! esta música foi abandonada e depois finalizada. John e Paul cantam e pelo que parece, cada fez uma parte diferente. George ainda usa seu pedal de volume na guitarra.

Eles não parecem ter uma grande afeição por essa música e só entrou em Rubber Soul porque faltava uma gravação no álbum.

Fala de um casal que estava separado mas se reconciliou. A lembrança de Paul é que ela foi composta nas Bahamas durante as filmagens de Help! e que o finado Brendan de Wilde a criança estrela de Os Brutos Também Amam, o observou enquanto ele a escrevia.

 

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IF I NEEDED SOMEONE - 16,18 de outubro de 1965 - A 2ª música de George no disco. Precursora de "Here Comes The Sun", já que o vocal foi feito por base no riff de guitarra, teve uma versão pelos Hollies, lançada no ano seguinte. George canta sustentado por John e Paul.

Foi escrita por George para a namorada Patty.

"Aquela linha de guitarra ou as variações dela, é encontrada em muitas músicas e me surpreende que as pessoas ainda encontrem novas combinações para as mesmas notas" disse George que pediu a Derek Taylor, assessor de imprensa dos Beatles para que desse um recado ao guitarrista da banda The Birds, Roger McGuinn, dizendo que a melodia de "If I Needed Someone" tinha sido inspirada em duas faixas do Byrds: "The Bells Of Rhymney" e "She Don't Care About Time", lançados  em outubro de 1965, o mesmo mês em que ela foi gravada.

 

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RUN FOR YOUR LIFE - 12 de outubro de 1965 - A primeira música gravada pra o disco é a última faixa do mesmo. Ainda com uma certa reminescência de Help! foi odiada por John (como diria anos depois). O próprio John a compôs, sendo que a primeira linha foi tirada de uma música de Elvis Presley.

John desenvolveu essa música a partir da frase "I'd rather see you dead little girl than see you with another man" (Eu prefiro vê-la morta garota, do que vê-la com outro homem" que aparece quase no fim do single de Elvis de 1955 "Baby, Let's Play House".

De fato, John se referia à música como um "blues antigo que Presley fez", mas, na verdade, ela data de 1954 e foi escrita por um filho de pastor de 28 anos de Nashville chamado Arthur Gunter que por sua vez tinha se baseado em um sucesso de 1951 de Eddy Arnold "I Want To Play House With You"

A canção de Gunter fala sobre devoção. Ele queria que a garota fosse morar com ele, e a frase que chamou a atenção de John era o indício da profundidade dos sentimentos dele por ela, não uma ameaça.

Mas, na boca de John, as frases se tornaram ameaçadoras. Se ele visse a garota com outra pessoa, era melhor ela correr, porque ele iria matá-la.

Era outra fantasia de vingança como em "I'll Cry Instead" e as posteriores "Jealous Guy" e "Crippled Inside".

 

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REVOLVER
( Parlophone / Capitol )

Produzido por George Martin
Data de lançamento UK -05 Agosto 1966
Data de lançamento USA - 08 Agosto 1966

Lançamento em CD  -
30 Abril 1987
1 - TAXMAN
2 - ELEANOR RIGBY
3 - I´M ONLY SLEEPING
4 - LOVE YOU TO
5 - HERE THERE AND EVERYWHERE
6 - YELLOW SUBMARINE
7 - SHE SAID SHE SAID
8 - GOOD DAY SUNSHINE
9 - AND YOUR BIRD CAN SING
10 - FOR NO ONE
11 - DR ROBERT
12 - I WANT TO TELL YOU
13 - GOT TO GET YOU INTO MY LIFE
14 - TOMORROW NEVER KNOWS

1966 é um ano decisivo aos Beatles em vários aspectos. É nesse ano que a banda decide parar de excursionar, também não fazem nenhum filme e dão-se tempo de fazer trabalhos paralelos. Nesse mesmo ano John Lennon tem seu primeiro encontro com Yoko Ono. Em 1966 também foi lançado apenas um disco original dos Beatles - 'Revolver', este, que se não for chamado de divisor de águas, recebe o título de precursor de tudo que viria pela frente. Mas independentemente disso Revolver fala por si mesmo. É um disco brilhante. Pela primeira vez os Beatles conseguiram fazer um trabalho com mais folga ( mas não muita ).Revolver não só é um disco com ótimas canções, como também é o marco da reviravolta de Paul McCartney como compositor.

Com a falta de um script bom, os Beatles decidiram não rodar nenhum filme no início de 66. Com isso, desviaram o horário para as supostas filmagens para o estúdio de gravação. Tiveram mais tempo para experimentar, gravar... e ousar. As gravações ocorreram entre Abril e Junho deste ano. Os Beatles ainda se encontravam no meio de uma excursão, mas era clara a insatisfação da banda tocar ao vivo. Eles estavam piorando como músicos de palco, pois mal se ouviam. Eles... e quem ia assistir aos shows ( naquele tempo o som que se ouvia nos shows eram das próprias caixas do estádio, ou seja.. nem a bateria era amplificada, agora junte isso com milhares de adolescentes gritando..)

Apesar de todo vanguardismo de Revolver e devido ao trabalho e trucagens de estúdio, Os Beatles se tornaram  incapazes de tocar alguma música desse novo disco ao vivo.O grupo só tocava músicas dos discos anteriores.Essa diferença fez a banda optar por não excursionar mais, e 2 semanas depois do lançamento de Revolver, os Beatles realizaram seu último show, em 29 de Agosto no Candelstick Park, San Francisco. Depois disso tirariam as tão desejadas férias ( as primeiras desde 1962 ). John iria para a Espanha para filmar ' How I Won The War', Paul trabalharia na trilha sonora de 'The Family Way', George iria para a India aprender cítara, e Ringo... bom, Ringo iria acompanhar John.

Ao contrário de que se pensa, o título Revolver não tem nada a ver com arma ( apesar de besteiras ditas de que o disco 'Gun' foi chamado de 'Revolver' no Brasil ). 'Revolver' vem de revolver, como um disco.O título original deveria se chamar 'Abracadabra', mas foi descartado. A capa do disco  assinada por Klaus Voorman, uma amigo antigo dos tempos de Hamburgo ( que mais tarde tocaria baixo em vários discos de John, George e Ringo ) e entrou no 1º lugar das paradas em 10 de Agosto, onde ficou por 7 semanas. Na falta de um 2º disco para ser lançado no natal, a EMI optou por uma coletânea, ' A Collection of Beatles Oldies... But Goldies', sendo esta, a primeria coletânea oficial.

Numa votação realizada em 1998 pela empresa Virgin, 'Revolver' foi eleito como melhor disco já lançados, e em 2001, o álbum repetiu esta façanha numa pesquisa do canal VH-1.

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TAXMAN - 21 e 22 de abril e 16 de maio de 1966 - Pela primeira vez uma música de George abre um disco dos Beatles. Apesar de estar entrando numa fase transcedental, a letra fala exclusivamente sobre impostos e taxas (que na época levavam um bom pedaço do que os Beatles ganhavam). George canta, e, ironicamente, apesar da música ser dele, é o baixo de Paul sua principal característica. Mais irônico também é o fato de Paul tocar a guitarra solo e não George.

A versão gravada certamente é melhor em relação ao esboço dele em que "get some bread" rimava com "before you're dead" (ganha o pão), (antes de morrer).

Nos primeiros takes, os backings do refrão eram "Anybody gotta lotta money/Anybody gotta lotta money/Anybody gotta lotta money" (Alguém tem muito dinheiro), cantado em uma velocidade muito alta, mas, foi modificado para fazer menção ao primeiro ministro Wilson e ao líder de oposição Edward Heath.

Quando o  monge trapista, poeta e líder espiritual Thomas Morton ouviu "Taxman" e escreveu em seu diário (10 de junho de 1967):

"Taxman dos Beatles, está passando pela minha cabeça. Eles são bons, boa batida, independência, sagacidade, insight, voz, originalidade. Eles tem o prazer em ser os Beatles e eu não me ressinto do fato de que sejam multimilionários, por que isso faz parte. Eles tem de brigar com esse sorrateiro homem dos impostos".

Isso se deu, porque George estava se rebelando contra as taxas impostas imposta a eles.

"Quando começamos a tomar ciência de nossas contas, descobrimos que estávamos perdendo boa parte de nosso dinheiro para os impostos", conta George.

Taxman (o homem do imposto) tem em seu refrão uma semelhança com "Batman", a música tema do seriado.

 

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ELEANOR RIGBY - 28, 29 de abril de 1966 e 06 de junho de 1966 - Escrito quase na sua totalidade por Paul, é a 2ª música dos Beatles a contar apenas com um componente da banda (Paul), que realizou a mesma proeza em Yesterday. A idéia veio de uma vitrine de loja, onde o nome "Daisy Hawkins" veio á cabeça de Paul, e mais tarde se transformou em "Eleanor Rigby". Anos depois foi descoberto um verdadeiro túmulo com este nome na lápide. Coincidência ou não, é outro grande sucesso na voz de Paul, lançadp no mesmo ano também em single. Paul canta e 8 músicos de estúdio tocam as cordas num dos melhores arranjos de George Martin.

Como aconteceu com muitas canções de Paul, a melodia e as primeira palavras de Eleanor Rigby, surtiram enquanto ele tocava piano.

O nome Daisy Hawkin's foi o primeiro nome porque se encaixava no ritmo da música e Paul começou imaginando Daisy como uma jovem que limpava as igrejas depois dos casamentos.

Mas se limpava as igreja não podia ser tão jovem, e se era mais velha talvez fosse uma solteirona, tornando-se para ela uma metáfora para suas oportunidades de casamento perdidas.

Paul continuava a pensar sobre a música, mas, não se sentia confortável com Miss Daisy Hawkin's. Não parecia suficientemente real.

Ele optou por Eleanor por causa de Eleanor Bron, atriz principal de Help! e o sobrenome Rigby veio quando ele deparou com o nome Rigby em Bristol em 1966.

 

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I'M ONLY SLEEPING - 27,29 abril, 05, 06 de maio de 1966 - Uma das primeiras letras "viajantes" de John que canta. A voz foi acelerada na gravação para ficar com um certo ar transcedental. Outro truque de gravação foi utilizado para o solo de guitarra. O instrumento foi gravado em cima da fita ao contrário, e quando esta foi colocada no sentido normal, foi a guitarra que ficou de trás para frente. Uma grande sacada numa época em que os estúdios tinham pouco a oferecer. O solo da versão dos discos americanos difere em alguns trechos.

O primeiro esboço da letra "I'm Only Sleeping" que na época chamava-se "I'm Sleeping" estava rabiscado no verso de uma carta a ele enviada com a cobrança de uma conta exorbitante de 12 libras e 3 xelins.

Dois dias depois os Beatles começaram a gravá-la.

Fica claro que John estava escrevendo sobre os prazeres de ficar na cama, mas não em estado onírico induzido pelas drogas.

O primeiro verso era "Try to sleep again, got to get to sleep" (Tente dormir de novo, preciso pegar no sono).

Foi no mês anterior á gravação que John declarou que os Beatles eram mais populares que Jesus.

"Agora não sei o que vem primeiro, o rock and roll ou o cristianismo" na famosa entrevista à Maureen Cleave.

Na matéria Cleave comenta que ele consegue dormir quase o tempo todo e John afirma que não se importava de ler, escrever ou conversar, mas, que a única atividade física da qual fazia questão era o sexo.

 

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LOVE YOU TO - 11, 13 de abril de 1966 - George entra de cabeça na onda hindu. Quase uma translação de um texto budista, esta música conta apenas com ele e a cítara, além de um músico indiano convidado. Anil Bhagwat na tabla. O contato de George com a cultura oriental influenciaria mais tarde o encontro dos Beate You les com o Maharishi e seu retiro espiritual na Índia. Muitos grupos usariam a cítara como instrumento constante nesta época. George canta sua 2ª música no disco.

George usa a cítara especificamente, pois, em Norwegian Wood o instrumento foi adicionado depois.

O título era "Granny Smith", uma referência a um tipo de maçã (George não conseguiu pensar em nada melhor).

Como as palavras Love You To não aparecem na música, o título final é bem enigmático.

Talvez "Love While You Can" (Me ame enquanto pode), fosse mais apropriado, uma vez que resume o que a canção diz.

 

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 HERE, THERE AND EVERYWHERE -  14,16 e 17 de junho de 1966 - Uma das músicas mais famosas de Paul e que teve inúmeras gravações. Uma melodia simples num arranjo simples, mas, ambos brilhantes. Paul canta com a voz dobrada e John e George dão o suporte no backing vocal.

Com as coisas começando a melhorar no romance com Jane Asher, Paul escreveu aquela que é considerada sua melhor canção de amor sendo uma das favoritas dos Beatles.

Ele a regravou para o filme Give My Regards To Broad Street.

A música é uma das faixas do álbum mais obviamente influenciadas por Pet Sounds e Paul estava impressionado com a característica cintilante de "God Only Knows" e queria escrever algo que captasse o mesmo clima.

 

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YELLOW SUBMARINE - 26 de maio e 01 de junho de 1966 - Talvez a música mais famosa do disco, e que deu a chance ao vocal de Ringo sair da obscuridade. Não dá para imaginar outro Beatle cantando esta música. Composta por Paul e John, teve diversos overdubs de estúdio, como bolhas, ondas, barulho de submarinos e uma orquestra de naipes (um luxo de apenas alguns segundos). Várias pessoas se juntaram aos Beatles no coro final, como George Martin, Mal Evans, Neil Aspinall, Geoff Emerick e Patty Harrison. Esta música serviria mais tarde para o que viria a ser o 4º filme dos Beatles (na verdade um desenho animado), Yellow Submarine.

A idéia de escrever uma música para crianças sobre um submarino cor de rosa surgiu quando Paul estava pegando no sono na casa de Jane Asher e o conto é sobre um garoto que ouve histórias fantásticas de um velho marinheiro sobre sua exploração na "Terra dos Submarinos" e decide ir navegar e ver por conta própria.

Paul usou apenas palavras curtas para que fossem aprendidas rapidamente e cantada por crianças.

Donovan colaborou com os versos "Sky of Blue and Sea of Green, in or yellow submarine".

Não era uma invenção que abalaria a terra, mas, Paul gostou bastante.

 

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SHE SAID SHE SAID - 21 de junho de 1966 - Outra música lisérgica de John, baseada num comentário do ator Peter Fonda durante uma viagem de LSD (Eu sei como é estar morto). John canta, e é uma das primeiras experimentações dele em brincar com os compassos da música, saindo de 4/4 para 3/4. Mais tarde essa seria uma de suas características em músicas como "All You Need Is Love" "I Want You" e "Happiness Is A Warm Gun".

A primeira demo dessa música era mais agressiva do que a gravação final (He said, He said).

"I said, "Who put all that crap in your head?/I know what it's like to be mad/And it's making me feel like my trousers are torn" (Eu disse: "Quem colocou essa porcaria toda na sua cabeça?/Eu sei o que é estar louco/ E estou me sentindo como se a minha calça estivesse rasgada).

Uma resposta de John para George que junto com outros convidados numa festa em Los Angeles numa casa que os quatro haviam alugado, estava "chapado" de LSD.

A frase "Eu sei o que é estar louco" é direcionada a Peter Fonda que se desentendeu com John que sob efeito do LSD pediu que tirassem Peter dalí.

 

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GOOD DAY SUNSHINE - 08 e 09 de junho de 1966 - Quem mora em Londres sabe como é cumprimentar o sol. Uma música otimista de Paul, que a canta e toca piano.

Paul admitiu em 1984, ter sido influenciado pela banda Folk Rock de Nova York, The Lovin' Spoonful para compor essa música e a canção que o inspirou foi Day Dream, primeiro sucesso da banda na Inglaterra que sentu-se lisonjeada ao saber que tinha influenciado Good Day Sunshine.

Assim como a música de Paul, Day Dream começa com uma guitarra sincopada e conta uma história alegre de amor. "I'm blowin the day to take in the sun, and fall on my face on somebody's new-mown lawn" (Encerrei o dia para caminhar ao sol e cai de cara no gramado de alguém).

 

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AND YOUR BIRD CAN SING - 26 de abril de 1966 - Outra música misteriosa de John que apesar de ter confessado nunca gostar dela, é brilhante. Muito se dá pelo solo da guitarra de George. John canta, com Paul e George fazendo a 2ª voz.

"Essa música é um horror" diria John em 1971 - "Uma canção descartável" repetiria em 1980.

Mas é difícil entender essa insatisfação . A letra é uma das mais enigmáticas e provavelmente uma observação sarcástica sobre Paul disfarçada com tinturas poéticas.

A letra é sobre alguém que não entende John. Alguém que faz tudo que as pessoas modernas fazem, mas, não é moderno por natureza (rabugice que ele frequentemente endereçava a Paul).

O verso "You say you've seen seven wonders" (Você diz ter visto sete maravilhas), pode ser uma referência á primeira vez que os Beatles fumaram maconha em Nova York. Paul pensou ter encontrado a resposta para todas as questões da vida e anotou sua descoberta. Quando foi reler o que havia anotado tudo o que dizia era: "Existem sete níveis".

John se incomodava pelo fato de Paul demonstrar um apetite voraz por experiêncais culturais (coisa que era sua área por ser ex estudante de arte).

John escreveu "Tell me that you've heard every sound there is?" (Me diga que voce ouviu todos os sons que existem?).

Se foi um comentário mordaz, Paul não soube disso.

Durante uma sessão para acrescentar overdubs vocais ele começou a rir quando John errou a própria letra e cantou "When your bike is broken" (Quando sua bicicleta estiver quebrada) em vez de "When your bird is broken" (Quando seu pássaro estiver definhando), e depois assobiou a música em vez de cantá-la.

 

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FOR NO ONE - 09, 16 e 19 de maio de 1966 - Além de Paul, apenas Ringo toca essa música. Paul por sua vez canta, toca baixo, piano e um cravo emprestado por George Martin. Alan Civil, um músico da filarmônica de Londres toca o "French Horn". Outra famosa música de Paul com arranjo de George Martin.

Com sua melodia misteriosa e uma seção de sopros, trata-se de outra bela composição de Paul. Foi escrita em um chalé alugado a menos de um quilômetro da estação de esqui suiça de Klosters, onde ele e Jane passaram um curto período de férias em março de 1966. Ele voltou da Suiça para trabalhar em Revolver, e Jane começou os ensaios para interpretar a jovem Ellen Terry em Sixty Thousand Nights no Royal Theatre em Bristol.

Através de uma série de flashbacks de sua vida juntos, a música capta o início da descoberta de que os sentimentos de alguém desapareceram. Em uma antiga entrevista, Paul afirmou que era sobre sua própria experiência de viver com uma mulher quando tinha acabado de sair de casa. O título provisório era "Why Did It Die?", e ele admitiu depois que provavelmente era sobre "mais uma discussão" com Jane.

 

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DOCTOR ROBERT - 17, 19 de abril e 06 de maio de 1966 - Composta praticamente por John com uma certa ajuda de Paul, a música fala de um "certo" Doutor que receitava pílulas antidepressivas de anfetamina para seus clientes ( oque não era ilegal desde que não fossem aplicadas em doses excessivas).

Porém seus usuários já não a usavam apenas para relaxar e sim por vício.

"If you are down hell'pick you up, take a drink from his special cup" (Se você está por baixo ele levanta  seu astral, tome um trago de sua xícara especial).

Verdade é que esse doutor (possivelmente Dr, Robert Freymann, um médico de 60 anos nascido na Alemanha com um consultório na East 78Th Street, perdeu sua licença por seis meses em 1968 e em 1975 foi expulso da Medical Society do estado de Nova York.

Ao defender-se deu como resposta: "Os viciados estão matando uma droga boa".

 

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I WANT TELL YOU - 02, 03 de junho de 1966 - O único disco dos Beatles a ter três composições de George Harrison (com exceção do White Álbum), que é duplo. George canta e o piano é tocado por Paul. George possui um certo orgulho do acorde E, com uma nota em fá, praticamente inventado por ele e mais tarde copiado por John em "I Want You (She's So Heavy)).

A música fala sobre as frustações de ter coisas a dizer, mas, não conseguir articulá-las.

George diz que se fosse escrevê-la de novo modificaria a parte que diz: "but if I seen to act unkind, it's only me, it's not my mind, that's confusing things" (Mas se eu pareço ser indelicado, sou apenas eu, não minha mente que confunde as coisas).

A música ia chamar-se "Laxton's Superb", nome de uma maçã inglesa. Depois ficou conhecida como "I don't know" até que George Martin perguntou que ele querira dar à música, tendo esse nome em definitivo.

 

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GOT TO GET INTO MY LIFE - 08,11 de abril, 18 de maio e 17 de junho de 1966 - Música de Paul inspirada nas músicas negras da gravadora "Motown". Cinco músicos de estúdio tocam os sopros (Ian Hammer, Les Cordon, Eddie Thornton, Alan Branscombe e Peter Coe. Paul usaria a música como abertura de seus shows com o "Wings" em 1979. Paul canta.

John acreditava que ao mencionar "another kind of mind" nas letras, Paul estivesse aludindo às suas experiêncais com drogas. Ele confirmou ser isso mesmo. Era um hino de louvor à maconha disfarçado de canção de amor. Não era uma mulher que ele precisava todo dia. Era de um baseado.

Em 19 de junho de 1967, um repórter da televisão britânica perguntou se não seria melhor ele manter em sigilo seu consumo de drogas. "Um jornal me fez uma pergunta, e a decisão era mentir ou falar a verdade", ele conta "Decidi dizer a verdade, mas não estou tentando sair por aí espalhando o assunto. Mantenho isso como algo pessoal se ele também o fizer. Mas ele quis espalhar, então a responsabilidade é dele, não minha".

 

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TOMORROW NEVER KNOWS - 06,07 e 22 de abril de 1966 - A primeira música a ser gravada para o disco Revover é também a mais revolucinária. Mais uma viagem psicodélica de John com letra inspirada no livro tibetano dos mortos. Naquela época Paul e John viviam em busca de sons novos, e numa brincadeira de picotar e colar aleatoriamente fitas de gravação, conseguiram todos os efeitos e barulhos que se ouvem durante a música. Perceba o clima de transe na bateria de Ringo, na tamboura e no único acorde em Dó que foi a base de toda a música. A voz de John foi alterada em um speaker Leslie para dar o efeito de um monge falando do alto de uma montanha (pelo menos era isso que John queria). O fechamento ideal que abriria o apetite para o disco seguinte (Sgt. Peppers).

O título provisório era "The Void" tirada da frase "Beyond the restless flowing electricity of life is the ultimate Reality - The Void" (Além de insaciável e afluente eletricidade da vida está a realidade final - O Vazio) do livro de Timothy Leary: "The Psychedelic Experience (1964).

 

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SGT. PEPPER´S LONELY HEARTS CLUB BAND
             
              ( Parlophone / Capitol )
             

Produzido por George Martin
             
Data de lançamento UK - 05 Agosto 1966
Data de lançamento USA - 08 Agosto 1966

              Lançamento em CD  -
30 Abril 1987
       
     
   
           
       
                                                                  
1 - SGT PEPPER´S LONELY     HEARTS CLUB BAND
    2 - WITH A LITTLE HELP FROM MY FRIENDS
    3 - LUCY IN THE SKY WITH DIAMONDS
    4 - GETTING BETTER
    5 - FIXING A HOLE
    6 - SHE´S LEAVING HOME
    7 - BEING FOR THE BENEFIT OF MR KITE
8 - WITHIN YOU WITHOUT YOU
    9 - WHEN I´M SIXTY-FOUR
    10 - LOVELY RITA
    11 - GOOD MORNING GOOD MORNING
    12 - SGT PEPPER´S - REPRISE
    13 - A DAY IN THE LIFE
   
       
     
        

Considerado como o ápice da carreira dos Beatles, 'Sgt Pepper´s Lonely Hearts Club Band' partiu de uma idéia de Paul McCartney em gravar um disco conceitual, em que os próprios Beatles emprestariam seu talento e sua imagem à uma banda fictícia - 'A banda do sargento Pimenta' ( sgt. Pepper ). Hoje parece loucura, mas em 1967, o ano do 'Summer of Love', dos hippies, do LSD essas 'viagens' eram normais... e muito do que aconteceu neste ano se deve ao lançamento deste disco.

'Sgt Pepper´s' foi o primeiro disco dos Beatles a ser gravado com tempo.. e calma. Em 1966 o grupo havia decidido a não fazer mais turnês, e a partir da 2ª metade deste mesmo ano, todos tiraram férias e não lançariam o 2º disco do ano, o subsequente ao 'Revolver'. Em vez disso, resolveram trabalhar com calma no que seria o 'Sgt Pepper's'.

As gravações começaram em Dezembro de 1966 e só terminariam em Abril de 1967. Além de todas as músicas do álbum, mais 3 foram gravadas. 'Strawberry Fields Forever', 'Penny Lane' e 'Only a Northen Song''Strawberry Fields' e 'Penny Lane' foram lançadas como um single e não foram incluídas no disco. Já 'Only a Northern Song' só foi lançada na trilha de 'Yellow Submarine'

A capa do disco é também um caso a parte. Vindo de uma idéia de Paul McCartney, mostra os Beatles vestidos com roupas militares, e com um novo visual - todos de bigodes, sob o conceito de que eles são a banda do sgt. Pepper.  Ao fundo, inúmeros rostos famosos escolhidos a dedo por eles, como  Bob Dylan, Tony Curtis, Marilyn Monroe, Marlene Dietrich e o Gordo e o Magro. A figura de cera dos Beatles foi tomada emprestada do museu de Madame Tussaud. Peter Blake, um artista plástico tomou cargo da montagem do cenário e Wendy Moger teve a árdua tarefa de pegar autorização das celebridades para deixarem usar sua imagem na capa do disco.

'Sgt Pepper' foi pioneiro em ser um dos primeiros discos a conter as letras das músicas impressas ( isso era raro na época por causa dos direitos autorais ). Também conteve um colorido protetor de papel para o vinil, e um brinde com várias figuras para serem recortadas, inclusive um bigode de papelão. Foi também exaustivamente dissecado durante a história de que Paul McCartney havia morrido, e além de várias trucagens de estúdio, conteve ainda uma homenagem aos amigos caninos: uma frequência tão alta no final do disco, que só os cães poderiam ouvi-la.

Talvez o disco não contenha um grande número de hits como Help, ou A Hard Day´s Night, mas o disco é o que é pela concepção. O disco todo foi feito em cima de um conceito e várias faixas são coladas, sem interrupção, fazendo dele talvez o primeiro disco progressivo de rock e o mais importante de toda a história do Rock

Divisor de águas da música pop, nada seria igual, antes ou depois de 'Pepper' - até os Rolling Stones se apressaram em copiá-lo. E o mais fantástico de tudo é que todo o álbum foi gravado em apenas 4 canais ( hoje se usam até 72... sem os mesmos resultados ).Óbviamente além do talento de John, Paul, George e Ringo, muito se deve ao trabalho de George Martin.. 'Sgt Pepper´s' foi um salto na indústria fonográfica. Nenhum disco venderia naquela época tanto quanto ele. chegou ao 1º lugar nas paradas inglesas em 31 de Maio, ficando aí por 22 semanas. Nada mal para um grupo que dizia-se estar em decadência por parar de fazer turnês.

           
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 SGT PEPPER'S LONELY HEARTS CLUB BAND - 01, 02 de fevereiro e 03, 06 de março de 1967 - Paul compôs a música e divide os vocais com John e George. Tomada como um introdução de todo o disco, tem barulhos de platéia como se fosse uma apresentação ao vivo. A faixa foi gravada já com o intuito de junção coma próxima música, cantada por Ringo (Billy Shears) Starr.

A origem do nome é motivo de discussão. Há quem diga que foi Mal Evans, empresário de turnês dos Beatles quem criou o nome, como um substituto engraçado para Salt'n Pepper, outros sugerem que venha de um refrigerante americano popular chamado Dr Pepper.

O álbum embora todo costurado por George Martin, não é conceitual como se acreditava e apenas da primeira faixa para a segunda é que Paul teve a idéia de formar a banda Pepper e transformar Ringo em Billy Shears, e, depois Martin teve a idéia de reprise do tema que o ajudou a emenda tudo.

Fato é que embora a criatividade dos Beatles já se tornasse evidente desde Rubber Sou, foi com Sgt Peppers que houve o divisor de águas do rock'n'roll. ASP/DSP (antes de Sgt Pepper's e depois de Sgt Pepper's).

 

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WITH A LITTLE HELP FROM MY FRIENDS - 29 e 30 de março de 1967 - Chamada originalmente de Bad Finger Boogie, esta música foi composta por John e Paul para Ringo cantar com uma pequena ajuda dos amigos. Com alguns siginificados secretos, a música foi tomada como alusão às drogas e fez um grande sucesso na voz de Joe Cocker no festival de Woodstock. Paul toca piano.

No começo da tarde do dia 29 de março tudo o que eles tinham era o verso do refrão.

John então sugeriu começar todos os versos com uma pergunta.

A frase: " Do you believe in love at first sight?" (Você acredita em amor à primeira vista?), não tinha o número suficiente de sílabas, então tornou-se: "A love at first sight" (Amor à primeira vista).

E a resposta foi "Yes, I'm certain that it happens all the time" (Sim, tenho certeza de que acontece o tempo todo) que foi seguida de "Are you afraid when you turn out the light" (Você fica com medo quando apaga a luz?", reformulada para "What do you see when...?" (O que você vê quando...?).

Então Cyntia Lennon entrou e sugeriu "I'm just fine", mas, John não gostou e no lugar disso ele tentou "I know it's mine" (Sei que é meu), e acabou criando o verso "I can tell you, but I know it's mine" (Não posso dizer a você, mas sei que é meu).

Como John estava com um dedo machucado ela chamava-se "Bad Finger Boogie", mas acabou sendo batizada como o nome que conhecemos.

 

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LUCY IN THE SKY WITH DIAMONDS - 01 e 02 de março de 1967 - John tirou a idéia de um desenho do seu filho Julian, que mostrava uma amiguinha sua de escola chamada Lucy no céu com diamantes ao lado. Mais tarde, foi dito que a música era uma alusão direta às drogas, tanto pela letra surreal como pelas inciais "Lucy in the Sky with Diamonds", que formariam LSD. Mesmo desmentida por John, essa história dá pano pra manga até hoje. John canta e Paul além da 2ª voz e baixo, toca um cravo modificado. Em 1974 Elton John faria sucesso com a regravação da música, com a participação do próprio, John Lennon.

 

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GETTING BETTER - 09,10,21 e 23 de março de 1967 - Baseada em um comentário de Jimmy Nicol, baterista que substituiu Ringo brevemente numa excursão de 64, quando este ficou doente, Getting Better foi composta por Paul com participação de John nos contracantos. Além dos instrumentos normais, Ringo toca bongôs, George uma tamboura (instrumento indiano) e Paul, piano além de cantar.

Depois de cada show John e Paul costumavam perguntar como é que Nicol estava e tudo o que ele respondia era: "está melhorando". Esse era o único comentário dele e virou piada. Paul então sugeriu a John que eles escrevessem uma música chamada "It's getting better". O otimismo de Paul no refrão em que diz que tudo está melhorando por causa do amor, é contrabalanceado pela confissão de John de ter sido um rebelde na escola, um jovem raivoso e de ter batido na esposa, e surge com "it couldn't get muh worse" (não daria para piorar muito).

Quando perguntaram sobre a música anos depois, John admitiu ter tendências "eu acredito em paz e amor. Sou um homem violento que aprendeu a não ser violento e se arrepende da própria violência".

 

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FIXING A HOLE - 09,21 de fevereiro de 1967 - Música de Paul que a canta. Pela primeira vez os Beatles gravaram uma música em outro estúdio em Londres, que não foi o Abbey Road. A base foi gravada em Regent Sound, pois Abbey Road no dia não tinha vaga, mesmo para os Beatles. Paul toca cravo.

Supostamente referente às drogas (ás pessoas presumiram que Paul estava falando de heroína), a canção é sobre renovar a vida, de dar liberdade de fechar is buracos e rachaduras que permitem que os inimigos da imaginação se infiltrem.

Foi inspirada por causa da compra de uma casa em High Park, e que as paredes eram cheias de rachaduras e manchadas pela umidade, e ele decidiu fazer os próprios consertos na casa. "Do it yourself" (faça você mesmo).

 

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SHE’S LEAVING HOME – 17, 20 de março de 1967 - Paul escreveu a base da música e John contribuiu com o contracanto.

Esta música não contou com nenhum Beatle na parte instrumental. Mike Leander regeu os violinos, os celos e a harpa. Apenas John e Paul cantam.

Baseada em um artigo de jornal sobre uma adolescente londrina que havia sumido de casa fazia mais de uma semana.

O pai aflito dizia “não consigo imaginar por que ela fugiu. Ela tinha tudo aqui”.

Paul escreveu uma musica comovente sobre uma jovem fugindo de casa em busca de romance e diversão nos agitados anos 60.

A jovem do jornal era Melanie Coe, filha de John e Elsie Coe que viviam em Stamford Hill norte de Londres.

As únicas diferenças entre a história dela e a música são que ela conheceu um homem em um cassino em vez  de “na loja de carros”, e que ela saiu de casa de tarde, enquanto os pais estavam no trabalho, em vez de pela manhã enquanto os pais dormiam.

O impressionante sobre a música é o quanto ele acertou sobre a minha vida, disse Melanie.

Falou do pai dizendo “We give her everything Money could buy” (demos a ela tudo o que o dinheiro pode comprar).

Depois ele fala “after living alone for so many years” (depois de viver sozinha  por tanto tempo), o que realmente me tocou, porque eu era filha única e sempre me sentia só.

Aí comecei a falar para os amigos que a música era sobre mim.

 

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BEING FOR THE BENEFIT OF MR KITE – 17,20 de fevereiro, 28,29,31 de março de 1967 -  John Lennon práticamente tirou toda a letra da música de um cartaz emoldurado impresso em 1843 que comprou em Kent enquanto filmava o clip de Strawberry Fields.

O cartaz anunciava com orgulho que o Circus Royal de Pablo Fanke apresentaria a maior noite da temporada e a produção seria em benefício do Sr. Kite e traria o famoso saltador J. Henderson que 150 anos antes eram grandes astros famosos no mundo do circo.

William Kite e John Henderson (adestrador, equilibrista, palhaço e artista de trampolim) e sua esposa Agnes.

Na época John considerou uma música descartável e disse que só estava seguindo seus impulsos porque precisava de uma música nova para o Sgt. Peppers, mas, em 1980 ele reviu radicalmente sua opinião e confessou ser uma música cosmicamente bonita era como uma pintura.

Os ruídos estranhos ouvidos no meio são a exemplo de Tomorrow Never Knows são obtidos por pedaços de fita de áudio picotadas e coladas aleatoriamente.

 

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WITHIN YOU WITHOUT YOU – 15, 22  de Março e 03 e 04 de abril de 1967 – George compôs esta música em um harmonium praticamente em cima do acorde Dó. Além de George, que canta, nenhum outro Beatle participou da gravação. George toca cítara e alguns músicos indianos tocam dilruba , tamboura e tabla, 3 celos e 8 violinos são inluidos sob a regência de George Martin. Sendo a única música de George no disco (a outra gravada “Only a Nothern Song” foi rejeitada). Within You Without You termina com risadas. Muita gente achou que eram os outros Beatles rindo do orientalismo de George, mas, o final foi idéia dele mesmo... para alegrar um pouco.

A música revela a visão de que o individualismo ocidental (a idéia de que cada um de nós tem seu próprio ego, se baseia em uma ilusão que encoraja a separação e a divisão. Para nos aproximarmos e acabarmos com a “distância entre nós”, precisamos abrir mão dessa ilusão de ego e perceber que somos essencialmente um só.

Como sempre apesar dos ensinamentos hindus a música ressoou entre os adeptos do ácido daquela época.

 

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WHEN I’M SIXTY-FOUR – 06.08,20 e 21 de dezembro de 1966 – Composta boa parte durante os dias do Cavern esta música de Paul foi feita como homenagem a seu pai.

Foi composta ao piano em Forthlin Road, Liverpool, “quando eu tinha 15 anos”. Isso se situa em 1957 ou 1958, pouco depois de ele ter se juntado a John em The Quarry Men. Por volta de 1960, Paul estava tocando uma versão dela em shows quando o amplificador quebrou. Na época, ele achava que era uma “música de cabaré”, escrita em respeito à música da década de 1920 e 1930, que seu pai tocava quando era jovem.

Apesar de a música ter sido escrita com seu pai em mente, foi uma coincidência que ele estivesse com 64 anos quando ela foi lançada.

“Meu pai provavelmente só tinha 56 quando eu a escrevi”, disse Paul.

 

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LOVELY RITA – 23,24 de fevereiro 07,21 de março de 1967 – Outra música de Paul, desta vez em homenagem ás guardas de trânsito. Paul canta e toca piano. O solo de piano Honky Tonk é feito por George Martin. Os estranhos sons ouvidos são de papel soprado sobre um pente.

Policiais femininas de trânsito “Meter Maid” eram uma inovação inglesa na época.

Paul escreveu essa música imaginando um trabalhador que ao receber uma multa de trânsito, seduz a policial em uma tentativa de se livrar da multa.

Alguns anos depois a policial de trânsito chamada Meta Davies em Londres declarou ter inspirado a música.

“Em 1967 eu autuei um tal McCartney e quando ele viu minha assinatura M.Davies perguntou se meu nome era Meta Davies mesmo.

Eu disse que sim e ele respondeu que era um bom nome para uma música e perguntou se eu me importava se ele o usasse”.

 

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GOOD MORNING, GOOD MORNING – 08, 16 de fevereiro, 13,28 e 29 de março de 1967 –  John canta e Paul faz o solo de guitarra. Os trombones e saxes são dos membros do grupo Sound Incorporated. Vários sons de animais, como galinhas, gatos, leões, elefantes e até uma caçada á raposa são incluídos no final das fitas da EMI.

O refrão de John foi inspirado em um comercial em preto e branco para a TV, dos cereais de milho Kellog’s, sendo colocados em uma tigela.

“walk by the old school” (andar pela antiga escola) era o ato de levar Julian Lennon para a Heath House e é provável que a pessoa que ele esperava que (aparecesse) “Turn up at the show”, fosse Yoko Ono. O “show” seria então uma exposição de arte e não uma apresentação.

 

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SGT. PEPPERS LONELY HEARTS CLUB BAND (reprise) – 01 de abril de 1967 – Pela 1ª vez os Beatles reprisam uma música. Esta versão é menor e mais pesada do que a primeira e serve como uma liação para A Day In The Life. Paul canta com John e George.

 

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A DAY IN THE LIFE – 21 de abril de 1967 – Além dos instrumentos dos Beatles, 40 músicos de estúdio fizeram a parte da orquestra, num crescente ensurdecedor. Um despertador disparado por Mal Evans pode ser ouvido, e no final da canção, após o toque final de piano a 8 mãos que ressoa por quase um minuto, há a famosa freqüência aguda que só os cães conseguem ouvir.

Para “She Said, She Said”, John mesclou duas canções inacabadas, mas essa foi a primeira vez que ele juntou uma canção inacabada sua com uma canção inacabada de Paul para criar a faixa mais ambiciosa do álbum.

Como inspiração ele pegou um artigo de jornal. Os “4 mil buracos em Blackburn Lancashire” que mostrava que havia 1/26 buracos para cada morador da cidade. Quando precisou de uma rima para “Small” para terminar a frase “Now they know how many holes it takes to fill” (agora eles sabem quantos buracos são necessários para preencher...”, seu amigo de escola Terrry Doran sugeriu “The Albert Hall”.

O homem (que explodiu a cabeça em um carro) “blew his mind out in a car” era Tara Browne, amigo irlandês dos Beatles que morreu em um acidente de carro em 18 de dezembro de 1966. Os detalhes do acidente na música – não ver o farol e uma multidão se formando no local foram inventados.

Paul que colaborou com versos nessa parte da música achou que John estava escrevendo sobre um “político drogado”.

A canção inacabada de Paul, uma composição leve e alegre sobre sair da cama para ir à escola, foi encaixada entre a segunda e a terceira estrofes da música de John. Era uma canção completamente diferente, mas acabou combinando. Disse Paul “eu estava apenas lembrando como era correr pela rua para pegar o ônibus da escola, fumar um cigarro e ir para a aula”.

“As referências a fumar um cigarro, sonhos e “turn-ons” (ficar ligado” fez com que a música fosse banida do rádio em muitos países, havendo até quem se convencesse de que os buracos em Blackburn era os de seringas de um usuário  de drogas,

“Mas assim como Fixing a Hole não era sobre heroína e Lucy in the Sky with Diamond não era sobre LSD, essa, embora eu achasse na época que “Went upstairs and had a smoke” (subir para fumar) era uma referência às drogas, essa não o fazia”, diria George Martin mais tarde.

 

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MAGICAL MYSTERY TOUR
             
              ( Parlophone / Capitol )
             

Produzido por George Martin
             
Data de lançamento UK -                08 Dezembro 1967
Data de lançamento USA -  27 Novembro 1967

              Lançamento em CD  -
21 Setembro 1987
       
     
   
           
       
                                                                  
1 - MAGICAL MYSTERY TOUR
                2 - THE FOOL ON THE HILL
                3 - FLYING
                4 - BLUE JAY WAY
                5 - YOUR MOTHER SHOULD KNOW
                6 - I AM THE WALRUS
7 - HELLO GOODBYE
                8 - STRAWBERRY FIELDS FOREVER
                9 - PENNY LANE
                10 - BABY YOU´RE A RICH MAN
                11 -ALL YOU NEED IS LOVE
               
               
       
     
        

Em um vôo  para os Estados Unidos, em Abril de 67, Paul McCartney teve a idéia de fazer um filme em que mostrasse os Beatles dentro de um ônibus viajando pelo interior da Inglaterra.. Como o grupo ainda estava envolto com as gravações de 'Sgt Pepper', a idéia foi arquivada até o 2º semestre do ano. Neste meio tempo os Beatles finalizaram o disco, colheram os frutos das boas críticas, conheceram o Maharishi e tiveram a pior notícia do ano: Brian Epstein havia morrido.

'Magical Mystery Tour' foi o primeiro projeto dos Beatles após a morte de Brian Epstein, e foi o primeiro trabalho do grupo a receber dolorosas críticas. Televisionado no natal de 1967, o público odiou o filme, muito pelo nonsense do roteiro e pela fraca  direção e produção. Mas a trilha sonora é um caso a parte.

Apenas 6 novas músicas foram compostas para o filme: 4 de John e Paul, 1 de George, e pela primeira vez um instrumental composto a 4 mãos. Ringo desta vez não teria uma faixa para ele.

Lançado originalmente na Inglaterra como um EP duplo, Nos Estados Unidos saiu como um LP, sendo que o lado A continha as músicas do filme, e o lado B outros singles de 1967. Tanto o EP e o LP continham um encarte colorido com 24 páginas que contava a história do filme, com desenhos, fotos e as letras das músicas.  Só em 1987, com o lançamento da discografia em CD, 'Magical Mystery Tour' passou a ser incluído após 'Sgt. Pepper', como o 9º LP dos Beatles na Inglaterra.

O EP original chegou ao 2º lugar na parada dos singles em 03 de Janeiro de 68. Não alcançou o 1º lugar apenas porque não conseguiu desbancar o single que lá estava - 'Hello Goodbye', também dos Beatles. Em Contrapartida, o LP americano foi a maior vendagem inicial de um disco até aquela data e em 06 de Janeiro chegou ao 1º lugar, permanecendo por 8 semanas.

           
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MAGICAL MISTERY TOUR – 25, 26, 27 de abril, 03 de maio e 07 de novembro de 1967 – Não contando alguns vocais adicionais colocados em novembro de 67, a música foi praticamente gravada antes do lançamento de Sgt. Peppers. Composta por Paul como idéia de abertura do filme é ele que canta junto com John e ocasionalmente George. Paul toca piano e baixo.Uma sessão de sopros foi colocada por músicos de estúdio. Os vocais de fundo foram alterados na velocidade para dar um timbre mais agudo.

A letra é uma mistura do falatório comum em feiras e quermesses e referências contemporâneas às drogas. Para a maioria do público “roll up, roll up” serve tanto para (preparar-se) quanto para (enrolar)...um baseado.

Quando os acompanhamentos foram gravados Paul pediu que todos gritassem palavras relacionadas às mistery tours. Surgiram “convite”, “reserva”, “viagem de uma vida” e “satisfação garantida”.

“Quando um homem compra uma passagem para uma Magical Mistery Tour, sabe o que esperar. Nós garantimos a ele a viagem de uma vida, e é isso o que ele recebe.

 

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THE FOOL ON THE HILL – 25,26,27 de setembro, 20, e 25 de outubro de 1967 – Mantendo a posição de um fazedor de hits, Paul compôs esta balada quase que instantaneamente imaginando um guru numa montanha, ou um bobo, pela vista dos outros. Paul toca piano e 3 flautistas de estúdio finalizam o trabalho.

A música é sobre um “idiot savant”  (sábio idiota). O termo foi cunhado por J. Landon Down para designar pessoas com Síndrome de Savant, que possuem grande talento ou habilidade em contraste com problemas mentais como o autismo.

Foi composta quando Paul cantava e tocava uma música bonita e muito lenta sobre um homem tolo sentado na colina.

 

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FLYING – 08 de setembro de 1967 – O primeiro instrumental do catálogo dos Beatles na EMI (antes disso, os Beatles haviam gravado “Cry For A Shadow”, música instrumental de Lennon-Harrison, no disco de Tony Sheridan. Primeira música a ter nos créditos o nome dos 4 Beatles. John toca Mellotron, todos os Beatles fazem o canto e alguns barulhos de “tape” são adicionados por John e Ringo no final.

Além disso ainda gravaram a inédita “12-Bar Original” em 1965. Flying foi a única música instrumental a ser lançada em um disco dos Beatles.

Usada como música incidental em Magic Mistery Tour, “Flying” surgiu em uma Jam de estúdio. Originalmente intitulada “Aerial Tour Instrumental”, ela conta com uma base rítmica bem simples. As cenas do filme em que imagens de nuvens são acompanhadas por “Flying” foram originalmente feitas por Stanley Kubrick para 2001 Uma Odisséia no Espaço, mas não foram aproveitadas pelo diretor.

 

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BLUE JAY WAY – 06,07 de setembro, 06 de outubro de 1967 -  Outra música da fase mística de George, composta na Califórnia em um órgão Hammond. George e Patty haviam alugado um chalé numa certa rua chamada “Blue Jay Way” onde esperavam por Derek Taylor, um amigo. Como ele estava atrasado. George começou a escrever a canção, e é dessa espera irritante que a letra trata. A voz de George é alterada na gravação por um efeito “Phaser”, assim como o órgão tocado por Paul e a bateria de Ringo. O Cello é tocado por um músico de estúdio.

Taylor se divertiu com as interpretações dadas à música. Um crítico achou que o verso em que George pede que seu convidado não demore (be long) separado era um conselho para os jovens não pertencerem (belong) junto, à sociedade. Outro aclamado musicólogo acreditava que, quando George disse que seus amigos tinham se perdido “lost their way”, queria dizer que uma geração inteira tinha perdido a direção. “É só uma música”, disse Taylor.

 

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YOUR MOTHER SHOULD KNOW – 22, 23 de agosto, 29 de setembro de 1967 – A base desta música foi gravada em Chappell Studios, e não em Abbey Road. Mais uma música estilo “nostálgico”, que seria uma das marcas registradas de Paul que canta e toca piano, e John toca órgão Hammond.

Ele escreveu a música na Cavendish Avenue e acha que foi por conta da influência de sua tia Gin e seu tio Harry, que estavam com ele na época. Era o tipo de música de que eles teriam gostado. Paul também estava pensando em “a mamãe sabe o que é melhor”, um lamento para aqueles que já não tinham mais os pais por perto.

“Your Mother Should Know, no entanto, foi parar em Magical Mistery Tour em uma cena em que os quatro Beatles, vestindo fraques brancos descem uma escadaria e encontram grupos de dançarinos, como num musical de Hollywood dos anos 30.

 

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I AM THE WALRUS – 05,06,27,29 de setembro de 1967 – Misto de viagem alucinógena com “Alice no País das Maravilhas”, esta música foi outra pioneira nas experimentações de estúdio. John toca Mellotron e tem sua voz modificada. Além da base dos Beatles, 8 violinos, 4 cellos, 3 sopros foram usados. 16 membros do grupo “Mike Siammes Singers são os responsáveis pelos comentários no meio da música e pelo coro final (Oompah, Oompah stick it up your number). O trecho de rádio no final da música foi colocado diretamente durante a mixagem em mono, são trechos da BBC, que estava transmitindo “Rei Lear”, de Sheakespeare (a razão pela qual a versão em estéreo da música conter esta parte em mono, pois, seria impossível remixá-la do mesmo jeito). Apesar de “I Am The Walrus” fazer parte da trilha do filme, ela já havia sido lançada anteriormente como lado B do single “Hello Goodbye”.

Três idéias de John não foram suficientes para resultar uma música inteira. A primeira surgiu quando ele ouviu uma distante sirene da polícia e começou com as palavras “c-ity Police man” (senhor policial metropolitano) e se encaixava no ritmo da sirene. A segunda era uma melodia pastoral sobre seu jardim em Waybridge. A terceira era uma canção nonsense sobre sentar em um cereal de milho.

A letra confusa se deve propositalmente ao fato de um professor de inglês de Quarry Bank Scholl analisar as músicas dos Beatles em classe, segundo uma carta enviada por um aluno dessa escola.

Isso divertiu John que resolveu confundir as pessoas com uma música cheia de sinais desconcertantes e incoerentes. “Yellow matter custard, Green slop pie, all mixed together with a dead dog’s eye, slap it on a butty, tem foot thick, then wash it all down with a cup of cold sick” (Pudim de substância amarela, torta de líquido verde .Tudo misturado junto com um olho de cachorro morto, jogue no pão com três metros de espessura. Depois engula tudo com uma xícara de vômito frio).

John começou a inventar imagens absurdas “semolina pichards,elementary penguins” (sardinhas de semolina e pingüins elementares” e palavras sem sentido “texpert,crabalocker”, antes dev começar a juntar versos de abertura que tinha escrito durante uma viagem de ácido. Depois ele juntou com as três canções inacabadas que já tinha mostrado a Hunter Davies. “deixe os filhos da puta analisarem essa” teria dito ele.

 

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HELLO GOODBYE – 02,19,20,25 de novembro de 1967 – Esta música abre o lado B do LP americano e não faz parte do filme. Na Inglaterra foi o último single do ano de 1967. Lançado em 24 de novembro deste ano, fechou a fase “Flower Power” dos Beatles. Para desgosto de John “Hello Goodbye, uma música de Paul, foi escolhida para ser o lado A do single, enquanto “I Am the walrus”, contentou-se com o lado B. Uma música comercial com uma letra cheia de contradições, ótima para quem está começando a estudar inglês. Paul canta e além dos instrumentos tradicionais, toca piano e Ringo maracás. Dois músicos de estúdio tocam violinos. O single chegou ao 1º lugar das paradas e 06 de dezembro, onde ficou por 6 semanas.

A música não é nada além de um jogo de palavras. Preto e branco, sim e não, olá e tchau.

A última parte da gravação em que eles repetem “hela, hey, aloha”, surgiu espontaneamente no estúdio (aloha, é uma forma de cumprimento afetuoso no Hawaii) e  é usado no filme.

 

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STRAWBERRY FIELDS FOREVER – 29 de novembro, 08,09,10,21,22 de dezembro de 1966 – Para evitar disputas de qual melhor música “Strawberry Fields Forever” foi lançada como single de dois lados A, junto com Penny Lane. Este foi talvez o melhor single dos Beatles, e estranhamente, foi o 1º desde Love Me Do que não chegou ao 1º lugar, certamente por erro da contagem dos votos, que foi dividido entre as 2 músicas lado A. Composta por John em 66 enquanto filmava “How I Won The War”, foi inspirada em um lugar perto de onde John morava quando criança e foi o 1º single de 1967, a música em si é a junção de 2 gravações distintas dos Beatles. Uma versão com o grupo tocando e outra com orquestra. George Martin num trabalho de gênio conseguiu editá-las numa só. John canta enquanto Paul toca Mellotron. George toca tabla harp, e junto com Paul toca também tímpano. Músicos de estúdio tocam cellos, flautas, cravo e sopros. O single foi lançado em 17 de fevereiro de 1967, e chegou ao 2º lugar em 08 de março.

A música tem a frase inicial (das fitas gravadas na Espanha), de que ninguém está em sintonia com ele ou na mesma frequência  “no one is in my wavelength”, mas na versão oficial John por achar que poderia ser visto como arrogante mudou a frase “no one I think is in my tree” (acho que ninguém está na minha árvore).

 

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PENNY LANE – 29,30 de dezembro de 1966 – 04,06,09,10,12,17 de janeiro de 1967 – Assim como Strawberry Fields, Penny Lane é baseada na infância dos Beatles em Liverpool. Sendo uma rua da cidade, Paul praticamente a compôs descrevendo as lojas e as estranhas pessoas que ela abrigava. A música foi gravada durante as sessões do que seria “Sgt. Pepper”, mas George Martin achou por melhor lançá-la como single junto de Strawberry Fields. Paul canta e toca piano. Alguns músicos de estúdio, como Frank Clarke, David Mason, Philip Jones tocam respectivamente, cello, trumpete alto e flauta.

Havia uma barbearia em Penny Lane, tocada pelo pelo senhor Bioletti, que afirmava ter cortado o cabelo de John, Paul e George quando crianças. Havia dois bancos (Barclays e Lloyds), um posto de bombeiros na Allerton Road e, no meio da rotatória, um abrigo. Alguns personagens, como bombeiro com um retrato da rainha no bolso, eram licenças poéticas de Paul. “Eu escrevi que o barbeiro tinha fotos de todas as cabeças que tivera o prazer de conhecer. Na verdade, ele tinha apenas fotos de diferentes cortes de cabelo. Mas todas as pessoas que passavam por lá o cumprimentavam.

“Finger pie” era uma gíria era uma gíria sexual de Liverpool incluída na canção para divertir um pouco os locais. “Era só uma piadinha para o pessoal  que gostava um pouco de sacanagem” diz Paul.

Durante muitos meses após o lançamento do disco garçonetes tiveram de agüentar pedidos de “fish and finger pie” (a gíria significa inserir um ou mais dedos na vagina de uma garota, como de fato existe uma torta de tiras de peixe, a piada estava pronta).

 

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BABY YOU’RE A RICH MAN – 11 de maio de 1967 – Na verdade, 2 músicas juntadas numa só (On of the beautiful people) de John e (Baby you’re a rich man) de Paul.

Gravada em apenas um dia , em Plympic Studios, a música foi idealizada originalmente para o desenho animado. Yellow Submarine., mas acabou sendo lançada antecipadamente como lado B do single (All You Need is Love).John canta a maior parte, tocando piano com Paul e também toca um Craviole, uma espécie de teclado. Um vibrafone é tocado por um engenheiro de estúdio e Brian Jones, dos Stones toca oboé.

 

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ALL YOU NEED IS LOVE – 14,19,23,24 de junho de 1967 –O hino da tribo hippie que estava se formando naquela época, a música foi televisionada no programa “Our World”, representando a Inglaterra na primeira transmissão via satélite. A base da música foi gravada no Olympic Studios Studios, com John tocando cravo, mas foi finalizada no próprio estúdio da Abbey Road. George Martin toca piano e uma pequena orquestra com 2 trumpetes, 2 trombones, 2 saxofones, um acordeon, 4 violinos  e dois cellos. Fazem o acompanhamento. Um coro de amigos que inclui Mick Jagger, Keith Richard,, Marianne Faithfull, Keith Moon, Graham Nash, Jane Asher, Patti Harrison e Gary Leeds ajudando no refrão. Alguns trechos de músicas conhecidas foram adicionados ao arranjo, como “Marseillaise” (o hino da França), “The Mood”, “Greensleeves” e a própria “She Loves You” cantada por Paul. O single foi lançado em 07 de julho de 1967, e chegou ao 1º  lugar 5 dias depois, permanecendo por 4 semanas.

 

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THE BEATLES ( WHITE ALBUM )
( Apple )

Produzido por George Martin
Data de lançamento UK -  22 Novembro 1968
Data de lançamento USA -  25 Novembro 1968

Lançamento em CD  -
24 Agosto 1987

 

1 - BACK IN THE USSR
2 - DEAR PRUDENCE
3 - GLASS ONION
4 - OB-LA-DI OB-LA-DA
5 - WILD HONEY PIE
6 - THE CONTINUING STORY OF
         BUNGALLOW BILL
7 - WHILE MY GUITAR GENTLY  WEEPS
8 -HAPPINESS IS A WARM GUN
9 - MARTHA MY DEAR

10 - I´M SO TIRED
11 - BLACBIRD
12 - PIGGIES
13 - ROCKY RACCOON
14 - DON´T PASS ME BY
15 - WHY DON´T WE DO IT IN THE ROAD
16 - I WILL
17 - JULIA
18 - BIRTHDAY
19 - YER BLUES
20 - MOTHER NATURE´S SON
21 - EVERYBODY´S GOT SOMETHING TO
          HIDE EXCEPT ME AND MY MONKEY
22 - SEXY SADIE
23 - HELTER SKELTER
24 - LONG LONG LONG
25 - REVOLUTION 1

26 - HONEY PIE
27 - SAVOY TRUFFLE
28 - CRY BABY CRY
29 - REVOLUTION 9
30 - GOODNIGHT



Composto basicamente durante o retiro dos Beatles na Índia, o Álbum Branco, como ficou mais conhecido, levou quase 8 meses de trabalho de estúdio. O disco mais diversificado da banda foi também o primeiro indício que o grupo estava se separando. Pelas palavras de John Lennon, 'Era John e a banda, Paul e a banda, George e a banda...'. A constante presença de Yoko e os primeiros problemas com a Apple fizeram deste um disco tenso, Ringo chegou a abandonar o grupo, mas retornou uma semana depois ... obviamente arrependido.

São 30 músicas dispostas em 2 LPs, numa coletânea de vários estilos musicais como Rock'n'Roll, Blues, Reggae, Soul, Country, Pop e mesmo uma colagem avant-garde.  'THE BEATLES' é também o adeus a fase psicodélica da banda e um prelúdio do que seria a música Pop do início dos anos 70. A própria capa, totalmente branca é exatamente o oposto do último disco 'Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band'.

O Álbum Branco  foi o último disco dos Beatles a ser lançado em versão Mono e Estéreo. Há uma variação enorme das duas mixagens, tanto que o disco em mono é 20 segundos mais curto que o estéreo. 

Acompanham o disco um poster com colagens e quatro fotos dos Beatles. O interessante é que uma minuscula foto incluida no poster, que mostra Paul .. pelado, causou mais polêmica do que a foto de John, muito maior e igualmente pelado, atendendo um telefone ao lado de Yoko.

O disco contou com os engenheiros de gravação Chris Thomas, Geoff Emerick ( que mais tarde trabalhariam com o próprio Paul ), Ken Scott e Barry Sheffield. Além das músicas do disco, os Beatles ainda gravaram nestas sessões 'Hey Jude', 'Revolution', ( que seriam lançadas em Single ), 'Not Guilty' ( música de George, não incluida no álbum e regravada em 1979 pelo próprio George em seu disco 'George Harrison' ), 'What´s The New Mary Jane' ( Outra loucura de John, tambem não incluida ). Ambas só seriam lançadas nos anos 90 no disco Anthology 3. Além destas, outras músicas foram compostas, mas só veriam a luz do dia em projetos solos dos Beatles, como 'Jubilee' ( 'Junk', no disco McCartney ), 'Child of Nature' ( ' Jealous Guy', do disco Imagine' ) e ' Circles' ( do disco 'Gone Troppo' ).

O disco foi lançado em Novembro de 1968 e alcançou o 1º lugar no dia 27 do mesmo mês, sendo o 1º álbum duplo a alcançar tal posto e ser o disco duplo de maior vendagem da história ( apesar de ter sido batido em 1977 pela trilha de 'Saturday Night Fever' ). Em 1998, uma versão do CD, com capa dupla contendo o poster e as fotos originais é lançado para comemorar o aniversãrio de 30 anos do álbum.

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BACK IN THE USSR – 22,23 de agosto de 1968 – Música de Paul inspirada claramente no grupo Beach Boys. Composta por Paul, que a canta, toca piano, guitarra e bateria dobrada (Ringo havia deixado a banda). John toca baixo e George também um baixo de 6 cordas. John e George acompanham Paul nos “ooooooohs”.

A música surgiu de um encontro dos Beatles, suas parceiras, o cantor escocês Donovan, o flautista americano Paul Horn , o Beach Boy Mike Love e Prudence Farrow (irmã mais nova da atriz Mia Farrow), quando em fevereiro de 1968 foram para a Índia para estudar meditação transcedental com o Maharishi Mahesh Yogi. (os Beatles e os Beach Boys tinham uma certa rivalidade  e cada grupo queria fazer um disco melhor que o d outro). Foi assim quando Brian Wilson ouviu Rubber Soul e a seguir fez o Pete Sounds. Quando Paul ouviu Pete Sounds ficou impressionado e isso faria com que surgisse o álbum Revolver e o Sgt. Peppers.

A gênese de Back In The USSR partiu  um comentário de Mike Love para Paul durante um café da manhã: “Não seria divertido fazer uma versão soviética de Back In The USA?”, referindo-se ao single chauvinista de 1959 em que Chucky Berry declara como está feliz por voltar aos EUA.

Paul seguiu então a sugestão de Love e criou uma paródia que fazia pela USSR o que Berry tinha feito pelos USA. A música contudo perturbou os americanos conservadores porque em tempos de Guerra Fria e conflito no Vietnã ela parecida celebrar o inimigo. Um trecho deixou os anticomunistas sem palavras: “You don’t know how Lucky you are boy/back in the USSR” (Você não sabe a sorte que tem garoto/de volta a USSR).

Mas Paul declarou em 1968 que a música era uma canção de política da boa visinhança. “Eles gostam de nós por lá. Memso que os chefes no Kremlin não gostem os garotos gostam”.

 

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DEAR PRUDENCE – 28,29,30 de agosto de 1968 – Música de John. Outra sem a presença de Ringo. Paul toca baixo, bateria, e piano e John utiliza pela primeira vez o dedilhado de guitarra que ele aprendera com Donovan (que seria uma de suas marcas registradas).

A música é direcionada à Prudence Farrow que tinha ido junto com eles para o curso de meditação transcedental na Índia, e era um apelo para que ela saísse dês seus períodos de meditação excessivamente longos e relaxasse com o resto do grupo.

No final da versão demo, John continua tocando violão e diz: “Ninguém tinha como saber que mais cedo ou mais tarde ela ficaria completamente desvairada sob os cuidados do Maharishi Mahesh Yogi. Todos em volta estavam preocupados porque ela estava enlouquecendo, então nós cantamos para ela.

Prudence hoje casada e vivendo na Flórida onde dá aulas de meditação, nega que estivesse louca, mas concorda que era mais fanática que os outros do grupo.

“Foi George que me falou da música dizendo no final do curso quando estavam indo embora, que haviam feito uma canção sobre mim, mas eu so ouvi quando ela foi lançada no álbum. Fiquei lisonjeada, foi um gesto muito lindo”, disse Prudence.

 

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GLASS ONION – 11,12,13 de setembro, 10 de outubro de 1968 – Em uma época de mudanças sociais tão rápidas e intensas, os Beatles muitas vezes eram vistos como profetas, e cada música era ouvida e analisada em busca de símbolos e alusões.

Quem era o homem-ovo em “I Am The Walrus”? O chá de “Lovely Rita” era mesmo de maconha? “Henry Horse” era gíria para heroína?.

“Glass Onion” era uma resposta jocosa de John àqueles analisavam sua obra em busca de significados ocultos e começou a fazer a música usando imagens de algumas das canções mais enigmáticas dos Beatles. “Strawberry Fields Forever”, There’s A Place”, “Within You Without You”, “I Am The Walrus”, “Lady Madonna”, “The Fool On The Hill” e “Fixing A Hole”.

Em Glass Onion ele afirmou de brincadeira que a morsa em I Am The Walrus era Paul (em agumas culturas, a morsa era o simbolo da morte, o que foi entendido como uma confirmação para quem acreditava que Paul tinha morrido em um acidente de carro em 1966 e sido substituído por um sósia).

“Glass Onion” era o nome que John queria usar para The Iveys, banda que assinou contrato com a Apple em julho de 69.

Os Iveys não gostaram do nome e em vez disso passaram a se chamar de Bad Finger, por causa de “Badfinger Boogie”, título original de “With A Little Help From My Friends”.

 

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OB-LA-DI OB-LA-DA – 03,04,05,08,11,15 de julho de 1968. O primeiro reggae escrito por Paul, esta música recebeu duas versões, a primeira, mais acústica, foi descartada e só apareceria no disco Anthology 3. O grupo Marmalade (e não os Beatles) conseguiram notoriedade com uma gravação da música, alcançando o 1º lugar. Paul canta, toca baixo e piano

Jimmy ficou incomodado por Paul ter usado seu lema e queria receber direitos e Paul respondeu “Qual é Jimmy? É só uma expressão. Se você tivesse escrito a música, poderia receber uma parte”.

Jimmy acabou tocando conga na gravação de  em 05 de julho de 1968, única ocasião em que trabalhou com os Beatles onde levou um papel para Paul saber como soletrar a palavra.

 

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WILD HONEY PIE – 20 de agosto de 1968 – Mais um link do que uma música, é mais uma experiência de Paul no estúdio de gravação. Ele toca todos os instrumentos nessa faixa de 53 segundos.

A letra mais curta e repetitiva dentre todas as criadas pelos Beatles, “Wild Honey Pie” surgiu de uma cantoria espontânea em Rishikesh. “Era só um fragmento de uma música instrumental sobre a qual não sabíamos quase nada. Mas Pattie Harrison gostou muito dela, então decidimos mantê-la no álbum”, diz Paul.

Pura coincidência, Mike Love tinha sido co-autor de uma das faixas dos Beach Boys intitulada “Wild Honey”, pouco tempo antes.

 

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THE CONTINUING STORY OF BUNGALLOW BILL – 08 de outubro de 1968 – Música de John gravada em apenas um dia. Uma das últimas bem-humoradas músicas dele no espírito de 67, sobre uma caçada de tigres na Índia. John canta e pela primeira vez, Yoko empresta sua voz a uma frase da canção. Mauren Starkey (esposa de Ringo) ajuda nos vocais. Chris Thomas toca Mellotron e aparentemente o solo de violão da introdução não é feito por nenhum dos Beatles, mas tirado dos arquivos da EMI.

Diz a letra “went out tiger hunting with his elephant and gun. In case of accidents he always, took his mum” (foi caçar tigre com seu elefante e sua arma. Em caso de acidentes, ele sempre leva sua mãe).

Foi escrita por John na Índia e conta a história verídica de Richard Cooke III, um jovem universitário americano que foi visitar a mãe Nancy no curso em Rishikesh.

A caça ao tigre a que se refere a música aconteceu a três horas de Rishkesh.

Cooke e sua mãe viajaram de elefante e depois se esconderam em uma árvore sobre uma plataforma de madeira para esperar a chegada do tigre.

“Quando ele veio, Cooke deu um tiro que atravessou a orelha do tigre”, recorda Nancy.

Bungallow Bill era uma alusão a Buffalo Bill, o nome artístico do cowboy americano Willian Frederick Cody (1846-1917), que, no pós-guerra, virou herói de uma história em quadrinhos para jovens. Tornou-se “Bungalow” porque toda acomodação em Rishikesh era em bangalôs.

Cooke não sabia nada sobre a música até começar a receber cartões-postais dizendo “Hey Bungalow Bill. What did you kill?” (Hey Bungallow Bill. O que você matou?).

 

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WHILE UM GUITAR GENTLY WEEPS – 05, 06 de setembro de 1968 – O primeiro grande sucesso de George nos Beatles. Uma versão acústica fora gravada antes, mas descartada para dar lugar a esta versão mais pop. George canta e toca violão. John toca órgão Hammond. O solo de guitarra é de Eric Clapton, convidado por George para amenizar o clima pesado que começava a pintar no estúdio.

George estava lendo o I Ching o livro chinês das mudanças, e decidiu aplicar os princípios do acaso às suas composições. Na casa de seus pais, ele pegou um livro da estante com o intuito de escrever uma música baseada nas primeiras palavras que encontrasse. As palavras foram “Gently Weeps” (chora delicadamente).

A gravação teve início em julho de 1968 , mas ele achou que os demais Beatles não estavam demonstrando interesse pela música.

 

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HAPPINESS IS A WARM GUN – 25, 25 de setembro de 1968 – Música de John, e talvez a mais complicada complicada já gravada pelos Beatles. Inspirada na frase de capa de uma revista de armas, “Felicidade é uma arma quente”, acabou soando como tragédia 12 anos mais tarde. Na verdade a música é uma junção de 3 ou 4 músicas inacabadas, e os Beatles fizeram questão de gravá-la assim como John tocava, sem um compasso definido, passando de ¾ a 4/4  o tempo todo.

John tinha três composições inacabadas que não levavam a lugar algum.

A primeira era uma série de imagens aleatórias de uma noite de ácido com Derek Taylor, Neil Aspinal e Pete Shotton, na casa alugada por Taylor. John queria que eles o ajudassem com frases. Queria saber como descrever uma garota muito esperta e Taylor lembrou de uma expressão de seu pai que dizia “She’s not a girl Who mises much” (Ela não é uma garota que perde muita coisa). Depois lembrou de um cara que gostava de usar luvas de pele porque dava uma sensação diferente  quando saia com a namorada e isso gerou o verso “She’s well acquainted with the touch of the velvet hand” (Ela conhece bem o toque de uma mão aveludada) “Like a lisard on a window pane” ( Como uma lagartixa no vidro da janela).

Taylor continua: “The man in the crowd with multicoloured mirrors on his hobnail boots” (o homem na multidão com espelhos multicoloridos em suas botas de tacha), veio de um torcedor de futebol de Manchester City que foi preso por colocar espelhos na biqueira do sapato para poder ver por baixo da saia das garotas.A parte de Liying with his eyes while his hands wine working over time” ( descansando com os olhos enquanto as mãos estão fazendo hora extra), veio de outra matéria sobre um homem que usava uma capa. Ele se apoiava no balcão das lojas enquanto sobre a capa usava as mãos para roubar coisas que enfiava em um saco enrolado na cintura. “Soap impressiono f his wife” (uma impressão lavada da esposa) Tyalor não sabe de onde surgiu.

A segunda parte começa com “I need a fix” (eu preciso de um gole) e veio da relação com Yoko que tinha o papel maternal e segundo dizem, dominador na vida de John e em quase toda a relação ele se referia a ela como “Mother”.

A terceira parte foi inspirada em algo que George Martin mostrou a John em uma revista americana sobre armas, e, em sua cópia de partitura ele escreveu “dirty old man”, “The Junkie” e “The Gunman” (velho tarado), (o drogado) e pistoleiro).

 

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 MARTHA MY DEAR – 04,05 de outubro de 1968 – Homenagem de Paul a sua cadela Martha, gravada nos estúdios Trident, é uma faixa no estilo das big bands. Paul toca piano acompanhado de sopros e violino.

O nome Martha veio da sheepdog de dois anos de Paul, mas a música é um apelo a uma garota que sempre foi musa do cantor: ele pede que ela se lembre dele porque acredita nasceram um para o outro.

Em janeiro de 1968, Paul e Jane Asher anunciaram que se casariam naquele ano, mas Paul começou a sair com outras garotas enquanto Jane estava fora atuando, e, em julho ela cancelou o noivado.

“Nós ainda nos vemos e nos amamos, mas não deu certo”, Jane declarou “Talvez sejamos namorados de infância que se encontram de novo e se casam aos 70 anos”.

A música começou com um exercício de piano para as duas mãos. Ao explicar o surgimento da música em 1968, ele afirmou: “Basicamente eu crio uma melodia e algumas palavras surgem na minha cabeça. Nesse caso, acabou sendo “Martha My Dear”, Elas não significam nada. Eu nem tento fazer comentários sérios. Você pode analisar o que quiser, mas é só uma música. Sou eu cantando para a minha cachorra.

 

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I’M SO TIRED – 08 de outubro d 1968 – Quase uma continuação de “I’m Only Sleeping”. Música de John, que canta, gravada em um dia só.

Durante a permanência dos Beatles em Rishikesh, havia palestras de noventa minutos todos os dias e boa parte do tempo restante era ocupada pela meditação. Esperava-se que os alunos aumentassem seus períodos de meditação conforme a técnica melhorasse. Uma pessoa do curso afirmou ter feito uma sessão de 42 horas.

John descobriu que essa vida de calma e de autoassimilação significava que ele não conseguia dormir à noite e, consequentemente começou a ficar muito cansado durante o dia.

“I’m So Tired”, escrita depois de três semanas na Índia, também era sobre as coisas de que ele estava começando a sentir falta. A Academia de Meditação não tinha álcool nem drogas, e a cabeça de John estava voltada para seus amados cigarros e a possibilidade de beber. Às vezes, algum amigo levava um pouco de vinho clandestinamente.

Yoko era de quem ele mais sentia falta. O casal ainda não tinha começado uma relação de fato porque John não sabia como terminar seu casamento. Ele contemplou brevemente a idéia de convidá-la para ir à Índia, mas se deu conta de que as complicações de ter Cynthia e Yoko no mesmo local  seriam grandes demais.

 

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BLACKBIRD – 11 de junho de 1968 – Outra balada solo de Paul. Ele canta e toca violão, acompanhado apenas de uma marcação e de um canto de passarinho, tirado das fitas da EMI.

Existem várias versões em torno da verdadeira história dessa canção. Uma delas é que Paul acordou cedo um dia em Rishikesh para ouvir um melro preto cantar, pegou o violão para também transcrever  canto do pássaro e criou a música.

Também há quem diga que inspirado pelas notícias dos conflitos raciais nos EUA ele traduziu o esforço das minorias raciais que começavam a se impor (a imagem de um pássaro com as asas quebradas tentando voar).

Paul confirmou que estava mesmo pensando na situação racial dos EUA e a escreveu para encorajar as mulheres negras oprimidas. O temo “Blackbird” para se referir às pessoas de origem africana é usado desde a época do mercado de escravos, sempre de forma pejorativa.

 

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PIGGIES – 19, 20 de setembro, 10 de outubro de 1968 – Estranho, depois de 2 anos de músicas com influências indianas ouvir essa música bem-humorada de George. Mais uma sátira social. A voz de George é alterada em alguns trechos. Chris Thomas toca cravo, e a única contribuição de John na música é o grunhido do porco. Violinos fazem o fundo.

George falou de “Piggies” como um “comentário social”, mas a música foi um pouco além da simples zombaria da classe média ao chamá-la de “porcos”. “Pigs” era uma expressão de escárnio na Inglaterra da década de 1960 e geralmente ficava reservada à polícia. Os porcos também foram os animais escolhidos por George Orwell em Revolução dos bichos para representar os líderes tiranos.

 

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ROCKY RACCOON – 15 de agosto de 1968 – Música de Paul, como no seu estilo, conta uma história sobre um sujeito do velho oeste. Composta na Índia, Paul toca violão, John harmônica, George baixo e o piano Honky Tonky é tocado por George Martin.

“Rocky Raccoon” era um faroeste musical que Paul escreveu na Índia. Ela se passa nas montanhas da Dakota (provavelmente por causa da música de Dóris Day “Black Hills of Dakota”, do filme Ardida como pimenta e conta a história do jovem Rocky, cuja namorada, Nancy Magill foge com Dan e tenta atirar nele, mas seu oponente é mais rápido. Depois disso, Rocky é atendido em seu quarto de hotel por um médico cheirando a gin.

 

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DON’T PASS ME BY – 30 de agosto de 1968 – Primeira música composta por Ringo num disco dos Beatles. Ringo canta e toca piano, além da bateria. Aparentemente parte da música já existia em 1964, mas só foi finalizada para o álbum branco. O violino é tocado por Jack Fallon, músico de estúdio. A versão do disco em mono é radicalmente diferente da versão em estéreo.

Até então Ringo tinha participado nas composições da banda o título de “A hard day’s night” e de “Tomorrow Never Knows”, além de alguma contribuição musical em “Flying” e “What Goes On”.

Quando perguntaram em dezembro de 1967 se ele tinha alguma aspiração como compositor, Ringo respondeu: “Eu tento. Tenho um violão e um piano e toco alguns acordes, mas são só ‘chinga-lingas’. Para mim, nenhuma melodia boa sai dali”.

 

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WHY DON’T WE DO IT IN THE ROAD – 09 e 10 de outubro de 1968 – Música de Paul, que toca todos os instrumentos (experiência que ele adotaria para gravar seu 1º disco, (McCartney). John a considera uma das melhores músicas de Paul apesar de ter apenas 2 frases, de sentido dúbio.

Paul teve a idéia para essa música na Índia quando viu dois macacos copulando a céu aberto. Ele ficou impressionado pela maneira aparentemente descomplicada como os animais se acasalam em comparação com as regras, rituais e hábitos do sexo humano. O título da música vem bem a calhar. (porque não fazemos na estrada?).

 

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I WILL – 16, 17 de setembro de 1968 – Balada de Paul, que toca violão, com os outros Beatles ajudando na percussão.

Paul demorou 67 takes para acertar “I Will” em 16 de setembro de 1968.

Ringo tocou pratos e maracás, e John marcou o ritmo com um pedaço de madeira. Foi a primeira das músicas de Paul sobre Linda, e ele ainda estava fazendo acréscimos e mudando versos durante a gravação.

Não é uma surpresa que haja certa ansiedade na letra, provocada, sem dúvida pela descoberta de que Linda e a filha dela chegariam a Londres na semana seguinte. Até então, Paul só havia encontrado Linda em Londres na época de Sgt. Peppers e em duas visitas aos EUA depois disso, mas obviamente acreditava saber o suficiente sobre ela para se sentir confiante em oferecer seu amor “forever and forever” (para todo o sempre).

Paul havia começado a música na índia, mas, descontente com a letra original, ele a jogou fora e começou de novo.

 

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JULIA – 1ª e única faixa solo de John em toda a história dos Beatles. Uma homenagem a sua mãe, Julia.  Apesar de não estar creditada, Yoko ajudou em algumas frases. A última música gravada para o álbum branco, com John cantando e tocando guitarra.

Embora muitas músicas de John tenham vindo do trauma de perder a mãe na adolescência, foi a primeira vez que ele tratou do tema diretamente em cima de uma canção dos Beatles.

Mas, apesar da música ser sobre sua mãe, também era uma mensagem cifrada para o seu novo amor, Yoko.

“A ocean child” (filha do oceano) que John diz que está chamando, claramente é uma referência a Yoko, cujo nome em japonês significa (filha do oceano).

 

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BIRTHDAY – 18 de setembro de 1968 – Composta após assistirem a um filme de rock, esta é uma das últimas músicas genuinamente Lennon/McCartney. Paul e John cantam e Yoko e Pattie fazem o coro. Paul toca piano.

Foi escrita nos estúdios de Abbey Road. Paul tocou a melodia básica ao piano e John diz que Paul estava pensando em Happy, Happy Birthday, um hit de 1957 nos EUA de Tuneweavers, mas queria produzir algo contemporâneo e rock and roll. Além disso, faltavam apenas seis dias para o aniversário de 26 anos de Linda Eastman, e Paul sabia que ela chegaria em Londres na semana seguinte, a tempo da comemoração.

Todos incluíram  versos e Yoko e Pattie Harrison  ajudaram com os backings.

 

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YER BLUES -  13,14,20 de agosto de 1968 – Música dolorosa de John, que mais tarde levaria este estilo para seu disco “Plastic Ono Band” e o single ‘Cold Turkey’. John no mesmo ano tocaria esta música no especial dos Rolling Stones “Rock and Roll Circus”.

Era a música mais desesperada que John já tinha escrito e representa um grito de socorro angustiado para Yoko. John sentia que estava quase acabando, seu empresário estava morto, e ele agora cogitava terminar seu casamento.

Ele era leal à Cynthia, e ainda assim sabia que em Yoko havia encontrado seu par artístico e intelectual. Ela era, diria ele posteriormente, a garota que sempre sonhou encontrar, a garota que imaginava quando escreveu “Girl”.

Durante o período em Rishikesh , John e Cynthia ficavam separados muitas vezes porque tinham rotinas de meditação diferentes, e foi só no vôo de Nova Délhi para Londres que John falou a Cynthia sobre suas escapadas nos seis anos de casamento. Ela ficou chocada. “Nunca imaginei que ele tivesse sido infiel durante nossa vida de casados. Ele não tinha me dito nada. É claro que eu sabia que fazer turnês no exterior e estar cercado por todas as tentações que um homem pode querer seria impossível de resistir. Mas, mesmo assim, a minha cabeça não aceitava o inevitável. Não havia nada de concreto, nenhum sinal.

John afirmaria mais tarde que o dilema da separação de a ele ímpetos de suicídio. Na música, ele se compara ao Mr. Jones, testemunha central em “Ballad Of A Thin Man”, de Dylan. Musicalmente “Yer Blues” era um indício da direção que ele tomaria em sua carreira. Pós-Beatles.

 

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MOTHER NATURE SON – 09, 20 de agosto de 1968 – Composta por Paul na Índia às 3 da manhã, com ele tocando violão acompanhado por sopros.

Paul e John escreveram suas músicas depois de ouvir uma palestra do Maharishi sobre a unidade do homem com a natureza, mas “Mother Nature Son” , de Paul, seria a escolhida para entrar no disco.

A canção de John, “A Child Of Nature”, fazia observações semelhantes sobre o sol, o céu, o vento e as montanhas, mas, enquanto Paul ficcionalizou sua reação ao escrever na voz de um personagem , “um pobre rapaz do campo”. John escreveu sobre si mesmo “na estrada para Rishikeshi”.

John gravou uma demo de “A child Of Nature” em maio de 1968, mas os Beatles não a gravaram. Três anos depois, com uma nova letra, ela se tornou “Jealous Guy”.

 

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EVERYBODY’S GOT SOMETHING TO HIDE EXCEPT ME AND MY MONKEY – 26, 27 de junho, 01,23 de julho de 1968 – Baseada em um desenho que mostrava John com um macaco nas costas com a cara de Yoko. Foi originalmente chamada ‘Come On, Come On’... Mas John achou melhor dar-lhe esse título.

Ela foi construída a partir do título. John afirmou que era uma clara referência à sua relação com Yoko: “Era só um belo verso que transformei em canção. Todos pareciam estar paranóicos, com excessão de nós dois, que estávamos loucos de amor... todos à nossa volta pareciam tensos”.

O rápido “come on, come on, come on...” do refrão é parecido com o que ficou conhecido como “refrão gorgolejado” da faixa “Virgin Forest”, do Fugs, lançada em The Fugs ‘Second Album’ (1966).

Barry Miles, na época à frente da Indica Bookshop, fornecia aos Beatles os últimos lançamentos alternativos dos EUA, incluindo o trabalho de The Fugs.

 

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SEXIE SADIE – 13,21 de agosto de 1968 – Referência ao Maharishi, que provocou suspeitas de estar dando em cima das mulheres do grupo de meditação  no retiro da Índia. John canta e toca guitarra com George, Paul toca baixo e piano. Parte da música foi retirada na edição.

Parece ser uma canção sobre uma garota que engana os homens só para fazê-los de bobos mas, é sobre Maharishi Mahesh Yogi, depois que John se desiludiu com ele, que segundo dizem estava interessado no dinheiro deles, além de ter dado em cima das mulheres do curso de meditação e os Beatles disseram ao guru que estavam se retirando do curso. O guru perguntou o porque daquela decisão e John em tom sarcástico disse: “Bem, se você é tão cósmico, deve saber o porque”.

Esses cursos eram feitos para pessoas que tinham experiência e uma formação sólida sobre meditação, o que não era o caso dos Beatles. George estava realmente envolvido, mas Ringo não estava nada interessado em filosofia oriental. John sempre foi cético e Paul era tranqüilo e teria acompanhado qualquer decisão.

 

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HELTER SKELTER – 09, 10 de setembro de 1968 – Um dos primeiros “Heavy Metals” da história e uma das músicas mais pesadas de Paul McCartney. Originalmente a música foi gravada como uma Jam, mas a versão ouvida no disco é outra. Paul canta, John toca baixo e “tenta” tocar saxofone com Mal Evans. A versão em mono da música é quase um minuto menor,e suprime a frase “I’ve got blisters on my fingers” de Ringo.

Paul queria escrever algo que realmente enlouquecesse as pessoas e quando gravaram “Helter Skelter” pela primeira vez em julho de 1968, os Beatles o fizeram em um take de quase uma hora.

Do nada eles voltaram a ela em setembro e produziram uma versão mais curta. No final  Ringo pode ser ouvido gritando “ I’ve got blisters on my fingers” (Estou com bolhas nos dedos).

A maioria dos ouvintes britânicos sabia que Helter Skelter era um escorregador em espiral, mas Charles Mason, que ouviu o White Álbum em dezembro de 1968, achou que os Beatles estavam alertando os EUA sobre um conflito racial que estava (descendo, ou surgindo rápido) “ Coming down fast”. Na imaginação de Mason os Beatles eram os quatro anjos mencionados no Livro das Revelações do Novo Testamento, que através de suas músicas estavam dizendo a ele e a seus seguidores que se preparassem para o holocausto que estava por vir, fugindo para o deserto.

Mason se referia a essa futura rebelião como “helter skelter”, e os rabiscos feitos com sangue dessas palavras na cena de um dos assassinatos foram outra pista fundamental para a subseqüente investigação policial.

 

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 LONG LONG LONG – 07,08,09 de outubro de 1968 – Música de George, que canta, e mais uma com a ausência de Lennon. O ruído no final da música é uma xícara de chá vibrando sobre um amplificador de guitarra.

Mas que qualquer outro Beatle, George se inspirava para compor ao ouvir outras músicas. Os acordes de “Long, Long, Long” foram sugeridos pela misteriosa canção de Bob Dylan “Sad Eyed Lady Of The Lowlands”. Ele ficou fascinado com o movimento de ré para mi menor, para lá e de volta a ré e queria escrever algo parecido. Ele rabiscou a letra nas  páginas vazias de uma agenda semanal de 1968 e a chamou de “It’s Been A Long Long Long Time” que se tornou o título provisório.

“Long Long Long” soa como uma simples canção de amor, mas, de acordo com George, o “você” em questão aqui é Deus. George foi o primeiro Beatle a demonstrar interesse pela religião oriental e o único a mantê-lo depois que os demais se desiludiram com o Maharishi após a visita à Índia. No entanto, George mudou seus vínculos, se distanciou do Maharishi e da meditação transcedental e aderiu publicamente á Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna. Mais tarde, transformou o mantra Hare Krishna em um single de sucesso.

 

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REVOLUTION I – 30,31 de maio, 04,21 de junho de 1968 – Na verdade, esta seria a Revolution original, pois foi gravada antes da versão barulhenta (e mais conhecida). Eis porque ser chamada de nº 1. John canta, e Paul toca piano, junto com sopros.

O Verão do Amor deu lugar à Primavera da Revolução. Em março de 1968, milhares de pessoas marcharam em frente à Embaixada Americana em Londres para protestar contra a Guerra do Vietnã.

Em maio, estudantes fizeram uma manifestação em Paris. Ao contrário de Mick Jagger que participou de uma marcha, John assistiu a esses eventos de sua casa.

Ele começou a trabalhar na música na Índia e a terminou em casa, Ele a mostrou para Paul como um single em potencial, mas Paul disse que não era suficientemente comercial.

Não era a canção de um revolucionário e sim de alguém pressionado pelos revolucionários a declarar sua aliança.

John, o Beatle de maior consciência política e mais esquerdista, tinha se tornado alvo de grupos leninista, trotekista, e maoísta, que achavam que ele devia apoio às suas causas.

John não acreditava em revolução violenta e citou exemplos em uma entrevista à revista Keele University.

“A destruição do sistema existe faz tempo. O quee ela conseguiu? Os irlandeses fizeram, os russos fizeram e os franceses fizeram. Aonde isso os levou? A lugar nenhum.

Em 1980 ele disse que “Revolution” continuava sendo a expressão de sua visão política “Não contem comigo se for para a violência. Não esperem me ver nas barricadas, a não ser que seja com flores”

 

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HONEY PIE – 01,02 e 04 de outubro de 1968 – Outra música hollywodiana de Paul, que toca piano e canta. George toca guitarra e John baixo. Uma pequena orquestra com 15 instrumentos é regida por George Martin.

Era um tributo de Paul para seu pai. Jim McCartney. “Meu pai sempre tocou músicas antigas ótimas como essa, e eu gostava delas. “Eu gostaria de ter sido compositor nos anos 1920 porque gosto dessa coisa de fraque e cartola”, Paul declarou.

Assim como acreditou que “Helter Skelter tinha sido escrita para ele pessoalmente, Charles Mason voltou  encontrar instruções em “Honey Pie”. Afinal ela era endereçada às pessoas nos EUA, convidando-as a revelar a magia de sua “Hollywood song”.Mason vivia perto de Lons Angeles. Não era óbvio?

 

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SAVOY TRUFFLE – 03,05,11,14 de outubro de 1968 – Composta por George, inspirada em uma caixa de chocolates, que seu amigo Eric Clapton adorava ter em casa. Muito que se diz na música são nomes de chocolates, e há uma referência à música Ob-La-Di Ob-La- Da. 2 saxes barítonos e 4 tenores fazem os sopros de fundo.

George tornou-se amigo de Eric Clapton desde que os dois se conheceram em 1966, e Savoy Truffle era uma canção divertida sobre o amor de Clapton por chocolate. O hábito contribuiu para a deterioração dos dentes de Clapton, e George resolveu alertar o amigo de que, mais um chocolate com recheio cremoso, ele teria de extrair os dentes..

A letra é feita com os nomes exóticos dados a cada chocolate do sortimento da Mackintosh Good News, como Creme Tangerine, Montelimar, Ginger Sling e Coffee Dessert. Savoy Truffle era um dos nomes originais, ao passo que Cherry Cream e Coconut Fudge foram inventados para se encaixar na música.

Derek Taylor ajudou em um trecho sugerindo o título de um filme que tinha acabado de ver, You Are What You Eat, feito por dois de seus amigos americanos. Alan Pariser e Barry Feinstein. Não deu muito certo então George mudou para “you know that what you eat you are” (você sabe que você come o que você é).

 

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CRY BABY CRY – 16,18 de julho de 1968 – Uma das últimas canções de John inspirada em Lewis Carrol. John canta e toca violão, e no final um trecho da música ‘Can You Take Me Back’ (das sessões de gravação de I Will) é incluída.

Em 1968, quando Hunter Davies terminava a biografia da banda, John disse a ele: “Tenho outra (canção) aqui, poucas palavras, acho que foram tiradas de uma propaganda: “Cry Baby Cry, Make  your mother buy” (chore bebê, chore, faça sua mãe comprar). Eu estava tocando no piano. Deixei para lá agora. Ela vai vir se eu realmente quiser”. Donovan se lembra de John trabalhando nela na Índia. “Acho que as imagens foram sugeridas pelas minhas músicas de contos de fadas. Tínhamos nos aproximado muito na troca de vibrações musicais”.

Parcialmente baseada na rima infantil “Sing a Song of Sixpence” e, através da propaganda, pela provocação dos parquinhos “Cry baby Cry” , /Suck a finger in your eye/ And tell your mother it wasn’t I” ( Chore bebê chore/Enfie um dedo no olho/e diga á sua mãe que não fui eu), a canção inclui personagens criados por John como a Duquesa de Kirkaldy e o Rei de Marigold. Kirkaldy fica em Fife, Escócia, e era lá que John costumava fazer uma parada a caminho de Durness quando ia passar férias em família durante sua infância.

 

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REVOLUTION 9 – 30,31 de maio 04,06,10,11,20,21 de julho de 1968 – Apesar do título, essa faixa não tem nada a ver com ‘Revolution’ e ‘Revolution I’. Na verdade é apenas uma colagem de ruídos, fitas ao contrário, comentários sem sentido e muita loucura. Mais John e Yoko do que Beatles, essa faixa com certeza deve te gerado uma torcida de nariz de George Martin, assim como os outros Beatles.

Por se tratar apenas de colagens de ruídos e gritaria, não há música a ser colocada aqui.

 


GOODNIGHT – 28 de junho, 02, 22 de julho de 1968 – Esta NÃO é uma música de Paul McCartney, e sim de John Lennon. Balada composta para Ringo, não teve nenhuma participação dos outros Beatles. Apenas John acompanhou a gravação, Ringo canta acompanhado de uma orquestra de 30 componentes, regida por George Martin. Um alívio para os ouvidos que saíram da faixa anterior, e um ótimo desfecho para o disco.

É certamente a canção mais melosa de John. Se fosse de Paul, John a teria considerado uma porcaria mas seu comentário final foi que a música talvez fosse “exagerada”. John afirmou tê-la escrito para Julian como uma canção de ninar, assim como, 12 anos depois, ele escreveria “Beautiful Boy” para seu segundo filho, Sean. A melodia parece ter sido “inspirada” em “True Love”, de Cole Porter, canção do musical High Society que se tornou um sucesso com Bing Crosby e Grace Kelly.

Julian na sabia que John havia escrito a música para ele até ser entrevistado para o livro “The Beatles – A história por tras de todas as canções” de Steve Turner, Isso provavelmente se deve ao fato de seus pais terem se separado poucas semanas depois da sua composição.

 

 

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YELLOW SUBMARINE
( Apple )

Produzido por George Martin
Data de lançamento UK -  17 Janeiro 1969
Data de lançamento USA -  13 Janeiro 1969

Lançamento em CD  -
24 Agosto 1987
1 - YELLOW SUBMARINE
2 - ONLY A NORTHERN SONG
3 - ALL TOGETHER NOW
4 - HEY BULLDOG
5 - IT´S ALL TOO MUCH
6 - ALL YOU NEED IS LOVE


7 - PEPPERLAD*
8 - SEA OF TIME* 
9 -
SEA OF HOLES* 
10 -
SEA OF MONSTERS* 
11 -
MARCH OF THE MEANIES* 
12 -
PEPPERLAND LAID WASTE* 
13 -
YELLOW SUBMARINE IN PEPPERLAND* 
                                   (   * George Martin Orchestra  )

O mais atípico dos discos dos Beatles, 'Yellow Submarine' foi lançado como sendo  a trilha sonora do desenho animado de mesmo nome.Porém, os Beatles pouco tiveram a ver com este  projeto. A grande maioria das músicas ouvidas no filme são antigas e já conhecidas, e das inéditas, algumas são sobras não aproveitadas de discos anteriores. Por essa razão, o LP possui apenas 4 músicas inéditas, 2 já lançadas anteriormente, e um lado do disco inteirinho destinado a George Martin e sua orquestra.

A idéia do que seria o 3º filme para o cinema dos Beatles vem logo após a conclusão de 'Help!', e em 1967 o trabalho de pré-produção começou, baseada na música 'Yellow Submarine' e no disco 'Sgt. Pepper'. O filme foi produzido por Al Brodax, com roteiro de Lee Minoff. Fora uma breve aparição dos Beatles nos últimos minutos do filme, o trabalho do grupo foi de apenas ceder as músicas. Mesmo as vozes do desenho são dubladas por atores, e não por eles.

Originalmente o álbum deveria ser lançado em Dezembro de 68, mas só saiu em Janeiro de 69. O LP apenas alcançou o 3º lugar nas paradas, talvez pelo fato do 'White Album' ainda estar ocupando o 1º. Em 1999 o Filme foi remasterizado e lançado em DVD, e para acompanhá-lo, a trilha sonora foi relançada com o título de 'Yellow Submarine Soudtrack', com todas as músicas incluídas e remixadas, deixando a trilha de George Martin de fora.

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YELLOW SUBMARINE - 26 de maio e 01 de junho de 1966 - Lançada originalmente em 1966 é a mesma versão que aparece no disco "Revolver" .

 

 

 


ONLY A NORTHERN SONG – 13, 14 de fevereiro, 20 de abril de 1967 – Música de George Harrison que deveria ser incluída no disco ‘Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band’. De nível duvidoso, foi substituída por George Martin por outra música sua ‘Within You Without You’ . Referência a ‘Northerrn Songs’, a companhia que detinha os direitos das músicas de Lennon/McCartney e algumas de Harrison que canta esta estranha música, acompanhado de um órgão Hammond e um trumpete.

Nessa música George reclama que não importava o que ele escrevesse por que a maior parte do dinheiro ia para o bolso de outras pessoas. Só depois que o grupo se desfez ele se expressou publicamente sobre como se sentia mal com a pouca atenção dos outros rapazes com suas composições.

“No começo era ótimo ter uma música em cada álbum (nossa eu também estou participando), depois de um tempo comecei a me ressentir disso, especialmente quando tinha boas músicas. Às vezes as minhas eram melhores do que as deles e tínhamos que gravar umas oito deles antes mesmo que ouvissem as minhas”, comentou George.

 

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ALL TOGETHER NOW – 12 de maio de 1967 – Composta por Paul com o filme na cabeça, é uma música para crianças. John faz algumas intervenções no meio e no coro todos os Beatles se juntam. Paul toca violão e John gaita de boca (há muito tempo abandonada).

Foi escrita no estúdio e Paul foi seu principal compositor. A idéia era que fosse outra ‘Yellow Submarine’, e John ficou satisfeito quando ouviu as torcidas de futebol da Inglaterra cantando a música.

Um dos efeitos de psicodelismo era a renovação do interesse pela inocência da infância, e as rimas começaram a afetar o trabalho pós-Papper dos Beatles. Iona Opie, folclorista e editora do The Oxford Dictionary of Nursery Rhymes, acredita que, quando as frases soam tão familiares, atraem mais memória compartilhada: ao posso distinguir nenhuma influência particular em ‘All Together Now’, ela afirma.

“Existem tantas rimas da ABC e há diversas rimas como ‘one,two,three,four, Mary at the cortage door” (um,dois,três,quatro, Mary na porta da cabana), que estão muito próximas. A música parece ter saído de um inconsciente universal”.

Paul confirma tê-la tirado das músicas para criança (“É uma cantiga de brincadeira”), mas diz que também estava brincando com o significado de “all together now” (todos juntos agora), que podia tanto ser um convite para que todos cantassem em uníssono quanto um slogan para a unidade mundial.

Paul Horn se lembra da música sendo cantada enquanto eles estavam na Índia, mas em vez de “H,I,J I Love You” era “H,I,Jai Guru Dev”, em homenagem ao mestre espiritual do Maharishi.

 

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HEY BULLDOG – 11 de fevereiro de 1968 – Ironicamente a melhor música do filme foi cortada na versão original. John a compôs, com alguma reminiscência do ano de 1967. Um vídeo foi feito enquanto os Beatles gravavam esta faixa. Quase uma Jam, não havia nenhuma referência a um Bulldog na letra da música (e sim Bullfrog – sapo boi). Paul começa a latir para divertir John e este imediatamente inventa o título numa das mais rápidas gravações dos Beatles.

Foi gravada quando os Beatles estavam no Abbey Road para fazer um filme promocional de “Lady Madonna”. Paul sugeriu que em vez de perder tempo, fingindo gravar “Lady Madonna”, eles gravassem algo novo, e John levou uma letra inacabada que tinha escrito para Yellow Submarino. Ele explicou aos outros como imaginava a música e todos começaram a dar sugestões para a letra. Um verso que John tinha escrito – “Some kind of solitude is measured out in news” (algum tipo de solidão é medido nas notícias) foi lido errado e saiu “Some kind of solitude is measured out in you” (algum tipo de solidão é medido em você). Eles decidiram deixar assim.

O buldogue do título nem mesmo existia antes da gravação. A letra original falava de uma rã, mas, para animar o grupo Paul começou a latir no final da música. Por causa disso, a canção foi rebatizada.

 

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IT’S ALL TOO MUCH – 25,26 de maio, 02 de junho de 1967 – A 2ª música de George, e pela primeira vez empatando em número de músicas inéditas com John e Paul em um disco. Ainda no espírito de 1967, esta música navega em viagens de LSD. Cantada por George, a versão do disco difere da do filme por estar editada em um verso a menos. Uma sessão de sopros foi adicionada a base dos Beatles.

George era o Beatle que mais falava sobre suas viagens de LSD de um modo espiritual. Essa música, era segundo George, “sobre as descobertas que apareceram de maneira pueril durante e depois de algumas experiências com LSD e que foram posteriormente confirmadas na meditação”

Através das imagens de sóis prateados e do curso do tempo, a música tenta articular a sensação da identidade pessoal sendo engolida por uma força benigna. Três meses depois da gravação. George conheceu o Maharishi e passou a ver sua experiência com o LSD como um sinal, não como um destino. “LSD não é a resposta. Não traz nada. Ele permite que você veja um monte de possibilidades que talvez você nunca tivesse notado antes, mas não é a resposta. Ele pode ajudá-lo a ir de A a B, mas quando chega a B você vê C e vê que, se quiser viajar de verdade, precisa estar limpo. Existem maneiras especiais de viajar sem drogas – ioga, meditação e todas as essas coisas”, ele afirmou em setembro de 1967.

 

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As músicas do Lado B são de autoria de George Martin (exceto a versão de "Yellow Submarine In Pepperland. Apesar do belo trabalho, causaram um certo desgosto aos fãs da banda sedentos por um novo trabalho dos Beatles.

São elas:

PEPPERLAND - SEA OF TIME - SEA OF HOLES - SEA OF MONSTERS - MARCH OF THE MEANIES - PEPPERLAND LAID WAST - YELLOW SUBMARINE IN PEPPERLAND.

 

 


ABBEY ROAD
( Apple )

Produzido por George Martin
Data de lançamento UK -  26 Setembro 1969
Data de lançamento USA -  01 Outubro 1969

Lançamento em CD  -
19 Outubro 1987
1 - COME TOGETHER
2 - SOMETHING
3 - MAXWELL´S SILVER HAMMER
4 - OH DARLING
5 - OCTOPUS´S GARDEN
6 - I WANT YOU ( SHE´S SO HEAVY )





7 - HERE COMES THE SUN
8 - BECAUSE
9 - YOU NEVER GIVE ME YOUR MONEY
10 - SUN KING
11 - MEAN MR MUSTARD
12 - POLYTHENE PAM
13 - SHE CAME IN THROUGH THE
              BATHROOM WINDOW
14 - GOLDEN SLUMBERS
15 - CARRY THAT WEIGHT
16 - THE END
17 - HER MAJESTY

Logo após as desastrosas gravações do que seria o disco Let it Be, e quando o próprio grupo achava que não se reuniria mais, foi surpresa de George Martin quando recebeu o telefonema de Paul McCartney para produzir mais um disco. George Martin topou, e não só produziu o melhor disco dos Beatles como o álbum do grupo que mais vendeu até hoje.

Apesar de ser o derradeiro canto de cisne da banda, Os Beatles nunca tocaram tão bem, não cantaram tão bem e não se mostraram tão maduros como em Abbey Road. É o suspiro final do que foi a melhor banda de rock de todos os tempos.

George Harrison surpreendeu a crítica como compositor, e que levaria adiante até o seu disco solo 'All Things Must Pass'. Paul McCartney foi o mentor musical do trabalho, tendo seu ápice o medley do lado B do disco.
John Lennon, ausente em muitas sessões de gravação, ainda teve fôlego para dar ao grupo duas de suas melhores canções: ' Come Togeher', e 'Because'. Ringo teve seu reconhecimento como músico merecido, tendo seu primeiro solo de bateria num disco dos Beatles.

Parte Rock'n'Roll, parte melódico, o disco ainda tem pitadas de blues, country e até de música clássica e progressiva. John Lennon sempre preferiu o lado A ( de 'Come Together'' à 'I Want You' ) por serem simples canções agrupadas. Paul McCartney e George Martin acham que o lado B é o mais interessante, não pelas músicas, que na maioria são simplesmente trechos inacabados e vinhetas, mas pelo trabalho de juntá-las num trabalho só, como se fosse uma única faixa.

Com lados distintos ou não, o disco é com certeza brilhante, e coincidência ou não, o álbum finaliza  com uma faixa que diz adeus não só ao trabalho, mas a melhor banda do planeta.. 'The End'.

'Abbey Road' foi diretamente ao nº 1 das paradas uma semana depois do lançamento, permanecendo lá por 18 semanas. O título do disco foi tirado obviamente dos estúdios que os Beatles gravavam desde 1962. A foto da capa ( idéia de Paul ) foi tirada em 08 de Agosto de 1969 em frente aos estúdios. A faixa de pedestres hoje é mundialmente famosa, tornando-se ponto para fotos e atropelamentos de beatlemaníacos de todo mundo. 

Logo depois John Lennon anunciaria ao grupo sua saída, mas isso foi mantido em segredo até 1970. Com o nome Beatles, Paul, George e Ringo ainda finalizariam 'Let it Be'. O grupo oficialmente acabou quando Paul foi a imprensa dizer que ELE havia saído. 'The Dream is Over', mas não completamente. Até hoje os Beatles é a banda que mais vende em todo o planeta e um dos poucos grupos que se dão ao luxo de terem todos os seus discos sempre em catálogo.

 

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Obs. Pedimos desculpas de antemão por não ser possível seguir a transição de uma música para outra como no original, no caso das músicas (Mean Mr. Mustard/PolythenePam/She Came In Through The Bathroom Window - Goldens Slumbers/Carry That Weight/The End 

 

COME TOGETHER – 21,22,23,25,30 de julho de 1969 – A última música a ser gravada para o disco, e a primeira faixa. Composta por John, tem no baixo de Paul sua marca melódica. A bateria e Ringo também é pura inspiração e George usa pela primeira vez num disco dos Beatles a técnicada ‘slide guitar’, que seria sua marca registrada na carreira solo. Feita meio por encomenda para o guru do LSD, Timothy Leary, John usou seu jargão, ‘Come together and join the part’ em melodia emprestada da música ‘You Can’t Catch Me’ de Chucky Berry (mais tarde John seria obrigado a gravar esta música em seu disco Roc’n’ Roll). Esta música recebeu inúmeras versões durante anos, como a de ‘Aerosmith’, ‘Tina Turner’ e até ‘Michael Jackson’.

Leary e sua esposa, Rosemary, foram convidados a ir a Montreal, onde John e Yoko se preparavam para outro “Bed In” no 19º andar do Queen Elisabeth Hotel. O casal chegou em 1º de junho de 1969 e foram imediatamente chamados a cantar no refrão de “Give Peace A Chance”, gravada no quarto do hotel. Leary e a esposa foram recompensados pela participação com a inclusão de seus nomes na letra.

 

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SOMETHING – 02,05de maio, 11, 16 de julho e 15 de agosto de 1969 – Inspirada no título de uma canção de James Taylor – ‘Something in The Way She Moves’, esta famosa canção de George Harrison, mas que por ter sido gravada pelos Beatles, é comumente creditada á Lennon/McCartney (inclusive por Frank Sinatra que a gravou). Infelizmente John não participou da gravação desta música, pois ele e Yoko estavam internados devido ao capotamento de seu carro. Originalmente, a música terminava numa longa Jam session e a orquestra de 21 músicos foi adicionada 3 meses depois da gravação original. Lançada também como single, foi o primeiro compacto a ter uma música de George Harrison no lado A (o lado B era Come Together).

Suas fontes de inspiração foram Ray Charles, que ele imaginou cantando a música, uma faixa de 1968 de James Taylor intutulada “Something in The Way She Movies”, e sua esposa.

 

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MAXWELL’S SILVER HAMMER – 09,10,11 de julho, 06 de agosto de 1969 – Uma música de Paul no velho estilo de Sgt.Peppers. Originalmente deveria fazer parte do disco Let It Be, já que o filme mostra o grupo ensaiando, mas só foi gravada meses mais tarde. A música conta a história de um maluco que mata todo mundo. Paul canta, toca guitarra e piano, e pela primeira vez num disco dos Beatles é usado um ‘sintetizador Moog’, um avanço tecnológico na época que seria um instrumento famoso nas mãos de tecladistas progressivos como Rick Wakeman. John não participa da gravação, e uma ‘bigorna’ é tocada por Mal Evans para dar o som oco do martelo (hammer).

Esta é uma canção conduzida por rimas fortes em que o estudante de medicina Maxwell Edison usa o seu martelo de prata para matar primeiro a namorada, depois uma professora e finalmente um juiz. . Tocada em um animado estilo vaudeville, o único indício das novas inclinações vanguardistas de Paul é “patafísica”, palavras inventada por Alfred Jarry, pioneiro francês do teatro do absurdo.

“John me disse que Maxwell’s Silver Hammer” era sobre a lei do carma”, conta o antigo funcionário da Apple, Tony King “Estávamos conversando um dia sobre “Instant Karma”, (single de 1970 de John e Yoko e a Plastic Ono Band) porque algo tinha acontecido e ele tinha se dado mal.Paul disse que isso era um exemplo de carma instantâneo. Perguntei se ele acreditava naquela teoria. Ele disse que sim e que “Maxwell Silver Hammer” era a primeira música sobre isso.

A idéia por trás dela era que, no minuto em que você faz algo errado, o martelo de prata de Maxwell vai bater na sua cabeça”.

 

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OH DARLING – 20,26 de abril, 17,18,22,23 de julho, 08,11,de agosto de 1969 – Paul por várias semanas gravou o vocal desta música assim que chegava aos estúdios até se dar por satisfeito. Música de Paul, onde tem um de seus melhores vocais. Ele toca baixo e piano, e John e George fazem a harmonia.

Paul queria que sua voz soasse áspera nessa música, então ele ficou cantando repetidas vezes durante uma semana até finalmente gravá-la. “Eu queria soar como se a estivesse cantando no palco há uma semana”, ele conta.

Inspirada pelas baladas de rock do fim dos anos 1950, de Jackie Wilson em especial, era uma canção simples que o ser amado fique em troca da devoção eterna.

John nunca apreciou o trabalho que Paul fez nos vocais e afirmou que poderia ter feito melhor. “Era mais o meu estilo que o dele”, disse.

 

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OCTOPUS GARDEN – 26,29 de abril, 17,18 de julho de 1969 – A 2ª música de Ringo a ser gravada pelos Beatles (a primeira foi ‘Don’t Pass Me By’ do White Álbum). Com uma pequena ajuda de George, esta é meio uma continuação de ‘Yellow Submarine’, tornando-se o primeiro sucesso de Ringo. Além dos instrumentos convencionais, Paul toca piano e alguns efeitos como bolhas num copo d’água soprados por Ringo, e vozes modificadas por amplificadores são adicionadas. John se faz presente e faz uma guitarra dedilhada.

A canção foi inspirada  nas férias em família que Ringo tirou em 1968 na Sardenha a bordo do iate de Peter Sellers. Depois que Ringo recusou uma oferta de polvo para o almoço, o capitão da embarcação começou a contar a ele tudo o que sabia sobre a vida dos polvos.

“Ele me contou que eles ficavam no fundo do mar recolhendo pedras e objetos brilhantes para construir jardins”, conta Ringo. “Achei fabuloso porque, na época, tudo o que eu queria era ficar embaixo d’água também. Eu queria sumir por um tempo”.

Para a maioria dos ouvintes, era uma música de praia infantil à moda de “Yellow Submarine”, mas, em 1969, George revelou que havia dimensões ocultas. Mesmo que Ringo só soubesse três acordes ao piano, afirmou George, o baterista estava escrevendo canções cômicas sem nem se dar conta”.

 

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I WANT YOU (SHE’S SO HEAVY) – 22,23 de fevereiro, 18,20 de abril, 08,11,20 de agosto de 1969 – Escrita por John para Yoko, esta é mais um instrumental do que música, já que contem, apenas 2 frases. A parte ‘She’s So Heavy’ vem de outra música de John, mas foram unidas numa só, e como de costume, tais músicas de John foram as mais difíceis já gravadas pelos Beatles. A guitarra solo é de John, que toca o ‘moog’ até o final, quando a música é abruptamente interrompida (na verdade, é a fita de gravação que termina, e John achou interessante deixá-la assim na mixagem).

A letra que consiste apenas na repetição do título e na informação de que o desejo está enlouquecendo John, chegou a ser citada no programa de atualidades da BBCTV 24 Hours como um exemplo das banalidades da música pop.

John se enfureceu, pois estava convencido de que sua simplicidade a tornava superior a “Eleanor Rigby” e “I Am The Walrus”. Para ele, não se tratava de uma involução para o pop monossilábico e descuidado, era apenas economia de linguagem.

“I Want You” foi escrita como uma canção de amor para Yoko. John admitiu a influência que ela teve em seu novo estilo de compor e disse que pretendia um dia escrever a canção perfeita: com apenas uma palavra. Um poema de Yoko de 1964 consistia apenas na palavra “water”.

 

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HERE COMES THE SUN – 07,08,16,11,15,19 de agosto de 1969 – Outro grande sucesso de George Harrison. Composta nos jardins da casa de Eric Clapton (só um inglês sabe como um sol naquele país é bem vindo). Feita apenas com variações no acorde D (ré) da guitarra, é um dos trabalhos mais melódicos dos Beatles, ganhando apreciação tanto do público folk, como dos jazzísticos mais ferrenhos. George toca os violões e o seu recém adquirido sintetizador moog (mais tarde ele gravaria o disco solo ‘Eletronic Sound’ só com o instrumento). John só se fez presente na gravação dos vocais.

A música era a expressão do prazer de poder escapar dos intermináveis compromissos de negócios que estavam ocupando tanto do tempo dos Beatles,

Com um dos violões acústicos de Eric Clapton emprestado, George fez uma caminhada pelos jardins da casa de campo de Eric em Ewhurst, Surrey. Com o calor do primeiro sol daquele ano iluminando seu rosto, teve uma súbita onda de otimismo e começou a escrever “Here Comes The Sun”. “Foi uma libertação tão grande poder simplesmente estar ao sol”, George disse à época.

 

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BECAUSE – 01,04,05 de agosto de 1969 – Um dos pontos altos de Abbey Road, esta música não é de Paul McCartney, e sim de John Lennon num dos seus momentos mais inspirados. Yoko tocava ‘Moonlight Sonata’ de Beethoven no piano quando John pediu para tocá-la ao contrário . daí surgiu a melodia ‘Because’. Um dos melhores arranjos vocais já feitos pelos Beatles, dobrados algumas vezes. George Martim toca cravo, John guitarra, Paul baixo, e George seu moog pela primeira vez.

A semelhança entre a abertura de “Moonlight Serenata” e “Because” impressionante, mas um ouvido mais treinado percebe que se trata de uma cópia direta, não da inversão das notas como John sugeriu. O musicólogo Wilfrid Mellers, autor de Twilight Of The Gods: The Music Of The Beatles, qualifica como “inconfundível” a semelhança das mudanças harmônicas nos temas de Lennon e Beethoven.

A idéia de um Beatle tomar algo emprestado de Beethoven era levemente irônica porque o senso comum da época dizia que o rock’n’roll era a antítese da música clássica  e que ninguém poderia apreciar os dois gêneros genuinamente. É provável que o fato de os Beatles terem gravado “Roll Over Beethoven”, de Chucky Berry, um conselho irreverente para que os compositores clássicos abrissem caminho para o rock, também não tenha ajudado.

 

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YOU NEVER GIVE ME YOUR MONEY – 06 de maio, 01,11,15,30,31 de julho, 05 de agosto de 1969 – Na verdade, a junção de pelo menos 5 trechos diferentes de músicas. Este é um desabafo irônico de Paul em relação ás finanças da Apple. Paul canta, toca piano e baixo, e no final John se junta a harmonia de Paul e George.

A música anunciava o medley de canções inacabadas que dominava o lado B de Abbey Road Paul juntou as canções e criou uma maneira de interligá-las. A própria “You Never Give Me Your Money” é feita de três fragmentos distintos. O primeiro, que desenvolve a frase-título, era uma alusão aos problemas financeiros dos Beatles que dizia que, em vez de dinheiro, tudo o que eles pareciam receber Ra “funny paper”. (papeis esquisitos).

“É isso o que recebemos. Folhas de papel dizendo quanto é arrecadado e isso e aquilo, mas nunca recebemos de fato em libras, xelins e pence. Todos nós temos uma casa grande, um carro e um escritório, mas receber de fato o dinheiro que arrecadamos parece impossível”. Afirmou George.

O fragmento seguinte, que fala em estar sem dinheiro depois de sair da faculdade, foi escrito à maneira alegre e nostálgica de Paul, como o trecho “Woke up/got out of bed” (Acordei/saí da cama) de “A Day In The Life”.

A parte final era sobre a liberdade da nova vida de Paul com Linda, em que ele podia simplesmente colocar as malas no carro e ir embora, deixando as preocupações para trás.

 

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SUN KING – 24,25,29 de julho de 1969 – Sons de grilos, cowbells e água emendam a última música com esta dando início ao Meddley do lado B do disco. John compôs a música usando a técnica do dedilhado que havia usado em ‘Julia’, do White Álbum. Mais um intrincado trabalho vocal do grupo, sendo a voz principal de John. George Martin toca órgão e o trecho em que cantam palavras em outras línguas não quer dizer absolutamente nada.

Históricamente, o Rei Sol era Luis XIV da França, e pode ter sido com ele que John sonhou, um sonho em que o rei entrava em seu palácio e encontrava todos os seus convidados rindo felizes. Nancy Mitford havia publicado uma biografia de Luis XIV intitulada The Sun King fazia pouco tempo, e John pode tê-la lido ou pelo menos visto. Mas também pode ter sido uma referência engraçada à canção de George “Here Comes The Sun”.

Os versos finais são palavras em italiano, espanhol e português, que os turistas ouvem reunidas aleatoriamente – “paparazzi”, “obrigado”, “para-sol”, “mi amoré”.

O título original dela era “Los Paranoias”.

De acordo com George, o ponto de partida musical foi “Albatross” do Fleetwood Mac, uma música instrumental onírica que foi sucesso no Top 10 britânico no começo de 1969.

 

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MEAN MR MUSTARD – 24,25,29 de julho de 1969 – Composta na Índia, era originalmente para fazer parte do White Álbum. Música de John foi gravada junto com Sun King.

John disse que “Mean Mr Mustard” foi inspirada em uma matéria de jornal sobre um sujeito pão-duro que escondia todo o seu dinheiro. Ele admitiu ter inventado o verso sobre enfiar uma “ten bob note” (uma nota inglesa de dez xelins) no nariz e declarou não ter absolutamente nada a ver com cheirar cocaína.

A referência a um “dirty old man” (velho sujo) no último verso pode ser alusão ao personagem de Albert Steptoe em Septoe & Son (1962-1974), uma comédia da BBCTV. Seu filho Harold sempre o chamava de “you dirty old man”. A expressão se tornou um bordão no Reino Unido na mesma época que Wlfrid Brambell, o ator que interpretava Steptoe, aceitou o papel de avô de Paul em A Hard Day’s Night (isso explica as muitas referências no filme ao fato de o avô de Paul ser “muito limpo”).

 

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POLYTHENE PAM – 25,28 de julho de 1969 – Outra música de John composta para o White Álbum. John canta com sotaque típico de Liverpool.

Apesar de John ter insistido que “Polythene Pam” era sobre uma vadia mítica de Liverpool (uma garota promíscua) ou uma groupie vestindo botas de montaria e kilt, a canção na verdade era baseada em duas pessoas que ele conhecia. O nome veio de Pat Dawson, uma fã dos tempos do Cavern Club que tinha o estranho hábito de comer um polímero chamado polietileno (semelhante ao plástico.

Ela era conhecida pelo grupo como Polythene Pay.

A outra pessoa era Stephane, que John conheceu nas Channel Islands durante uma turnê em 1963, amante de um jovem escritor chamado Royston Ellis que conheceu os Beatles em 1960, quando fez um sarau na Universidade de Liverpool.

Royston na época disse a John que a senhorita X (uma garota que ele queria conhecer), se vestia com polietileno. “Ela usava aquilo e não botas de montaria e kilt. Eu só elaborei um pouco.

Sexo pervertido com um saco de polietileno, eu só estava procurando algo para escrever” disse John.

Royston afirmou que a frase “I long to have sex between Black leather sheets, and ride shivering motorcycles between you things” (Eu anseio fazer sexo entre lençóis de couro preto, e conduzir motocicletas trêmulas entre suas coxas), saiu de um livreto de poesia que eu dediquei aos Beatles.

 

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SHE CAME IN THROUGH THE BATHROOM WINDOW – 25,28 de abril de 1969 – Gravada no mesmo dia de ‘Polythene Pam’, fala de uma história verídica uma certa fã que entrou na casa de Paul pela janela do banheiro, ou para outros ouvidos, da própria Yoko Ono.

A canção foi inspirada por causa das atividades de uma integrante da Apple Scruff, que entrou pela janela na casa de Paul quando ele estava fora. Lá dentro, abriu a porta para outras garotas entrarem. Elas vasculharam a casa mas não pegaram nada de valor, apenas algumas roupas, fotos e negativos.

Paul concluiu a música em junho de 68 durante uma viagem para os EUA para tratar de negócios com a CApitol Records. Foi lá que retomou seu relacionamento com Linda Eastman, a quem tinha sido apresentado no verão anterior em Londres e com quem se encontrou em Nova York depois.

 

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GOLDEN SLUMBERS – 02,03,04,30,31 de julho de , 15 de agosto de 1969 – Adaptação de um poema do século 17 de Thomas Dekker. Uma bonita canção de Paul, que toca piano. Paul estava na casa de seu pai em Cheshire brincando ao piano. Enquanto folheava um livro de músicas que pertencia à sua meia-irmã Ruth, ele se deparou com a canção de ninar tradicional “Golden Slumbers”. Sem conseguir ler a música, ele foi em frente e criou sua própria melodia, adicionando novas palavras enquanto dedilhava.

 

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CARRY THAT WEIGHT – 25,28 de julho de 1969 – Outra música  de Paul , com vocais dele, George e Ringo. John ainda estava no hospital e não se fez presente..

Embora a música pareça apenas mais uma canção do medley e seja creditada como tal, na verdade ela foi gravada com “Golden Slumbers” como single. Foi uma boa idéia porque leva a sequência de volta para onde começou – com temas como dinheiro, negócios e o fardo de ser um superastro.

A letra expressa os medos de Paul a respeito dos Beatles em seus últimos dias. Ele afirmou posteriormente que as discussões sobre finanças e o gerenciamento o fizeram mergulhar nos “momentos mais sombrios” de sua vida até então. A leve atmosfera em torno dos Beatles tinha ficado pesada. “Em certos momentos, as coisas me afetam tanto que não consigo mais ser otimista, e esse foi um dos momentos”, ele contou ao biógrafo Barry Miles.

No meio há ainda a inclusão de um trecho de ‘You Never Give Me Your Money’ .

 

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THE END – 23 de julho, 05,07,08,15,18 de agosto de 1969 – O final do disco e praticamente a despedida da banda. Coincidência ou não, cada um dos Beatles dá seu adeus. Ringo faz seu primeiro solo de bateria, e logo entram a guitarra de Paul, George e John (nesta sequência) e cada um intercala seu solo. Após o break o grand finale: “And in the end, the Love you take is equal to the Love you make”.

Como a faixa final apropriada para o último álbum gravado pelos Beatles, “The End” se tornaria a canção que encerrou a carreira de estúdio da banda. Totalmente filosófico, Paul rima ao dizer que o amor que você recebe (take) é igual ao amor que você dá (make). Ele podia não estar dizendo nada mais que que “é dando que se recebe”, mas John ficou impressionado a ponto de declarar que se tratava de um “verso muito cósmico”, provando que “quando Paul quer, ele é capaz de pensar”.

Com certeza a música foi um bom balanço da carreira de gravação deles – que começou com os pedidos bobos de adolescentes enamorados em “Love Me Do” e amadureceu até revelar palavras enigmáticas de sabedoria do grupo que transformou a música popular.

 

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HER MAJESTY – 02 de julho de 1969 – Epa! O disco não terminou ainda. Esta pequena música depois de 20 segundos de silencio deveria estar no Medley entre ‘Mean Mr. Mustard” e “Polythene Pam”, mas o resultado não ficou bom e o engenheiro de som Malcom Davies a incluiu na cópia de acetato do disco. Paul McCartney gostou e a música acabou saindo assim também no disco original. Uma homenagem de Paul a Rainha, num número acústico em que canta e toca violão.

“Her Majesty” tem o privilégio questionável de ser a faixa final do último álbum que os Fab Four gravariam juntos.

 

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LET IT BE
( Apple )

Produzido por Phil Spector
Data de lançamento UK -  08 Maio 1970
Data de lançamento USA -  18 Maio 1970

Lançamento em CD  -
19 Outubro 1987
1 - TWO OF US
2 - DIG A PONY
3 - ACROSS THE UNIVERSE
4 - I ME MINE
5 - DIG IT
6 - LET IT BE
7 - MAGGIE MAE
8 - I´VE GOT A FEELING
9 - ONE AFTER 909
10 - THE LONG AND WINDING ROAD
11 - FOR YOU BLUE
12 - GET BACK

Em Novembro de 1968 Os Beatles estavam quase entrando em colapso. Apesar do Álbum Branco estar sendo considerado um dos melhores discos do grupo, o clima de tensão das gravações geraram desavenças. John Lennon estava mais interessado com sua 'new life' com Yoko Ono e seus álbuns experimentais, George Harrison também começou a embarcar na onda de discos solo, Ringo decidiu se aventurar a fazer cinema. Só Paul McCartney ainda tinha o sonho de manter o grupo unido, e numa tentativa desesperada da façanha, Teve a idéia do projeto 'Get Back'.

Na Verdade, 'Let it Be' nasceu com o título de Get Back, que além do nome da música, mostraria os Beatles como eles eram mesmo: Gravando sem a ajuda de Overdubs, efeitos de estúdio e orquestras contratadas - Exatamente o contrário do que fora seus dois últimos álbuns: 'Sgt. Pepper's' e 'White Album'.

A idéia era filmar o dia a dia da banda nos ensaios do que seria um ou dos shows ao vivo, em um parque ou num barco. O filme seria transmitido pela tv e teria o nome de 'Get Back'

A falta de direção e o desinteresse geral logo fez o projeto mudar o rumo. O que seria a idéia de mostrar os Beatles voltando a origem, deu lugar a um documentário de como os Beatles se separaram. John Lennon odiou a idéia de ter que estar num estúdio frio as 8 da manhã e se mostrar alegre e pronto para ensaiar e compor. George não aguentou mais o domínio de Paul na banda e chegou a abandonar o grupo... para logo retornar. Ringo estava lá, atrás da bateria, mas nada animado. Só Paul tinha a idéia de manter o projeto vivo.

As gravações começaram em Janeiro de 1969 no Twickenham Film Studios na primeira das 3 semanas de filmagem, mas logo se mudaram para os Estúdios da Apple, onde ganhariam o reforço de Billy Preston nos teclados ( trazido por George para amainar os ânimos ).  Em 30 de Janeiro fizeram o famoso concerto, que se resumiu a subirem no telhado do prédio da Apple e tocarem algumas músicas para quem estivesse passando pela rua.

Em Fevereiro o técnico de som Glyn Johns trabalhou nas fitas e apresentou o projeto do que seria o disco 'Get Back', mas foi rejeitado. Logo depois, desistiram de vez da idéia de lançar o que achavam ser uma porcaria e engavetaram o projeto. Para consertar o erro, ainda gravaram o que seria o último LP e canto de cisne dos Beatles: 'Abbey Road', e logo após John Lennon saiu definitivamente do grupo.

Paul, George e Ringo ainda trabalhariam juntos em janeiro de 1970, mas foi em março do mesmo ano que o então famoso produtor Phil Spector entrou em cena. Após uma intensiva semana de remixagens, ele apresentou o reformulado e entitulado álbum 'Let it Be'

Totalmente diferente da proposta original, o disco veio como uma salada. Continha as gravações do estúdio da Apple, as gravaçoes de 1970, o show do teto da Apple e uma remixagem de uma música antiga de John, além de alguns comentários do filme. Para horror de Paul McCartney, algumas tiveram a rotação alterada, foram editadas na sua duração e o pior... sua canção 'The Long and Winding Road' recebeu arranjo de orquestra, sem seu consentimento e aprovação. Estranhamente, 'Don´t Let Me Down',um música de John gravada nas sessões não foi incluída no disco, mas lançada em single quase um ano antes  com 'Get Back' do outro lado.

O disco originalmente foi lançado em uma caixa de papelão contendo ainda um livro com várias fotos do filme ( também lançado ), mas logo foi substituido pela versão normal. Em Junho alcançou o 1º lugar, onde ficou por 3 semanas. Mas Infelizmente os Beatles já não existiam mais.

 

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TWO OF US – 31 de janeiro de 1969 – Escrita por Paul , talvez seja um adeus a sua parceria com John. Paul canta e toca violão, e John divide os vocais com ele. Não existe contrabando na música, o que se houve é George Harrison fazendo uma linha harmônica nas cordas graves da guitarra.

 Executada no documentário por John e Paul com violões a música soa como uma canção da adolescência dos dois em Liverpool, mas “Two Of Us” (nós dois), não era sobre Paul e John e sim sobre Paul e Linda, Paul adorava depois de um dia cansativo cheio de horários e obrigações contratuais, estar com ela que era tranqüila e serena e que o fazia esquecer que era um Beatle.

 

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DIG A PONY – 30 de janeiro de 1969 – Escrita por John, teve alguns compassos editados da versão original. Tirado do concerto do telhado da Apple , tem a participação de Billy Preston no piano elétrico.

Grande parte de “DIG A Pony” foi composta em estúdio, e a letra faz bem pouco sentido. Ela chegou a se chamar “Con A Lowry” (possivelmente uma referência a um tipo de órgão usado em estúdio), mas John mudou o título para “Dig A Pony” porque “I com a Lowry” não era boa para cantar.

Em janeiro de 1969, quando ela foi gravada, John explicou o grande segredo desse processo de composição: “Eu simplesmente vou fazendo”. Em setembro de 1980, ele concluiu laconicamente “(só) mais um lixo”.

 

 

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ACROSS THE UNIVERSE – 04,08 de fevereiro de 1968, 01 de abril de 1970 – Ao contrário do que se pensa, essa música não foi gravada para o disco Let It Be. Se trata apenas de uma remixagem da mesma canção de 1968. Phil Spector apenas alterou a rotação, excluiu os vocais de fundo e colocou uma orquestra. A versão oiginal encontra-se no disco “Past Masters 2”. John Lennon tem nessa música uma das melhores letras.

É uma música sobre escrever músicas, ou pelo menos sobre os mistérios do processo criativo. John muitas vezes se referia a ela como uma de suas canções dos Beatles favoritas por causa da pureza da letra da letra.

As palavras surgiram quando ele estava na cama em Kenwood. Ele estava discutindo com Cyntia e, quando deitou e tentou dormir, a expressão “pools of sorrow, waves of joy” (poças de tristeza, ondas de alegria), apareceu para ele e não foi embora até que ele se levantou e começou a escrever. “Aquilo me tirou da cama. Eu não queria escrever. Estava levemente irritado e não conseguia dormir”, disse John.

Escrita depois de conhecer o Maharishi Mahesh Yogi na Inglaterra, mas antes de estudar com ele na Índia, o refrão fala no Guru Dev, que era o guru do Maharishi. John  queria que os Beatles a lançassem como single enquanto estivessem na Índia, mas a música perdeu para “Lady Madonna”.

 

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I ME MINE – 03 de janeiro, 01,02 de abril de 1970 – A última música a ser gravada pelos Beatles, mas já sem John Lennon. George canta e Paul faz segunda voz. Phil Spector alterou a duração da música, deixando-a com um verso a mais.

Ao aprofundar seu envolvimento com o pensamento  oriental, George tentou conciliar sua posição de estrela do rock com as exigências religiosas de abandonar o ego para obter a iluminação.

A melodia de valsa de “I Me Mine” foi inspirada em “Kaiserwalzer” de Joham Straus II, um trecho de  sessenta segundos usado como música de fundo em um documentário da BBC2, Europa: The Titled and the Unentitled na noite anterior. A versão era da Orquestra Filarmônica de Viena conduzida por Will Bokovsky. George viu o programa e fez a música a partir do que lembrou.

 

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DIG IT – 26 de janeiro de 1969 – Uma brincadeira de estúdio que acabou virando música. A versão original continha 5 minutos de duração e tinha Paul e George cantando versos diferentes. Para o disco, ela foi resumida a 48 segundos, só com o vocal de John.

Creditada aos quatro Beatles ela começou como uma composição oscilante de John chamada “Can You Dig It” que consistia em variações do título sobre um riff.

A versão lançada em Let It Be era um excerto (trecho) de uma Jam muito mais longa  em que todos os Beatles inventaram versos na hora, daí o crédito de composição compartilhado.

Durante as gravações, eles passaram muito tempo só conversando e lendo jornais, o que pode explicar as referências ai FBI e à Cia. Transcrições de conversas de estúdio revelam George falando do guitarrista de blues B.B. King e o diferenciado de Freddie King, outro “blueseiro”. Matt Busby era o destemido empresário do Manchester United, um dos times de futebol mais populares e bem sucedido da Inglaterra. Busby apareceu no noticiário doze dias antes da gravação porque tinha anunciado sua aposentadoria depois de 24 anos com o time.

 

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LET IT BE – 31 de janeiro, 30 de abril de 1969 e 04 de janeiro de 1970 – Um dos maiores sucessos de Paul McCartney, com uma letra prá lá de espiritual. Paul toca piano e canta. John toca baixo e junto com George faz o coro. Billy Preston toca órgão e Phil Spector colocou alguns sopros na mixagem. A versão do disco difere da versão lançada em single, que é de George Martin.

Lançada como single  a música parecia ter sido gravada como o canto do cisne dos Beatles, mas a canção datava de janeiro de 1969. Ninguém fazia idéia de aquele seria o último single.

Paul tinha escrito “Let It Be” a partir de sua sensação de desespero, uma vez que os Beatles começaram aos poucos a ruir (John preferia passar seu tempo com Yoko, cuja presença no estúdio não era bem vinda.

George já havia deixado o grupo uma vez e estava desestimulado diante da maneira como suas composições era instantaneamente rejeitadas.

Ringo tirou umas férias quando o clima ficou realmente ruim durante as gravações de White Álbum.

Paul tentava assumir o papel de líder por que sabia que sem organização e disciplina ninguém chegaria a lugar nenhum. “Acho que estamos muito prá baixo desde que nosso empresário Brian Epstein morreu e é por isso que estamos cansados do grupo e a única maneira de mudar isso é pensarmos os quatro se devemos transformar isso em algo bom novamente ou deixar pra lá” diz Paul no filme.

Apesar disso, John, Ringo e George começaram a se ressentir do seu papel de organizador.

“Let It Be”  foi escrita como resposta a toda essa pressão. “Eu a escrevi quando esses problemas comerciais começaram a me cansar”,  Paul afirmou.

“Eu estava passando por um momento pesado e foi a minha maneira de exorcizar os fantasma”, concluiu.

 

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MAGGIE MAE – (arranjos de Lennon/McCartney/Harrison/Starkey) - 24 de janeiro de 1969 – Uma música tradicional de Liverpool e a 1ª não composição dos Beatles a ser incluída em álbum desde Bad Boy, de 1965. John canta e Paul faz a 2ª voz.

 

 

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I’VE GOT A FEELING – 30 de janeiro de 1969 – Uma junção de uma música de Paul com uma balada de John. Paul compôs a primeira parte (I’ve Got a Feeling) e John a 2ª (Everybody Had A Hard Year), que faz o contracanto. Tocada durante o show do telhado da Apple, foi a última música que contém parceria Lennon/McCartney.

A primeira parte da música foi presumivelmente escrita para Linda só para dizer que ela era a garota que Paul sempre procurara. A canção de John era uma litania (ladainha) em que todo verso começava com a palavra “everybody”.

John realmente tinha tido um ano difícil. Seu casamento com Cynthia tinha acabado, ele estava separado de Julian, seu filho, Yoko tinha sofrido um aborto espontâneo, ele tinha sido preso sob a acusação de porte de drogas e calculava que sua fortuna pessoal tinha diminuído para cerca de 50 mil libras.

Durante a filmagem de Let It Be, John reviu “Everybody Had a Hard Year” e disse meio de brincadeira, que tinha começado a escrevê-la na noite anterior. Se isso fosse verdade, a origem dela seria janeiro de 1969, mas há um filme na BBC, feito em dezembro de 1968, em que John canta essa música com violão no jardim de sua casa em Ascot.

 

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ONE AFTER 909 – 30 de janeiro de 1969 – Composta em 1959 por John e Paul, foi gravada em 1963 durante as sessões de “From Me To You”, mas não foi lançada. John canta com Paul, Billy Preston toca piano. Também tocada no telhado da Apple. Mas esta versão é dos estúdios.

Talvez seja a canção mais antiga de Lennon e McCartney a ser gravada pelos Beatles. Ela era uma das “mais de cem músicas” que eles sempre diziam ter escrito antes de gravar “Love Me Do” e data dos tempos que passaram juntos em Forthlin Road.

Eles gravaram pela primeira vez em março de 1963, durante a mesma sessão que produziu “From Me To You”, mas George Martin foi tão indiferente que a gravação nunca foi lançada. Era uma música de John que queria falar sobre ferrovia americana, depois de sucessos skiffle como “Last Train To San Fernando”, de Johnny Duncan, “Cumberland Gap” e “Rock Island Line”, de Lonnie Donegan, e “Freight Train” de The Chas McDevit Skiffle Group.

 

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THE LONG AND WINDING ROAD – 31 de janeiro de 1969 e 01 de janeiro de 1970 – Outro hit de Paul. O que seria uma simples balada com piano, baixo, bateria e órgão, transformou-se numa superprodução nas mãos de Phil Spector. Uma orquestra completa, com violinos, sopros, harpa e um coro feminino foi incluído na mixagem, para desgosto total de Paul McCartney.

Assim como Yesterday, essa música evoca a perda sem descrever uma situação específica. As imagens de vento e chuva sugerem sentimentos de abandono na natureza, enquanto a estrada longa e tortuosa que leva à “porta dela” é o sinal de esperança.

As imagens na verdade vêm da experiência de Paul em High Park, sua fazenda na Escócia, que estava exposta a ventos fortes e era frequentemente açoitada pela chuva.

Paul disse que tinha a voz de Ray Charles em mente quando escreveu a música e que isso influenciou o uso de acordes em estilo em estilo jazz. A estrada é vislumbrada como interminável porque a canção é sobre o que é inatingível.

Ela foi lançada como single nos EUA em maio de 1970 e chegou ao nº 1

 

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FOR YOU BLUE – 25 de janeiro de 1969 – Música de George, que canta e toca violão. Paul toca piano, Ringo bateria e John uma guitarra havaiana.

Concluída em seis takes, era conhecida como “George Blues” e, na partitura original de George, como “For You Blues”, mas se tornou “For You Blue” no álbum.

George sempre foi o Beatle mais disposto a desenvolver suas habilidades musicais, e foi assim que ele estabeleceu amizades próximas com músicos tão diferentes quanto Ravi Shankar e Eric Clapton. Isso também o levou a fazer experiências constantes com diferentes afinações, instrumentos e modos de tocar.

Escrita para Pattie, “For You Blue” era blues tradicional. O comentário de George sobre ela foi: “É uma música simples seguindo todos os princípios normais dos doze compassos, exceto por ser otimista”.

 

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GET BACK – 27 de janeiro de 1969 – Uma versão menor e diferente da versão original, já lançada em single. Esta música finaliza o filme Let It Be, e também o disco. Paul canta e John no final agradece o público, e no seu discurso, diz que ‘espera que tenham passado no teste’...e como não??? A versão original se encontra no Past Masters 2.

Paul declarou que escreveu “Get Back” originalmente “como uma canção política” e fitas demo remanescentes revelam que ele planejava satirizar as atitudes daqueles que achavam que os imigrantes da Inglaterra deveriam ser repatriados. Deveria ser cantada do ponto de vista de alguém  que (não gostava dos pasquistaneses pegando todos os empregos) “dig no Pakistanis taking all the people’s Jobs” e, consequentemente, incitava-os a (voltar) “get back” para o lugar de onde tinham saído, e suas intenções satíricas podiam facilmente ser mal interpretadas.

Quando foi gravada, “Get Back” tinha sido transformada em uma música sobre Jojo de Tucson, Arizona (Linda Eastman) vivera por um tempo em Tucson), e Loretta Martin, que (achava que era mulher mas era outro homem) “thought she was a woman, But she was another man”.

É a gravação dos Beatles mais ao vivo impossível, nessa era eletrônica, Não há nada eletrônico nela, Get Back é um puro rock de primavera.

 

 

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PAST MASTERS VOLUME ONE
( Apple )

Data de lançamento UK  - 09 Março 1988
Data de lançamento USA  - 07 Março 1988

 

1 - LOVE ME DO
2 - FROM ME TO YOU
3 - THANK YOU GIRL
4 - SHE LOVES YOU
5 - I´LL GET YOU
6 - I WANT TO HOLD YOUR HAND
7 - THIS BOY
8 - KOMM GIB MIR DEINE HAND
9 - SIE LIEBT DICH
10 - LONG TALL SALLY
11 - I CALL YOUR NAME
12 - SLOW DOWN
13 - MATCHBOX
14 - I FEEL FINE
15 - SHE´S A WOMAN
16 - BAD BOY
17 - YES IT IS
18 - I´M DOWN

 

Coletânea produzida para acompanhar o lançamento do catálogo dos Beatles em CD. No formato de 2 CDs independentes em um álbum duplo contendo  2 LPs, foi lançado em 1988 contendo as músicas de singles, EPs e algumas raridades, mas todas oficiais.

 

O 1º CD, Past Masters Volume One, Contém gravações entre 1962 e 1965, incluindo a 1ª versão de 'Love Me Do', As 2 músicas cantadas em alemão de 1964, o EP 'Long Tall Sally' e a música 'Bad Boy', da coletânea 'Oldies But Goldies'

As demais são lados A e B de singles, não presentes nos LPs originais. Junto com este, foi lançado o Past Masters Volume Two, contendo gravações de 1965 a 1970. Sendo assim, os 13 CDs lançados mais os 2 Past Masters resumem toda a carreira dos Beatles.

Veja também em  SINGLES  e EPs a visualização das capas



 

 

Os álbuns Past Master I e II, simplificam consideravelmente a matéria sobre os Beatles. Com os 13 álbuns, e estes dois, você tem tudo que os Beatles, os artistas de maior sucesso na história do som gravado fizeram em sua trajetória. Estes dois álbuns reúnem os lados A e B dos singles (conhecidos no Brasil como compactos). As faixas em língua alemã são canções gravadas primeiramente para o mercado americano e outro especialmente doado para um álbum de caridade. Mas não caia na ilusão de que essas músicas são apenas para ocupar espaço". "She Loves You ',' I Want To Hold Your Hand ',' I Feel Fine", "We Can Work It Out ',' Hey Jude 'e muitos outros estão aí para desmentir isso.

Os singles, acoplamentos e datas de lançamento referido nas notas acima se aplicam a lançamentos originados no Reino Unido. Compilação e Notas por Mark Lewisohn. Informações extraídas do livro definitivo sobre os Beatles em Abbey Road para ser publicado no Reino Unido por Hamlyns durante 1988.

 

 LOVE ME DO

Uma versão diferente da gravação em Please Please Me. Este foi gravado no EMI Studios, Abbey Road, em 4 de setembro de 1962, com Ringo na bateria. A outra versão, gravada sete dias depois, contou com sessão de Andy White na bateria, com Ringo tocando um pandeiro. Prensagens iniciais da música lançadas em 05 de outubro de 1962 - caracterizou esta gravação original, mas o outro foi substituído em 1963 e continua a ser a versão hoje geralmente disponível. Gravado em duas faixas de fita e aperfeiçoado em cerca de 15 tomadas.

 

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FROM ME TO YOU - 28 de fevereiro de 1963 - Há ainda alguma dúvida se "Please Please Me" foi o nº 1 no topo das paradas britânicas, já que era assim em três dos quatro "publishd rankings" semanais, mas "From Me To You" era o número um.

Terceiro single dos Beatles foi escrito durante uma viagem de trem de York a Shrewsbury, na turnê de Helen Shapiro.

Helen não sabe em que momento da viagem a música foi escrita, mas lembra que os Beatles a tocaram para ela quando chegaram a Shrewsbury, onde se apresentariam em um lugar chamado Granada Cinema.

O título vinha de "From Me To Us", a coluna de cartas do NME e ao que tudo indica a música começou a ser escrita numa troca de versos entre Paul e John, tornando-se um dos poucos sucessos dos Beatles que foi feita pela dupla desde o início.

 

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THANK YOU GIRL - 05 e 13 de março de 1963 - Originalmente intitulada "Thank You Little Girl" foi escrit como uma sequencia de "Please Please Me", e "From Me To You" que soou como um single mais natural, e então as duas mudaram de lugar. Como sempre John diria mais tarde "Era só uma canção boba feita nas coxas".

 

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SHE LOVES YOU - 01 de julho de 1963 - A canção que sintetizou a onda de Beatlemania e deu à luz a fervorosa (e rápida onda do "yeah, yeah,yeah".

Essa música não foi  apenas um triunfo comercial. Em pouco mais de dois minutos, os Beatles destilaram a essência de tudo o que lhes conferia frescor e arrebatamento. Havia a batida marcante, a bela harmonia, o "Wooo" meio feminino que funcionava tão bem em "From Me To You", além do entusiasmo expansivo do ritmo, e para completar, a inconfundível marca do "yeah,yeah,yeah", que se tornou um presente para os redatores de Manchester. "She Loves You" é uma música de sobre reconciliação. O compositor tenta juntar um casal separado repassando mensagens "she told me what to say" (ela me disse o que dizer), e dando conselhos "apologize to her" (peça desculpas a ela).

 

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I'LL GET YOU - 01 de julho de 1963 - Escrita na casa de John como sequencia de "From Me To You", se tornou o lado B de "She Loves You".

A letra mais reflexiva do que alegre parecia mais a cara de John, e há uma semelhança entre os versos de abertura "imagine I'm in love with you it's easy cos I know" (imagine que estou apaixonado por você, é fácil porque eu sei) e Imagine "imagine there's no heaven, it's easy if you try" (imagine que não existe paraíso, é fácil se voce tentar), sua composição de 1971.

Um dos truques musicais dessa música é a mudança de ré para lá menor para quebrar a palavra "pretend" (fingir), foi tirado da versão de Joan Baez da tradicional canção "All my trials", de seu álbum de estréia de 1960. Na música de Joan a mudança ocorre no primeiro verso, sob as palavras "don't you cry" (não chore).

 

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I WANT TO HOLD YOUR HAND -17 de outubro de 1963 - De acordo com John, essa veio a luz quando, depois de criar o verso de abertura, Paul tocou um acorde no piano "Eu virei para ele e disse 'é isso! Toque de novo!'.

Os Beatles tocavam para adolescentes para quem mãos dadas e beijinhos eram manifestações altamente eróticas.

O efeito usado na música veio de um álbum contemporâneo francês de música experimental em que uma frase de uma das faixas se repetia como se o disco estivesse riscado "that my love, I can't hide, I can't hide, I can't hide" (que o meu amor eu não posso esconder, não posso esconder, não posso esconder)

 

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THIS BOY - 17 de outubro de 1963 - Lado B de I Want To Hand Your Hand com três harmonias de John, Paul e George.

Foi escrita por John e Paul em um quarto de hotel como um exercício de harmonia em três partes e fora inspirada, mais uma vez, por Smokey Robinson and The Miracles. George afirmou que em parte da música "John tentava imitar Smokey".

A letra, John afirmou, não era importante. O que importava era "o som e a harmonia". A harmonia era parte fundamental trabalho dos Beatles, e a influência dos Everly Brothers fica especialmente evidente nessa música. Eles tinham se mamiliarizado com a harmonização em três partes cantando "To know Him Is To Love Him", de Phil Spector, um sucesso com The Teddy Bears.

Dizer que que a letra não era importante não era o mesmo que dizer que ela não tinhasignificado, porque mais uma vez John se retratava como um rejeitado, esperando tristemente a retribuição de seu amor.

 

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KOMM, GIB MIR DEINE HAND - 29 de janeiro de 1964 - Gravada em Paris expressamente para o mercado alemâo com novos vocais e palmas.

 

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SIE LIEBT DICH - Da mesma maneira esta música foi gravada para o mercado alemão. Depois disso eles afirmaram que não gravaria mais nada que não fosse na sua própria lingua.

 

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LONG TALL SALLY - 01 de março de 1964 - Um desempenho de tirar o fôlego e Paul em particular não apenas copiou como melhorou o original de Little Richard de 1956.

 

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I CALL YOUR NAME - 01 de março de 1964 - Escrito por John e Paul, mas precisamente por John, para uma gravação exclusiva para Billy J. Kramer com os Dakotas. Mas quando foi gravada como o Lado B de "Bad To Me", John decidiu dar-lhe um ar melhor.

John calcula que a escreveu quando os Beatles nem existiam como banda e se realmente foi escrita nessa época como ele afirmou, isso siginifica que ele já vinha escrevendo sobre o desespero nos tempos de escola. Os versos "I never weep at night, I call your name" (Eu nunca choro à noite, eu falo seu nome), são próximos de "In the middle of the night, I call your name" (No meio da noite, eu digo seu nome), de 1971, da música "Oh Yoko", que faz parte do álbum Imagine.

John adicionou o solo de blue beat jamaicano em 1964. O blue beat e o Ska estavam se popularizando entre os britânicos.

 

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*Slow Down - 01 de março de 1964 -  Gravação original de Larry Williams de 1958, e como sempre um cover melhor que o original.

Mais tarde os Beatles gravariam mais duas músicas de Williams "Dizzy Miss Lizzy" e "Bad Boy".

 

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*Matchbox - 01 de junho de 1964- Outra versão dessa vez de Carl Perkins de 1957, cantada por Ringo, com o próprio Perkins comparecendo á sessão de gravação, porém sem participar.

 

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I FEEL FINE - 08 de outubro de 1964 - Uma canção  de póp progressivo com o feedback da guitarra deliberadamente administrada na introdução.

A música era obviamente inspirada no riff de Bobby Parker em "Watch Your Step" de 1961. Além do riff a caracteristica marcante, é o som da guitarra de John, que se mistura aos acordes iniciais. Foi uma dessas descobertas acidentais no estúdio que decidiram incorporar na mísica porque gostaram da sonoridade. Quando John deixou sua guitarra Gibson encostada no amplificador, criando uma microfonia, também decidiram aproveitar o ruído. Esse tipo de postura representou um avanço significativo na forma como a banda passou a lidar com as gravações. I Feel Fine é a canção mais otimista de John até hoje.

 

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SHE'S A WOMAN - 08 de outubro de 1964 - Foi escrita por Paul nas ruas de St. John's Wood e finalizada no mesmo dia com Paul cantando-a de modo estridente, à la Little Richard. "Precisavamos de um rock cheio de grito para os shows", diz Paul.  "Era sempre bom caso voce precisasse de alguma coisa para encerrar ou se houvesse um momento tedioso".

Foi a primeira música a conter uma referência velada às drogas. Mais tarde, John confessou que eles ficaram orgulhosos por terem incluído na canção o verso "turn me on When I get lonely" (Me deixa ligado quando estou solitário), que escapou da censura das rádios e Tv's, diferentemente de "turn you on" em "A Day In The Life", que fez com que a canção fosse banida das radios, pois, tres anos depois da gravação de "She's A Woman" as autoridades estavam mais atentas ao aumento da cultura das drogas.

 

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*Bad Boy - 10, 11 de maio de 1965 - Também de Larry Williams de 1959

 

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YES IT IS - 09 de abril de 1965 - Outra gravação harmônica concebida como lado B de "Ticket To Ride" - John uma vez comentou ter feito no passado canções de amor apenas para "o meercado". É difícil encontrar as canções às quais ele se referia. No entanto, "Yes It Is" era uma música da qual anos depois ele se envergonharia especialmente, zombando do verso "for red is the colour that will make me blue" (porque vermelho é a cor que vai me deixar triste). John afirmava que ela nada mais era do que uma tentativa de reescrever "This Boy", uma vez que elas tinham os mesmos acordes, harmonia e "falatório sem sentido".

A letra era um alerta para que a garota não usasse vermelho, porque era a cor que a "baby" do cantor sempre usava. O veridicto de John foi que a canção "não funcionava".

 

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I'M DOWN - 23  de julho de 1965 - Um rock estridente gritado por Paul. Uma tentativa descarada dele de escrever uma canção á la Richard para substituir "Long Tall Sally" no repertório dos Beatles. "Passamos muito tempo tentando escrever uma pérola - algo como "Long Tall Sally", Paul afirmou em outubro de 1964.

"É muito difícil. 'I Saw Her Standing There" foi o mais perto a que chegamos. Ainda estamos tentando compor algo ao estilo Little Richard. Eu compararia com uma pintura abstrata. Aa pessoas pensam em "Long Tall Sally" e dizem que parece fácil compor. Mas é a coisa mais difícil que já tentamos fazer. Escrever uma música de três acordes que seja inteligente não é facil".

 

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PAST MASTERS VOLUME TWO
( Apple )

Data de lançamento UK  - 09 Março 1988
Data de lançamento USA  - 07 Março 1988

1 - DAY TRIPPER
2 - WE CAN WORK IT OUT
3 - PAPERBACK WRITER
4 - RAIN
5 - LADY MADONNA
6 - THE INNER LIGHT
7 - HEY JUDE
8 - REVOLUTION
9 - GET BACK
10 - DON´T LET ME DOWN
11 - THE BALLAD OF JOHN AND YOKO
12 - OLD BROWN SHOE
13 - ACROSS THE UNIVERSE
14 - LET IT BE
15 - YOU KNOW MY NAME ( LOOK UP THE NUMBER )

Coletânea produzida para acompanhar o lançamento do catálogo dos Beatles em CD. No formato de 2 CDs independentes em um álbum duplo contendo  2 LPs, foi lançado em 1988 contendo as músicas de singles, EPs e algumas raridades, mas todas oficiais.

O 2º CD, Past Masters Volume Two, Contém gravações entre 1965 e 1970, incluindo as versões originais de 'Get Back', 'Let it Be' e a raríssima ( até então ) 'Across The Universe' do disco do World Wildlife Fund.

Apesar de conter músicas de Singles e Lps, o EP 'Magical Mystery Tour 'e os singles 'Strawberry Fields Forever', 'Hello Goodbye' e 'All You Need is Love' não foram incluídos, pois todas as músicas já haviam sido lançadas no CD Magical Mystery Tour.

As demais são lados A e B de singles, não presentes nos LPs originais. Junto com este, foi lançado o Past Masters Volume One , contendo gravações de 1965 a 1970. Sendo assim, os 13 CDs lançados mais os 2 Past Masters resumem toda a carreira dos Beatles.

Veja também em  SINGLES  e EPs a visualização das capas. 



 

 

DAY TRIPPER - 16 de outubro de 1965 - Foi escrita sob pressão quando os Beatles precisavam de um novo single para o Natal. John escreveu a maior parte da letra e a base do solo de guitarra e criou um riff que depois ele veio a admitir ser derivado de "I Feel Fine".

A música é sobre uma garota que engana o narrador. A descrição obliqua da garota como uma "big teaser" (provocadora), era uma sabida referência ao termo "prick teaser" (provocadora de pênis), expressão usada pelos ingleses para se referir a mulheres que davam em cima dos homens sem a intenção de fazer sexo.

 

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WE CAN WORK IT OUT - 20 de outubro de 1965 - Enquanto gravavam Rubber Soul, Jane Asher decidiu entrar para a Bristol Old Vic Company, o que significava uma mudança de Londres para o oeste da Inglaterra. A partida dela entristeceu Paul e causou a primeira grande crise na relação do casal.

Como suas canções sugeriam, a noção de Paul de uma boa mulher na época era a de alguém que conseguia ficar feliz simplesmente por estar ao lado dele. O ponto de vista de Jane era incomum  para a época. Ela não estava satisfeita em ser a namorada de uma estrela de rock. Era uma mulher de boa educação, com idéias próprias, e queria, acima de tudo, estabelecer-se profissionalmente.

Na canção, Paul não tenta entrar no mérito da questão, ele simplesmente pede que sua garota veja as coias pelo lado dele, porque acredita que está certo; e ela errada. Era típico de Paul, diante do que poderia ser o fim de um relacionamento. Ele não se recolhia para o seu quarto chorando, emergia com uma mensagem positiva "we can work it out" (nós podemos resolver isso). O bridge levemente melancólico foi acrescimo de John.

A música foi composta na casa de Paul em Heswall, Cheshire. O som de órgão foi acrescentado em estúdio como uma decisão posterior, e Gerge Harrison sugeriu então mudar o bridge para o tempo de valsa.

 

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PAPERBACK WRITER - 10 de junho de 1966 - Conta a história deu um romancista implorando a um editor que aceite seu livro de mil páginas. Escrita por Paul em forma de carta, foi surpreendente na época ouvir um single pop com um tema tão incomum

Paul disse que sempre gostou do som das palavras "paperback writer" (escritor de brochuras), e decidiu criar sua história em torno da expressão. É sobre um autor que tinha escrito um livro baseado em um romance sobre um escritor de brochuras. Em outras palavras, é um romance sobre um homem escrevendo um romance.

 

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RAIN - 14 de abril de 1966 - Em "There's A Place" do primeiro álbum dos Beatles, John externou a opinião de que os estados da mente importavam mais do que os eventos "lá fora". Em "Rain", ele voltou ao tema, mas, desta vez, teve a experiência de drogas psicodélicas como subtexto. Em um nível superficial, era uma canção simples sobre "pessoas reclamando porque não gostam do clima", como ele afirmou certa vez. Mas em outro nível era uma canção que recomendava a transcendência das categorias convencionais de bem e mal. Da mesma forma que devemos ser indiferentes á metereologia, ele sentia que existe a necessidade de as pessoas se tornarem indiferentes à maior parte das situações nas quais se pegam envolvidas. O uso de expressões como "I can show you" e "Can you hear me?" (Posso mostrar a voce) e (Vocês podem me ouvir?), indica que John incorporava o papel de líder.

"Rain" foi o primeiro lançamento dos Beatles a sugerir estados alterados de consciência, não só na letra, mas também na música. O vocal arrastado, os instrumentos mais lentos e a fita tocada ao contrário no final eram sinais do que estaria por vir.

Tocar a fita ao contrário tornou-se uma questão controversa na indústria do rock durante as décadas de 1970 e 1980, quando alguns artistas foram acusados de esconder mensagens em suas gravações. Os Beatles não estavam escondendo uma mensagem, estavam simplesmente sugerindo uma mente livre da lógica convencional.

 

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LADY MADONNA - 06 de fevereiro de 1968 - O riff principal foi tirado do piano de Johnny Parker na faixa instrumental "Bad Penny Blues", do trumpetista de jazz Humphrey Lyttelton e banda, produzida por George Martin, que em 1956 foi sucesso na Inglaterra. Paul queria que a música fosse uma celebração à maternidade  e começava com uma imagem da Virgem Maria, mas depois passou a levar todas as mães em consideração. "Como elas fazem", ele perguntou em uma entrevista à Musician em 1986. "Um bebê no peito - como elas arrumam tempo de alimentá-lo? Onde arrumam dinheiro? Como  fazem isso?"

 

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THE INNER LIGHT - 12 de janeiro e 06 e 08 de fevereiro de 1968 - Em 29 de setembro de 1967, John e George foram os convidados de David Frost no programa de televisão noturno e ao vivo The Frost Report.

O tema era meditação transcedental e incluía uma entrevista com o Maharishi Mahesh Yogi, filmada anteriormente, no mesmo dia, no aeroporto de Londres.

Na platéia convidada no estúdio em Wembley, norte de Londres, estava o especialista em sânscrito Juan Mascaró, professor de Cambridge. No mês seguinte. Mascaró escreveu a George anexando uma cópia de Lamps Of Fire, uma coletânea de ensinamentos espirituais de várias tradições editada por ele. Ele sugeriu que George considerasse transformar versos de Tao Te Ching em música, em especial um poema intitulado "The Inner Light".

No prefácio de Lamps Of Fire, publicado em 1958, Mascaró escreveu: "As passagens deste livro são lanternas de fogo. Algumas brilham mais, outras, menos, mas todas se fundem em uma grande lanterna chamada por São João da Cruz de "lanterna do ser de Deus".

"The Inner Light", lado B de "Lady Madonna", foi a primeira composição de George a entrar em um single.

 

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HEY JUDE - 30 de agosto de 1968 - Paul sempre manteve uma relação muito próxima com Julian, filho de John e Cynthia que esperavam os trâmites de seu divórcio. Julian na época tinha 5 anos.

Para demonstrar apoio à Cynthia e a Julian, já que John e Yoko haviam firmado residência em um apartamento em Montagu Square no centro de Londres, Paul foi dirigindo de sua casa até a casa de Cynthia levando uma única rosa vermelha.

No carro começou a compor a música cantando "Hey Julian" que em seguida se transformou em "Hey Jules", criando o trecho "Hey Jules, don't make it bad, take a sad song and make it better" (Hey Jules, não ache ruim, pegue uma canção triste e transforme em algo melhor). Sómente depois de ter desenvolvido a  letra é que optou por "Jude" pois soava mais forte.

John achou que era sobre ele, encorajando-o a sair dos Beatles e construir um futuro com Yoko. "You were made to go out and ger her..." (Você nasceu para ir lá conquistá-la), mas o fato é que ela foi feita para Julian

 

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REVOLUTION - 10 e 12 de julho de 1968 - Uma das três músicas (Revolution - Revolution I e Revolution 9) essa foi a última a ser iniciada mas a primeira a ser lançada.

 

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GET BACK - 28 de janeiro de 1969 - A canção foi gravada ao vivo, sem overdubs, mas com o organista Billy Preston. Lançado como single em 11 de abril de 1969 é diferente da versão de "Get Back", que fechou o Let It Be, gravado no dia anterior 27 de janeiro.

 

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DON'T LET ME DOWN - 28 de janeiro de 1969 - Gravada ao vivo minutos após a conclusão de Get Back novamente com Billy Preston.

John sempre manifestou seu medo de ser "let down" (decepcionado) por aqueles em quem confiava. Para esta e outras canções em que confessava a sua preocupação em ser rejeitado, ele se inspirou em outro tema dos Beatles "If I Fell".

Escrita sobre Yoko e lançada como lado B de "Get Back" essa antiga angústia foi manifestada como um grito atormentado depois de encontrar alguém que o amava mais do que qualquer outra pessoa já tinha feito. Influenciado pela arte minimalista de Yoko, ele cortou tudo que era perfumaria, reduzindo seu apelo à forma de um telegrama urgente.

 

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THE BALLAD OF JOHN AND YOKO - 14 de abril de 1969 - Apenas John e Paul participaram dessa gravação, John: guitarra acústica, duas guitarras e percussão, além do vocal; Paul: bateria, guitarra, baixo, piano e maracas, além de backing vocals.

John relata os detalhes de seu casamento com Yoko em Gibraltar e a subsequente "lua de mel". Paul ajudou com o verso final.

A canção retrata o casal como vítimas prestes a serem "crucificadas".

São recusados nas docas de Southampton, não conseguem uma licença de casamento na França, depois são incompreendidos quando ficam na cama "pela paz" e se tornam motivo de riso quando sentam em uma mala.

O famoso "Bed In" de John e Yoko pela paz rendeu o equivalente a uma semana de entrevistas entre os lençóis e numa dessas entrevistas John declarou que ele e Yoko estavam dispostos a ser os palhaços do mundo, se fazendo isso, fizesem algo de bom "Estamos apenas dizendo "Paz" sem apontar o dedo para ninguém" disse John.

 

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OLD BROWN SHOE - 16 de abril de 1969 - É uma das canções que George gravou em uma fita demo em Abbey Road. AS outras duas eram "Something", um futuro single dos Beatles, e "All Things Must Pass", a faixa-título de seu primeiro álbum solo em 1970.

As origens da letra estão na visão religiosa de George de que precisamos nos libertar da realidade do mundo material porque ela é ilusória. Uma vez absorvidos pela consciência divina, não há certo versus errado. corpo versus alma, espírto versus matéria. De modo semelhanate à maneira como Paul fez em "Hello Goodbye", a letra de George de George era um jogo de palavras baseado em opostos. Não era uma canção que contava uma história, e o título intrigante foi tirado de um verso sobre tirar "this old brown shoe" (esse velho sapato marrom). (George sempre teve um problema para inventar títulos).

A principal inspiração era musical. George estava brincando com um piano um dia e tocou uma sequencia de acordes de que gostou. A letra foi colocada depois.

 

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ACROSS THE UNIVERSE - 12 de dezembro de 1969 - Um pouco diferente da versão gravada para o álbum Let It Be essa é comumente conhecida como a versão "Wildlife" porque apareceu em um álbum de caridade para o World Wildlife Fund e foi decorado especialmente com efeitos sonoros de animais selvagens.

 

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LET IT BE - 06 de março de 1970 - A principal diferença dessa versão para a gravada para o álbum do mesmo nome é o solo de guitarra e um tempo de execução um pouco mais curto. Na verdade, as duas versões foram misturadas a partir da gravação original de oito faixas que contém ambos os solos de guitarra tocando ao mesmo tempo.

 

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YOU KNOW MY NAME (LOOK UP THE NUMBER) - o6 de março de 1970 - Esse foi o single mais estranho e bizarro lançado pelos Beatles e continua sendo uma de suas canções menos conhecidas.

Foi gravada pela primeira vez logo após a finalização de Sgt. Pepper, depois que John chegou a Abbey Road querendo gravar uma música com esse nome. Quando Paul pediu para ver a letra, John disse que essa era a letra. Ele queria que ela fosse repetida à moda de "Reach Out, I'll Be There" dos Four Tops, até que soasse como um mantra. O verso era uma variação de um slogan que John tinha visto na capa da lista telefônica de3 1967 de Londres que dizia: (Você sabe o NOME? Procure o NÚMERO).

Durante três dias em maio e junho de 67 os Beatles trabalharam na música, que foi deixada de lado até abril de 69 quando eles resolveram tirá-la da gaveta e voltar a trabalhar nela. Apesar de a idéia original de John de repetir a frase-título ter sido acatada, em vez de um mantra a canção foi transformada em algo que parecia ser uma noite de karaokê no inferno, organizada pelos Goons ou pelo Bonzo Dog Doo Dah Band.

O único desvio do roteiro ocorreu quando John pede aplausos duas vezes para "Denis O'Bell", uma referência ao produtor de filmes irlandês Denis O'Dell, produtor associado de A Hard Day's Night, que tinha se tornado diretor da Apple Publicity.

Nenhum dos Beatles contou a O'Dell sobre a menção na música, então foi um susto para ele quando começou a receber telefonemas anônimos em sua casa em St George's Square, Pimlico.

 

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LET IT BE... NAKED
( EMI ) 

Data de lançamento UK  - 17 Novembro 2003
Data de lançamento USA  - 17 Novembro 2003

DISC 1

1 - GET BACK
2 - DIG A PONY
3 - FOR YOU BLUE
4 - THE LONG AND WINDING ROAD
5 - TWO OF US
6 - I'VE GOT A FEELING
7 - ONE AFTER 909
8 - DON'T LET ME DOWN
9 - I ME MINE
10 - ACROSS THE UNIVERSE
11 - LET IT BE

 

 

 

 
 
Este novo lançamento da Apple Records é, em essência, um projeto de Paul McCartney, e como tal, tem como objetivo principal consertar o erro feito no Let it Be original, lançando as canções “Let It Be” e “The Long And Winding Road” com coro e orquestração. Na época, ao ouvir o resultado final entregue por Phil Spector, McCartney imediatamente barrou o projeto. Allan Klein, então empresário da banda, ignorou solenemente os protestos de Paul e autorizou o disco. Este foi o ato derradeiro que acabou encerrando os Beatles como um grupo e como uma empresa. Como disse o próprio McCartney, “Os ternos (os executivos) até então, mesmo que nos roubando, pelo menos não se metiam com a música.” Uma vez que esta linha foi cruzado, Paul se viu sem outra alternativa senão se desligar da organização Beatles como forma de proteger o material da banda das garras de Klein.

O que isto tem a ver com este novo lançamento, o CD Let It Be – Naked? Segundo Paul, este é o disco que deveria ter sido lançado. O que este disco tem de diferente do Let It Be original? Muito pouco. E com rara excessão, as faixas são mais memoráveis no original. Se Naked deveria mostrar os Beatles como o projeto inicial intencionava, falhou miseravelmente, sem sequer chegar perto.

A grande queixa contra Phil Spector era que o projeto original ditava que os Beatles se apresentassem gravando ao vivo no estúdio, sem trucagens. De fato Phil, que pegou o projeto pelo meio, abandonou esta visão inteiramente. O resultado disto são por um lado as orquestrações e coro. Mas também são o acabamento em faixas como “I Me Mine” e “Across The Universe”, que nesta edição de Naked, permanecem. Sim, as orquestrações foram retiradas, mas continua não sendo os Beatles ao vivo no estúdio, “Across The Universe” tendo sido gravado em 1968, de forma tradicional, e “I Me Mine” sendo gravado sem a presença dos quatro Beatles no estúdio. John Lennon inclusive nem participa da faixa.

As demais faixas do álbum estão praticamente idênticas ao que consta no álbum Let It Be lançado em 1970. No entanto, todas aquelas falas entre as faixas, que davam certa graça, e que em si, eram uma novidade, pois desafiavam uma regra de procedimento em gravações, foram retiradas. “Get Back” perde aquele adendo final, tanto do compacto quando Paul fala sobre Jo-Jo, quanto a do disco, onde John agradece brincando pela audição. “Dig A Pony”, “I Got A Feeling”, e “One After 909” complementam o set tirado do telhado.

Deles, apenas “I Got A Feeling,” com vocais mais vivos do que a do álbum de 70, ganhou uma verdadeira melhora. “The Long And Winding Road” apesar da preferência do autor, não ganhou com a ausência da orquestra e coro. Paul McCartney no piano e Billy Preston no órgão não seguram a faixa, que agora nua, como o titulo do disco sugere, está mais para vazia. A versão ficou então ruim? Não! Em absoluto. A canção é linda e continua sendo. Mas é da minha opinião que a versão perdeu mais do que ganhou.

A orquestra realmente fez falta, se por nada, porque continuamos ouvindo sua ausência durante toda a canção, um mau sinal. Junto com o coro, está imbuída no nosso consciente, a versão do álbum Let It Be de 1970, e não esta versão, que nos remete ao passado. Curiosamente, o mesmo problema não acontece com a faixa “Let It Be.” A canção se mostra ainda mais magnânima, o corinho de John e George ouvidos com ainda maior clareza.

Como curiosidade para Beatlemaniacos, o álbum é mais um adendo para sua vasta coleção. Como um disco para ser ouvido pelas gerações futuras ou símbolo de versão verdadeira destas faixas, esqueça este disco, não perca seu tempo, é um embuche. Estas canções serão sempre lembrados pelas versões incluídas no álbum Let It Be, lançado em 1970. Como já se podia verificar na época do Anthology, as melhores versões são mesmo aquelas que foram parar nos discos. Nada mudou. 

 

Como tudo já foi dito no Let It Be, apenas clique nos links e ouça as músicas

 

Get Back

 

http://mais.uol.com.br/view/13300523

 

 


Dig a Pony

 

http://mais.uol.com.br/view/13300524

 

 


For You Blue

 

http://mais.uol.com.br/view/13300540

 

 


The Long And Winding Road

 

http://mais.uol.com.br/view/13300546

 

 


Two Of Us

 

http://mais.uol.com.br/view/13300548

 

 


 One After 909

 

http://mais.uol.com.br/view/13300552

 


Don't Let Me Down

 

http://mais.uol.com.br/view/13300556

 

 


I Me Mine

 

http://mais.uol.com.br/view/13300557

 

 


Across The Universe

 

http://mais.uol.com.br/view/13300558

 

 


Let It Be

 

http://mais.uol.com.br/view/13300561

 

 


Assim completamos todos os álbuns do fenômeno chamado Beatles que por uma década, ditou moda, comportamento foi e é até hoje inspiração para todas as músicas que ouvimos por aí.

Quem viveu essa época maravilhosa como eu vivi, sabe muito bem do que estou falando e quem não viveu, tenho certeza que mesmo não gostando ainda assim se pega cantanto ou assobiando alguma música deles, que ouviu seu pai cantar ou assobiar.

Espero que tenha sido do agrado de todos

 

Grato

 

Roberto Fernandes